domingo, 31 de maio de 2015

Momento lírico 368



Momento lírico 367

TUDO E NADA
(O PEN-DRIVE)
(Karl Fern)

Em tudo te via linda
Do nascer ao por do sol
Do anoitecer ao arrebol
A madrugada era infinda
Se não te sentia ainda
Embaixo do meu lençol!

Teu abraço era tudo
O teu beijo alucinante
Teu cheiro atordoante
Aquele corpo desnudo
A tez da pele de veludo
Trazia o prazer delirante.

E um desejo ilimitado
Vencia-me densamente
Em um prazer recorrente
Como um vício marcado
Meu corpo insaciado
Te queria novamente!

Mas o destino cruel
Sem permuta nos separou
Essa paixão doida calou
Caiu um amargor de fel
Apenas a saudade fiel
Foi tudo que me restou!

Desfeito num golpe fatal
Um sentimento destruído
Só mentalmente incutido
Sem um rastro material
Até aquela "self" venial
Foi no pen-drive perdido.


sábado, 30 de maio de 2015

Uso de agrotóxicos aumenta no Brasil

O setor agrícola brasileiro comprou, no ano de 2012, 823.226 toneladas de agrotóxicos – muitos deles, proibidos em outros países. De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas foi 162,32%. Os dados estão no Dossiê Abrasco –Associação Brasileira de Saúde Coletiva. Desde 2009, o Brasil assumiu a posição de primeiro consumidor mundial de agrotóxico. O consumo bateu os absurdos 5,5 quilos por brasileiro por ano.
O pior, esse aumento está diretamente relacionado à expansão da monocultura e dos transgênicos. Ao contrário do que vinha sendo propagandeado quando os foram lançados, que permitiriam que o uso de agrotóxico diminuísse, porque seriam resistentes às pragas, o que se verificou foi o oposto. Não só está usando mais, como está usando agrotóxicos mais poderosos, mais fortes. Foram importados em regime de urgência determinados agrotóxicos que sequer eram permitidos no Brasil para combater pragas na soja e no algodão transgênicos.
22 dos 50 princípios ativos mais empregados em agrotóxicos no Brasil estão banidos em outros países, além de haver uso além da necessidade técnica e métodos menos tóxicos e eficientes para o controle de pragas. Estamos em uma situação de total descontrole, o Estado não cumpre o processo de fiscalização como deveria e a legislação para o uso de agrotóxicos também não é cumprida.
O Brasil registrou, entre 2007 e 2014, 34.147 casos de intoxicação por agrotóxico, de acordo com o presidente da ABA. Entre os problemas causados por esse tipo de intoxicação estão a malformação de feto, câncer, disfunção fisiológica, problemas cardíacos e neuronais. O governo criou o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), cuja minuta está pronta, mas ainda aguarda lançamento oficial pelo governo.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Energia eólica no Brasil

O Brasil deve alcançar, em 2016, a segunda ou terceira colocação no ranking dos países que mais investem no aproveitamento dos ventos como fonte de energia, subindo ainda para a sexta posição mundial em capacidade instalada, segundo espectattiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), para o 12º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), aberto na quarta-feira (27/05), no Rio de Janeiro, pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.
No ano passado, o Brasil foi o quarto país do ranking, em termos de aumento da capacidade eólica, atrás da China, Estados Unidos e Alemanha, com expansão de 2,5 gigawatts (GW) de energia. Já em relação à capacidade instalada, ocupava a décima posição, com ganho de três posições em relação ao ano anterior.
Atualmente, 262 usinas eólicas estão em atividade no Brasil, somando capacidade instalada de 6,56 GW, suficiente para abastecer uma cidade do porte de São Paulo. Até o final de 2015, o setor alcançará 10 GW de capacidade instalada. Até 2019, serão 18 GW, sem contar os leilões que vão acontecer. É energia já contratada.
Complementar à matriz hidráulica, como as demais fontes renováveis, a energia eólica mostra tendência de expansão. Com a capacidade instalada de 6,56 GW, o setor de geração eólica consegue reduzir as emissões de 11,6 milhões de toneladas de gás carbônico e quando alcançar 18 GW, serão cerca de 30 milhões de toneladas de gás carbônico que deixarão de ser emitidas na atmosfera.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

