domingo, 11 de janeiro de 2015

Momento lírico 331


      ROSAS E ESPINHOS
(Karl Fern)

Nas coisas da natureza
Há a perfeição das rosas
Detalhistas maravilhosas
Singulares em sua beleza
Seja na alegria ou tristeza
Serão sempre preciosas.

Suas pétalas virtuosas
São retalhos multicores
Como rainha das flores
São mágicas misteriosas
Meigas, plácidas e sedosas
Fiam formas de amores.

No brilho de suas cores
Tatuam felicidade e prazer
Eivam vontade de viver
Exalam genuínos odores
Aliviam mágoas e dores
Faz a alma rejuvenescer.

Mas sob uma rosa aponta
Um ciumento espinho
Fica sem beleza sozinho
Com sua traiçoeira ponta
Ferir é o que ele conta
Quem anseia só carinho.

Como rosas, no caminho
Da vida de muita gente
O amor nasce de repente
Um querer vem mansinho
Mas pontadas de espinho
Põem o âmago pungente!

O que teria sabor do vinho
Lhe deixaria perto do céu
Perverte a doçura do mel
O que parecia seu ninho
Deixa o vivente sozinho
Imerso em amargor de fel.