sexta-feira, 29 de maio de 2015

Energia eólica no Brasil

O Brasil deve alcançar, em 2016, a segunda ou terceira colocação no ranking dos países que mais investem no aproveitamento dos ventos como fonte de energia, subindo ainda para a sexta posição mundial em capacidade instalada, segundo espectattiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), para o 12º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), aberto na quarta-feira (27/05), no Rio de Janeiro, pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.
No ano passado, o Brasil foi o quarto país do ranking, em termos de aumento da capacidade eólica, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, com expansão de 2,5 gigawatts (GW) de energia. Já em relação à capacidade instalada, ocupava a décima posição, com ganho de três posições em relação ao ano anterior.
Atualmente, 262 usinas eólicas estão em atividade no Brasil, somando capacidade instalada de 6,56 GW, suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Paulo. Até o final de 2015, o setor alcançará 10 GW de capacidade instalada. Até 2019, serão 18 GW, sem contar os leilões que vão acontecer. É energia já contratada.
Complementar à matriz hidráulica, como as demais fontes renováveis, a energia eólica mostra tendência de expansão. Com a capacidade instalada de 6,56 GW, o setor de geração eólica consegue reduzir as emissões de 11,6 milhões de toneladas de gás carbônico e quando alcançar 18 GW, serão cerca de 30 milhões de toneladas de gás carbônico que deixarão de ser emitidas na atmosfera.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

A tragédia ambiental amazônica continua

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta quinta-feira (28/05/2015) que, durante o trimestre de fevereiro, março e abril deste ano, os alertas de alteração na cobertura florestal da Amazônia, incluindo corte raso (destruição total) e degradação (destruição parcial) somaram 550 km². Esse número é 62,7% maior que os 338 km² registrados no mesmo período do ano passado.
Do total identificado pelo Inpe entre fevereiro e abril deste ano, estima-se que 362 km² (65,8%) são de áreas de desmatamento por corte raso e 180 km² correspondem a áreas de degradação florestal. Mato Grosso é o estado que teve maior área de alertas –264,4 dos 550 km².
As informações são do Sistema de Detecção em Tempo Real, o Deter. Segundo o Inpe, o Deter serve para orientar a fiscalização em campo e coibir o desmatamento ilegal. O sistema não é utilizado para a medição precisa de área, já que é feito com imagens de satélite de resolução moderada e tem sempre uma margem de falsos positivos. Além disso, leva-se em conta a cobertura de nuvens, que pode atrapalhar a visualização por satélite do território.
As informações do sistema Prodes são os que representam o índice oficial de desmatamento da Amazônia do governo federal. Ele avalia os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas.
O último dado divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente é de queda de 18% no desmate entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)