quarta-feira, 9 de setembro de 2015

El Niño: auge em fevereiro de 2016

Peru pode ser país mais afetado no mundo pelo fenômeno El Niño e o governo se prepara para enfrentar um cenário complicado. A corrente do El Niño produz uma elevação das temperaturas do Pacífico equatorial e pode causar fortes chuvas em algumas partes do mundo e secas em outras. No Peru a previsão é de que aconteça as duas coisas, com fortes chuvas no norte e seca no sul andino, complicando a produção agrícola no país.
O governo peruano investirá neste ano cerca de 500 milhões de dólares em prevenção, e já dispôs de um fundo de 900 milhões de dólares para 2016. Além disso, conta com uma linha de crédito de 400 milhões de dólares para enfrentar os efeitos nas áreas de saúde, agricultura e moradias. O El Niño deve ganhar força em dezembro e no Peru espera-se que alcance seu nível mais intenso em fevereiro, diluindo-se até abril ou maio.
Estamos ferrados! Ano que vem é seco novamente no Nordeste brasileiro caso isto se confirme!!
 (Fonte: G1)


Momento lírico 391

AYLAN-KURDI,
A criança mártir
(Karl Fern)

Da inocência fausta de viver
A imobilidade fria da morte
Seria apenas drama da sorte
De vir no seu mundo nascer?
Ou seria um imoral padecer
Sob ganância do mais forte?

Custa-me atinar ter suporte
Pra no homem poder brotar
Tendente maldade para odiar
 Deixar semelhante sem norte
Mesmo que não haja suporte
Pra sua ganância importunar!

Lágrimas não consigo refrear
Saber que o inditoso menino
Vivaz com seu olhar cristalino
Seria tragado pelo bruto mar
Jornada que iria se consumar
Num penoso e cruel destino.

Com linda roupa o pequenino
Tênis novos postos com meias
 Feliz saindo para terras alheias
Parecia até um passeio divino
Inocência de garoto traquino
Felicidade correndo nas veias.

Será que passando nas aldeias
Sentiu algum frio no coração?
Mas confiando em pais e irmão
Animado observou as correias
Prendendo em paus nas areias
A frágil e flutuante embarcação.

Por que tanta gente ali então?
Via tantas pessoas para passear
Não havia espaços para brincar
Da mãe segurou firme sua mão
Só ela podia lhe ditar proteção
Na vastidão do assustador mar.

Num instante tudo viria findar
Veio um solavanco endiabrado
O corpinho voou arremessado
Para onde não poderia flutuar
Indefeso principiou a se afogar
Sem por ninguém ser ajudado.

Faltando fôlego e desesperado
Tempo em sua volta escureceu
Universo brilhante despareceu
Não tinha passeio a ser levado
Pela agonia final foi dominado
E naquele instante ele morreu.

No mar de águas onde pereceu
O corpo inerte seguiu arrastado
Até que na praia foi depositado
E quando um soldado apareceu
Comovido seu esquife recolheu
Como se pudesse ser acordado.

 Nos braços seu macabro achado
Mundo inteiro clamou atenção
A desumanidade de uma nação
Onde o seu povo desesperado
Sai da guerra pra qualquer lado
Em busca de dubitável salvação!

Pior, em nome de uma religião
 Cometem-se loucas atrocidades
 Outras nações por comodidades
Nunca dirigiram devida atenção
Deste mártir ecoa triste oração
Pedindo sopros de humanidade.
 
AYLAN-KURDI
Nós não temos certeza, mas tomara que o verdadeiro, celestial e piedoso Alá o tenha usado para fazer com que o sofrimento de todos os envolvidos neste conflito desumano sejam olhados de uma forma diferente e benéfica a partir de agora! Assim seu sacrifício não terá sido em vão!
(Karl Fern)