domingo, 9 de agosto de 2015

Momento lírico 385

O PECADO DE ADÃO
(Karl Fern)

Morava no perfeito Paraíso
Um homem chamado Adão
Senhor unitário da situação
Tinha tudo que era preciso
Sem perturbações no juízo
Vivia livre de preocupação.

Nada necessitava de atenção
Pois no seu mundo mandava
Se ele queria logo ordenava
Não conhecia dor ou solidão
No Éden divino sem confusão
Felicidade jamais lhe faltava.

Mas Deus que lhe observava
Vendo-o naquela monotonia
Resolveu dar-lhe companhia
E enquanto Adão descansava
Sem uma das costelas ficava
Sacada enquanto ele dormia.

Dotou-a de tudo que queria
Beleza pura não economizou
Novo corpo ele aperfeiçoou
Dotou-o de encanto e magia
Concebeu o melhor que podia
Dizem que até Deus exultou!

Depois que tanto caprichou
Antes de deixá-la com Adão
Semeou-a toques de afeição
Curvas e detalhes perfumou
Em seus olhos então gotejou
Colírio de lirismo e sedução!

Adão tonteou com fascinação
Quando a viu teve até medo
Então tateando cada segredo
Enlevou-se de tanta emoção
Que lhe prometeu o coração
Aí nunca mais teve sossego!

Pelo Paraíso perdeu o apego
Por ela foi sendo manobrado
Comeu a maçã e foi castigado
De lá foi expulso em degredo
Em todos nós pôs seu enredo
Assim herdamos esse pecado!

Nada na criatura foi alterado
Eva conservou sua conceição
Adão perdurou sua adoração
Pela figura divinal apaixonado
E Deus revendo ter exagerado
Deu a ele, enfim, seu perdão.

Ganho de Deus não abriu mão
Este presente perfeito como é
Sublime em tudo que se quer
Rito de ternura, amor e paixão
O homem devaneia sem noção
Longe de seu anjo: A MULHER!


Olimpíadas 2016 - I

O cubano Angel Torres Aldama tem revolucionado a luta olímpica brasileira, treinando a seleção do Brasil desde 2008 e levado o esporte do país a grandes conquistas esportivas desde então. Ele é um dos maiores responsáveis pela evolução da luta olímpica brasileira, que hoje tem os lutadores Aline Silva, Joice Silva e Davi Albino entre os melhores do mundo em suas respectivas categorias.
Angel foi atleta do estilo greco-romano, na categoria até 57kg. Seus melhores resultados foram o título de campeão centro-americano em 1984 e em 1990, além do bronze na Copa Mundo em 1989. Depois que parou de lutar, o cubano cursou licenciatura em cultura física e esportes para o esporte de alto rendimento, em Havana, e chegou ao Brasil para treinar a seleção brasileira desse estilo. Hoje é o treinador-chefe de uma comissão técnica formada por outros três profissionais. São eles: os também cubanos Pedro Garcia (técnico do estilo livre feminino) e Juan Marén (técnico do estilo greco-romano) e o búlgaro Ivan Tsochev - o brasileiro Flávio Cabral cuida das divisões de base.
De fato, o Brasil vem acumulando conquistas na luta olímpica após a importação de treinadores e a maior proeza ficou guardada para Aline Silva, vice-campeã mundial em 2014 e campeã mundial militar no mesmo ano. Para coroar o bom momento da luta olímpica brasileira, o país voltou dos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no último mês, com três medalhas: o ouro inédito de Joice Silva e os bronzes de Davi Albino e Aline Silva. Foi o melhor desempenho do Brasil na história da competição. Terminados os Jogos Pan-americanos, as atenções se voltam para o Mundial de luta olímpica, de 7 a 13 de setembro, em Las Vegas. Por contar com os principais lutadores e lutadoras do planeta, o evento servirá como uma prévia das Olimpíadas de 2016.
Exigente, determinado e perfeccionista, Angel está feliz com o seu trabalho à frente da luta olímpica brasileira e elogia o desempenho dos seus atletas. Fã de praia, carnaval e pagode, Angel (48 anos) fala em permanecer de vez no país que já considera como uma de suas casas e dizendo-se bastante adaptado ao país, acha Brasil e Cuba muito parecidos. “Se o Brasil me permitir ficar trabalhando aqui, aqui vou ficar”.
Dividindo seu tempo entre a família e a luta olímpica, o treinador é casado com a cubana Niruka Caballero e tem duas filhas, mas ambas moram fora do país. Mora a poucos metros do centro de treinamento da Confederação Brasileira de Wrestling (CBW), na Zona Norte do Rio. É lá que ele passa a maior parte do dia, ministrando treinamentos e montando planilhas, característica marcante do seu método de trabalho extremamente planejado e detalhista. Contratado pela CBW, o cubano tem os seus salários pagos pela Caixa, patrocinadora da luta olímpica brasileira.
O treinador sugere eventos abertos para ajudar no processo de massificação da luta olímpica no Brasil. “Seria muito bom levar a luta para fora dos ginásios, para comunidades, parques, escolas e universidades. Essas atividades todas trariam um benefício enorme para a população do nosso esporte”.