segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cigarros X Adubos ecológicos

Um projeto desenvolvido no município de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, transforma cigarros irregulares apreendidos nas rodovias federais em adubos ecológicos para plantas. Desde 2011, quando os trabalhos foram iniciados, mais de 25 toneladas do produto já viraram fertilizantes.
Constantemente a Receita Federal tem desenvolvido operações, principalmente nas fronteiras e no interior do Brasil, com o objetivo de coibir a circulação dessas mercadorias ilegais que vêm de outros países, principalmente cigarros. O projeto de reciclagem dos cigarros é uma parceria entre a Receita Federal e a Prefeitura de Cristalina.
Em um terreno, as caixas são trituradas e misturadas a esterco de gado. O material começa a fermentar com 20 dias. Ele fica em altas temperaturas e o plástico começa a derreter. Aguando e mexendo ele até que ele se torne em um composto viável para o uso em plantas e plantações. Essa mistura leva aproximadamente 90 dias para ficar pronta para uso.
Após o período de preparação, o resultado é um adubo ecológico, que pode ser usado como fertilizante de mudas nativas, hortas, plantio de árvores e ajuda até a recuperação de áreas degradadas. Sendo assim, o projeto encaminha o material para plantações de escolas do município, casas de apoio e até de hospitais.  Ele ajuda a proteger a planta de pragas e não é preciso o uso de muitos defensivos agrícolas
(Fonte: G1)

Produto das carcaças do pirarucu contra intolerância à lactose

Descartadas após a retirada dos filés do peixe, carcaças do pirarucu podem virar matéria-prima para a indústria alimentícia. Cientistas brasileiros criaram uma maneira de transformar os restos de carne em uma substância líquida chamada "hidrolisado proteico de pirarucu", capaz de enriquecer alimentos com baixo teor de proteína, como pães, cereais e biscoitos. O líquido também pode ser usado em alimentos para pessoas que não digerem a proteína do leite.
A técnica consiste em transformar esses restos de carne com o uso de enzimas, que geram reações químicas e resultam em um líquido com mais de 70% de proteína. A tecnologia é resultado de parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) com a Universidade Federal do Amazonas e já está disponível para a produção e comercialização. O pedido de patente já foi feito ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
Quando a manta do pirarucu é retirada para a venda, sobra grande quantidade de carne presa aos ossos que é jogada fora. Em um pirarucu de tamanho médio, com cerca de 60 quilos, sobram mais ou menos 3 quilos de carne, não dá para desperdiçar isso. A comercialização do animal tem crescido muito desde o início do manejo da espécie na Amazônia.
O pescado é uma fonte saudável de proteínas, lipídios, vitaminas A, D e do Complexo B e minerais como cálcio, fósforo, ferro, cobre e selênio. É possível retirar o odor de peixe do hidrolisado, que não altera o sabor dos alimentos e pode entrar como ingrediente em diversas formulações. Também é possível fazer o hidrolisado com outros peixes para aproveitar esses nutrientes, mas para isso são necessários novos estudos, pois cada espécie precisa de uma enzima específica.

 (Fonte: Terra)