sábado, 7 de novembro de 2015

Mosquito da dengue mais resistente

Os cientistas do Instituto Butantan descobriram que o Aedes Aegypti evoluiu geneticamente para sobreviver a temperaturas mais baixas. Ele agora se adapta a temperaturas mais amenas, mostrou o SPTV. Eles encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes. São mudanças muito maiores que as esperadas para essa espécie. O estudo começou em 2011 com 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano. O coordenador da pesquisa, Lincoln Suedesk, disse que essa mudança surpreendeu os pesquisadores. Era presumida que a evolução era rápida, mas não imaginavam que era tão rápida.
O governo de São Paulo e o governo federal querem acelerar os testes da vacina contra a dengue estudada pelo Instituto Butantan em 13 mil pessoas. Ainda estão sendo feito testes, mas a vacina pode sair só em 2018. Ela começou a ser elaborada há dois anos e deu bons resultados em fases anteriores. Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da USP fizeram a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os quatro tipos de vírus que existem no país em uma única dose.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que até setembro, mais de 600 mil pessoas contraíram a doença no estado. Na capital, 99 mil pessoas pegaram dengue e 22 morreram. Quase metade dos casos foi na Zona Norte.

Fonte: G1

A evolução da mulher nos "reclames"...



Clima: Humanidade na margem de erro do fracasso

A humanidade está oficialmente na margem de erro do fracasso em cumprir a meta de limitar o aquecimento da Terra a menos de 2°C neste século. É o que revela um relatório anual do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgado em 6/11/2015.
Esse estudo, conhecido como Emissions Gap Report, avalia quão perto ou longe as políticas de clima em curso no planeta nos deixam de alcançar o objetivo dos 2°C, acordado na conferência de Copenhague, em 2009.
A edição deste ano mostra que estamos bem longe, mas já estivemos pior: os 119 planos climáticos (INDCs) apresentados por 146 países como contribuição à conferência do clima de Paris são capazes de retirar da atmosfera, em 2030, de 4 bilhões a 6 bilhões de toneladas de gás carbônico, em comparação às políticas atuais (como o Protocolo de Kyoto e a meta brasileira de reduzir o desmatamento até 2020). Isso faria com que as emissões anuais do planeta em 2030 fossem de 54 bilhões de toneladas de CO2 no melhor cenário – um crescimento de apenas 2,4% em relação às 52,7 bilhões de toneladas emitidas em 2014.
Ocorre que, para o mundo entrar numa trajetória de emissões que nos dê pelo menos 66% de chance de evitar que o limite de 2°C seja ultrapassado, seria preciso que as emissões em 2030 fossem de, no máximo, 42 bilhões de toneladas de CO2.
O Gap Report traz um recado que o Brasil faria bem em escutar: as florestas podem se tornar uma tábua de salvação planetária para fechar o hiato de emissões de forma rápida e relativamente barata: O potencial teórico de atividades de mitigação relacionadas a florestas nos países em desenvolvimento é estimado em até de 9 Gt CO2 e [bilhões de toneladas de gás carbônico] em 2030.
Fonte: Observatório do Clima