quinta-feira, 18 de junho de 2015

Maçãs européias e pesticidas

Coquetéis de pesticidas continuam sendo utilizados pelos produtores de maçãs de vários países europeus, em especial pelos agricultores que abastecem os grandes mercados atacadistas. Relatório do Greenpeace (16/06/2015) afirma que analisou 85 amostras – 36 de água, 49 do solo – recolhidas nos pomares de 12 países europeus entre os maiores produtores de maçã, tendo como alvo aqueles que abastecem o varejo. Em média, 75% das amostras (78% para o solo, 72% para a água) continha resíduos de pelo menos um dos 53 pesticidas identificados. Pelo menos 70% dos pesticidas identificados apresentam uma toxicidade global aumentada para a saúde humana e a fauna selvagem.
O número de pesticidas mais alto foi detectado nos solos de Itália, Bélgica e França. Na água, os países mais comprometidos foram Polônia, Eslováquia e Itália, segundo o relatório. Os encontrados com maior frequência no solo são o boscalida, um fungicida presente em 38% das amostras, e o DDT (26% das amostras). Em relação à amostra de água, os pesticidas mais frequentemente identificadas são boscalida (em 40% das amostras) e clorantraniliprol, inseticida também encontrado em 40% das amostras.
O Greenpeace pede aos estados-membro da União Europeia que ponham progressivamente fim no uso dos pesticidas químicos de síntese na agricultura e usem alternativas não-químicas para lutar contra os parasitas, em particular práticas agrícolas ecológicas.
Resíduos de pesticidas estão presentes em quase metade dos alimentos consumidos na Europa, mas a maioria dentro dos limites legais e provavelmente sem nenhum efeito sobre a saúde, garantiu em março a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos. As maçãs estão entre as frutas com maior presença de resíduos.
(Fonte: G1)


Águas subterrâneas em perigo

Mais da metade dos principais aquíferos subterrâneos do mundo estão se esgotando a um ritmo alarmante, segundo um estudo com novos dados captados por satélites da Nasa. O estudo, publicado neste 16/06/2015 pela revista “Water Resources Research”, diz que 21 das 37 maiores reservas subterrâneas do planeta perderam mais água do que receberam durante uma década de observação, entre 2003 e 2013. Dessas 21 reservas, há 13 que experimentaram no período de análise fortes declives em seus níveis de água.
Estes aquíferos subterrâneos fornecem 35% de água usada pelos seres humanos, por isso que a situação é bastante crítica. Com a rapidez com a qual estamos consumindo as reservas mundiais de água subterrânea, necessitamos de um esforço global coordenado para determinar a quantidade que resta. Os dados dos satélites Grace da Nasa mostraram que as reservas em pior situação estão em regiões pobres e muito povoadas, como o noroeste da Índia, Paquistão e o norte da África.
E os especialistas alertam que a mudança climática e o crescimento da população contribuirão para piorar ainda mais a situação destes aquíferos subterrâneos. O exemplo é o estado da Califórnia (EUA.), atingido pela seca e que está obtendo agora 60% da água que necessita das reservas subterrânea diante da média de 40%.
Fonte: TERRA


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