quarta-feira, 18 de novembro de 2015

El Niño atual: o terceiro pior da história

O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgou na terça-feira (17) pesquisa que mostra o impacto do El Niño sobre a ocorrência de tempestades no Sudeste durante o verão 2015/2016.
Segundo os resultados da nova pesquisa, para o verão o El Niño será muito forte – deve ser o terceiro mais forte desde 1950, depois de 1983 e 1998. A previsão é de um aumento na ocorrência de tempestades, em relação ao último verão, de 20% na Região Sul, 20% no Sudeste e 10% no Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Nordeste é prevista uma diminuição das tempestades de 10% e 15%, respectivamente, em relação ao último verão. A pesquisa foi baseada em dados de tempestades no verão dessas regiões desde 1950.
Os dados da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT) do último trimestre (agosto, setembro e outubro), já sob o efeito do El Niño, confirmam essas tendências. De acordo com o coordenador do Elat, o aumento preocupa e parece indicar que não só a ocorrência de tempestades, como a intensidade delas, aumenta em decorrência do fenômeno climático.
Os efeitos do fenômeno El Niño também são bastante conhecidos e temidos nas regiões Norte e Nordeste do país, pois normalmente provoca mais estiagens prolongadas e desastrosas. Uma péssima notícia para o nosso sofrido Nordeste do Brasil, que já vem sendo castigado por uma das maiores secas da história, implacável desde 2012! 
Fonte: Agência Brasil

Remédio que trata alcoolismo contra HIV

Um medicamento usado para tratar o alcoolismo em combinação com outras substâncias poderão contribuir para a erradicação do vírus da aids nas pessoas soropositivas em tratamento, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira (17/11/2015) pelo Instituto Doherty, de Melbourne, Austrália.
O medicamento, chamado disulfiram, acorda o vírus adormecido no organismo infectado, permitindo assim destruir tanto o vírus quanto as células que o abrigam, e isso sem efeitos colaterais, notam os autores da pesquisa, publicada na revista especializada “The Lancet HIV”.
Atualmente um tratamento antirretroviral (ART), um coquetel de medicamentos padrão chamado terapia tripla, permite manter o vírus em controle nos pacientes soropositivos, mas sem deixá-los completamente livres.
O vírus permanece à espreita no organismo das pessoas tratadas, de forma latente (inativo). Este reservatório, difícil de alcançar, é um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento de um tratamento para proporcionar alguma cura.
 “Acordar” o vírus latente é uma estratégia promissora para livrar o paciente do HIV, mas isto seria apenas o primeiro passo para eliminá-lo. Falta trabalhar a maneira como se livrar das células infectadas e, assim, conseguir a verdadeira cura dos pacientes soropositivos e até mesmo uma remissão que permita suspender o tratamento.
Com mais de 34 milhões de mortes até hoje, o HIV continua sendo um grande problema de saúde pública, segundo a OMS. No final de 2014, registrava-se cerca de 36,9 milhões de pessoas vivendo com o HIV.
(Fonte: G1)