segunda-feira, 1 de junho de 2015

Vacina contra hipertensão

Quem sofre de hipertensão pode, no futuro, livrar-se da obrigação de tomar comprimidos diários. Cientistas estão desenvolvendo uma vacina capaz de controlar a pressão arterial por até seis meses, o que diminuiria os riscos relacionado à falta de aderência ao tratamento. Trata-se de uma vacina de DNA que tem como alvo um hormônio, a angiotensina II, que provoca um aumento da pressão ao contrair os vasos sanguíneos.
A estratégia foi testada em ratos, que receberam três doses da imunização, com intervalo de duas semanas. Segundo os pesquisadores, a vacina não apenas diminuiu a pressão sanguínea por até seis meses, mas também reduziu os danos ao tecido do coração e dos vasos sanguíneos associados à hipertensão.
O desenvolvimento desta vacina é uma alternativa muito aguardada pela comunidade médica justamente por causa da dificuldade dos pacientes em aderir ao comprimido diário. Cerca de 90% dos pacientes hipertensos precisam usar medicamentos todos os dias para controle da pressão. No Brasil cerca de 80% dos hipertensos estão fora da meta do controle de pressão: ou não tomam o medicamento regulamente ou não tomam na dosagem correta.
Entre os fatores que contribuem para a falta de adesão às drogas está o fato de que a hipertensão é geralmente assintomática. O paciente não sente nada e por isso não vê a importância de tomar remédio. Pesa também o fato de o tratamento ser crônico e poder continuar ao longo de toda a vida. Existem ainda crendices acerca dos medicamentos. O homem teme que o remédio interfira no desempenho sexual. A mulher teme ganhar peso ou alterações de pele.
As pessoas têm que se conscientizar que hipertensão é uma doença silenciosa que mata ou traz consequências muito ruins para coração, cérebro e rins. Se houver uma vacina que controle a pressão, será reduzida uma grande parte da mortalidade da população por derrame cerebral e infarto.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Avião à energia solar

O avião revolucionário Solar Impulse 2 sobrevoava o Mar do Japão na madrugada desta segunda-feira (horário local, 01/06/2015), pouco mais de 24 horas após decolar de Nankin, China, na etapa mais ambiciosa de sua volta ao mundo. Pilotado pelo suíço André Borschberg, 62, encontrava-se às 16h GMT deste domingo entre o leste da Coreia e o oeste do Japão, segundo sua equipe em terra, no primeiro dos seis dias de voo que deve completar cruzando o Pacífico até o Havaí. Seu conterrâneo, Bertrand Piccard, piloto do Solar Impulse 2 em outras etapas da missão, publicou no Twitter que se tratava do primeiro voo noturno completo, durante o qual o aparelho conta exclusivamente com as baterias, recarregadas durante o dia pelo sol.
O voo de 8.500km de Nankin ao Havaí poderá estabelecer um recorde de duração para um piloto sozinho a bordo, segundo os organizadores. Trata-se da sétima e mais longa das 12 etapas previstas da volta ao mundo empreendida pelo avião solar gigante. Nesta etapa, Borschberg voará diariamente a 28 mil pés de altitude, com temperaturas que irão variar em torno de 55 graus na cabine do avião solar, despressurizada e sem calefação.
Em caso de problema técnico grave, o suíço deverá escapar de paraquedas, descendo em pleno oceano, a centenas de quilômetros de qualquer equipe de salvamento, uma vez que nenhuma embarcação pode acompanhar o avião no mesmo ritmo, mesmo a velocidade máxima do Solar Impulse (140km/h) sendo muito menor do que a de um aparelho convencional.
A missão, que, a princípio, foi ironizada pela indústria aeronáutica, é acompanhada atualmente com entusiasmo em todo o mundo.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)