quarta-feira, 8 de julho de 2015

Momento lírico 378

Momentos em sextilhas...




Guerra ao isopor

Nova York juntou-se às cidades norte-americanas que declararam guerra contra as embalagens, pratos e copos de isopor, material que é tão atraente para os negócios quanto tóxico ao meio ambiente. A partir do dia 1/7/2015, está proibido vender, oferecer ou possuir qualquer produto feito de isopor na metrópole americana. Empresas e comerciantes têm seis meses para se adaptar. Depois desse prazo, serão multadas.
Comercializado nos Estado Unidos com o nome de Styrofoam, o isopor foi inventado pelo cientista da empresa Dow Chemical Otis Ray McIntire em 1941. Para fazê-lo, pequenas quantidades do polímero poliestireno são misturadas com produtos químicos para se expandiram 50 vezes do seu tamanho original. Após o resfriamento, essa massa é então colocada em moldes – seja de um copo ou de uma embalagem – e passa por um novo processo para expandi-la ainda mais, até que o molde seja totalmente preenchido e as contas se fundirem. O produto final é leve, barato – 95% de sua composição é ar. Suas propriedades isolantes e seu custo barato tornaram o isopor uma escolha atraente nos negócios.
Mesmo o isopor representando uma parcela pequena do lixo, ambientalistas afirmam que o problema ganha outras dimensões quando ele chega no mar. A propriedade absorvente do material. Faz com que ele aja como uma pequena esponja poluente, capturando todos os compostos que mais contaminam o oceano. E então um animal engole isso, pensando ser uma água-viva e isto é letal. E isso não é perigoso apenas para os animais marinhos para o oceano como um todo. Pode também ser prejudicial para os humanos quando consumem um peixe que ingeriu tudo isso.
Outro problema grave é a dificuldade em reciclar o material. Ninguém conseguiu até agora provar que seja possível reciclá-lo em larga escala, e tampouco há mercado para isso. Devido ao processo químico usado em sua confecção, é quase impossível transformar, por exemplo, um prato de isopor em uma embalagem feita do mesmo material. Há, no entanto, alguns métodos sendo testados, como reciclagem térmica. Mas sua viabilidade em termos de custo e logística de transporte ainda é um problema.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Mapa de mudanças climáticas no Brasil

O Brasil será o primeiro país da América Latina e Caribe a fazer o mapeamento doméstico de vulnerabilidade da zona costeira às mudanças climáticas. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou a iniciativa (7/7/2015), em Brasília, com instituições espanholas e das Nações Unidas, parceiras na realização do trabalho. A medida começará pelo litoral de Santa Catarina e terá o objetivo de identificar as fragilidades da região ao aquecimento global.
O foco é promover ações de adaptação às mudanças climáticas na costa brasileira. A iniciativa faz parte de um programa de cooperação do MMA com a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (CEPAL) e inclui um projeto com o Instituto de Hidráulica da Cantábria (IHC), cujo objetivo é criar bases de dados históricas, projeções e metodologias para analisar riscos no litoral catarinense. No âmbito nacional, a medida será realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina.
A expectativa é que o mapeamento seja feito nos demais estados costeiros do país. O mapeamento que será realizado em território brasileiro terá relevância para o restante da comunidade internacional. As zonas costeiras são regiões bastante ameaçadas pelas mudanças do clima. Entre os riscos, há a elevação do nível do mar e o aumento da frequência de eventos extremos, além da erosão e inundação, a intrusão salina e o comprometimento dos recursos naturais e da biodiversidade. A estimativa dos valores materiais potencialmente em risco na zona costeira é de R$ 136 bilhões, de acordo com o estudo realizado pela COPPE/UFRJ.

Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter

Mudanças climáticas

Cientistas de todo o mundo se reuniram nesta terça-feira (0707/2015) na França e alertaram que tanto a temperatura da superfície terrestre e dos oceanos como o nível do mar, a concentração de gases do efeito estufa e as emissões de CO2 aumentaram a níveis históricos desde meados do século XIX.
Desde 1850, o nível de CO2 passou de 280 partículas em suspensão para quase 400 em 2012. Por outro lado, a média da temperatura global dos oceanos e da superfície terrestre acumulada aumentou de -0,6 graus centígrados em 1850 para 0,2 em 2012, enquanto o nível do mar passou de -0,15 metros em 1900 para 0,05 metros em 2005, de acordo com dados da ONU.
Há necessidade de reduzir as emissões de dióxido de carbono entre 40% e 70%, antes de 2050, para diminuir os efeitos do aumento da temperatura global e limitar o aquecimento a 2°C acima dos níveis pré-industriais. Os efeitos desse crescente aumento da temperatura pode ser observado no progressivo degelo do Ártico.
O impacto negativo também está evidente no comportamento de distintas espécies, como, por exemplo, as flores que alteram seus processos naturais em função das variações anormais de temperatura de cada estação. Os invernos mais quentes fazem com que o processo de floração se atrase e, inclusive, pode ser que não aconteça se as temperaturas na primavera forem altas demais.
Em uma tentativa para se solucionar os problemas derivados da mudança climática, os especialistas apostam em assumir os desafios que as zonas mal adaptadas ao aquecimento global apresentam e superar algumas aproximações científicas equivocadas. O exemplo emblemático deste fato é a crença que as ilhas do mar de Coral (na Oceania) se erodem por serem muito vulneráveis ao aumento da temperatura. A realidade mostra o contrário, já que 83% destas ilhas se expandiram ou manteve seu tamanho nos últimos 40 anos.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)