segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

2014, o ano mais quente na Terra

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma instituição especializada das Nações Unidas com sede em Genebra, 2014 foi o mais quente registrado na Terra. A temperatura média do ar no ano passado na superfície do planeta superou em 0,57 grau Celsius a média calculada para o período de referência 1961-1990, que foi de 14,00 graus. Também supera os máximos de 2010 (0,55 grau acima) e de 2005 (+0,54 grau), segundo a OMM.
Assim, nosso século conta com 14 dos 15 anos mais quentes e se acredita que este reaquecimento mundial se manterá, já que a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera e o aumento da entalpia (calor contido) dos oceanos leva a um futuro mais quente.
A organização meteorológica calculou que 93% do calor preso na atmosfera pelos gases de efeito estufa, que procedem da exploração de combustíveis fósseis e de outras atividades humanas, está armazenado nos oceanos. Eles desempenham um papel essencial em termos de regulação térmica do sistema climático mundial.
O máximo de calor em 2014 ocorreu na ausência de um verdadeiro episódio do El Niño, um fenômeno que reaquece o clima, e que ocorre quando as temperaturas da superfície do mar, mais altas que o normal no leste do Pacífico tropical, interagem com os sistemas de pressões atmosféricas.
A OMM publicou sua análise das temperaturas mundiais diante da perspectiva de negociações anuais sobre as mudanças climáticas que serão realizadas em Genebra de 9 a 14 de fevereiro. Estas negociações ajudarão a alcançar um acordo na cúpula sobre o clima que será realizada em Paris em dezembro.
Fonte: G1

Plástico comestível brasileiro

Pesquisadores da Embrapa desenvolveram no interior de São Paulo um material que pode revolucionar as embalagens dos alimentos. É um plástico comestível, feito a partir de legumes e frutas e que não vira lixo.
Os pesquisadores da Embrapa de São Carlos, no interior de São Paulo, encontraram uma solução melhor. Utilizaram como matéria-prima beterraba, mamão, maracujá. Os alimentos triturados e transformados em uma massa foram para a esteira de uma máquina que usa luz infravermelha para retirar a umidade. Em dez minutos, frutas, legumes ou hortaliças viram uma película comestível. Com um mamão dá para fazer três metros de filme.
Sem petróleo e nenhum componente químico, o plástico comestível pode ser feito com sobras de alimentos e mantém as propriedades nutritivas graças aos conservantes naturais: óleo de canela e quitosana, uma substância extraída da casca do caranguejo e tem propriedades bactericidas, ou seja, ela mata bactérias e pode ser usada para aumentar o tempo de vida útil dos alimentos na prateleira. A película comestível é polivalente: dissolve fácil na água e pode ser consumida na forma de sucos e vitaminas.
Foram oito anos de trabalho para desenvolver o produto. Além dos filmes comestíveis naturais, os pesquisadores também misturaram corantes e aromas para criar novos sabores como cereja, menta e baunilha. No futuro, as embalagens plásticas poderão servir de tempero para o frango, por exemplo, e no forno dissolver os ingredientes ou se transformar em sachês comestíveis para sopas e produtos congelados. Os voluntários que experimentaram aprovaram a novidade.
O novo produto vai impactar menos o meio ambiente e deve chegar ao mercado em até dois anos.
(Fonte: G1)