A tragédia ambiental amazônica continua

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou nesta quinta-feira (28/05/2015) que, durante o trimestre de fevereiro, março e abril deste ano, os alertas de alteração na cobertura florestal da Amazônia, incluindo corte raso (destruição total) e degradação (destruição parcial) somaram 550 km². Esse número é 62,7% maior que os 338 km² registrados no mesmo período do ano passado.
Do total identificado pelo Inpe entre fevereiro e abril deste ano, estima-se que 362 km² (65,8%) são de áreas de desmatamento por corte raso e 180 km² correspondem a áreas de degradação florestal. Mato Grosso é o estado que teve maior área de alertas –264,4 dos 550 km².
As informações são do Sistema de Detecção em Tempo Real, o Deter. Segundo o Inpe, o Deter serve para orientar a fiscalização em campo e coibir o desmatamento ilegal. O sistema não é utilizado para a medição precisa de área, já que é feito com imagens de satélite de resolução moderada e tem sempre uma margem de falsos positivos. Além disso, leva-se em conta a cobertura de nuvens, que pode atrapalhar a visualização por satélite do território.
As informações do sistema Prodes são os que representam o índice oficial de desmatamento da Amazônia do governo federal. Ele avalia os meses que integram o chamado “calendário do desmatamento”, relacionado com as chuvas e atividades agrícolas.
O último dado divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente é de queda de 18% no desmate entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Fome no mundo, segundo a ONU

A crise econômica prejudicou o combate à fome, segundo um relatório anual da Organização das Nações Unidas (ONU) e que registou queda nos números globais. De acordo com a última edição do relatório da ONU O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo 2015, estima-se que caiu para 795 milhões o número de pessoas com fome no mundo, 10 milhões a menos do que o registrado no ano passado e 167 milhões a menos do que na década passada.
A situação melhorou nas regiões em desenvolvimento, onde a taxa de desnutrição – que mede a proporção de pessoas incapazes de consumir alimentos suficientes para uma vida ativa e saudável – diminuiu para 12,9% da população, contra 23,3% há 25 anos. Ainda assim, na África Subsariana, 23,2% dos habitantes passam fome e 24 países africanos enfrentam atualmente crises alimentares – o dobro do que em 1990.
72 entre 129 dos países monitorados –atingiram a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir para a metade a prevalência de desnutrição em 2015, enquanto as regiões em desenvolvimento falharam por uma margem reduzida. Outros 29 países terão cumprido a meta definida na Cúpula Mundial da Alimentação em 1996, quando os governos se comprometeram a reduzir pela metade o número absoluto de pessoas subnutridas até 2015.
Segundo o documento, a crise econômica dos últimos anos prejudicou os progressos no combate à fome, juntando-se a outras causas como desastres naturais, fenômenos meteorológicos graves, instabilidade política e conflitos civis.
O relatório indica que, ao longo dos últimos 30 anos, as crises têm evoluído de eventos catastróficos, curtos, agudos e de grande visibilidade até situações prolongadas, devido a uma combinação de fatores, especialmente os desastres naturais e conflitos, com as mudanças climáticas, crises de preços e financeiras frequentemente entre os fatores agravantes.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

terça-feira, 26 de maio de 2015

Esperança contra Alzheimer

   
         Um medicamento elaborado por cientistas chineses que conseguiu resultados positivos na desaceleração do avanço do Alzheimer em animais entrará em breve em fase de testes clínicos, anunciaram os responsáveis pelo projeto.
       O fármaco, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Saúde e Biomedicina de Cantão da Academia Chinesa de Ciências, vem mostrando efetividade na melhora da memória e das habilidades cognitivas de animais. Após uma bem-sucedida experiência em porcos da Guiné, foi decidido que na fase seguinte de desenvolvimento deste composto, chamado AD16, serão feitos testes com humanos.
   O AD16 desacelera o avanço do Alzheimer, ao funcionar como um agente antineuroinflamatório que pode aliviar os danos causados pelas proteínas beta-amiloides nos neurônios. Os fragmentos desta proteína são acumulados no cérebro das pessoas que sofrem de Alzheimer, formando depósitos que impedem que as células possam se conectar entre si e transmitir os impulsos nervosos, o que acaba afetando suas habilidades cognitivas e sua memória.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


domingo, 24 de maio de 2015

Segurança em robôs de telecirurgia

Pesquisadores encontraram falhas de segurança em robôs usados em procedimentos cirúrgicos remotos e revelaram que é possível realizar ataques para interferir com os comandos enviados pelos médicos, colocando a vida do paciente em risco. É possível atrasar, alongar, encurtar e anular instruções passadas pelo cirurgião à máquina. Em um dos testes, os pesquisadores obtiveram o controle total do equipamento.
Os especialistas analisaram a segurança do robô Raven II, mas destacaram que os ataques demonstrados são uma preocupação para qualquer outro equipamento de telemedicina, especialmente quando este for utilizado em conjunto com uma rede pública como a internet e recomendaram que novos robôs adotem comunicação criptografada e recursos para verificar a integridade dos comandos recebidos. Com isso, o robô pode ser capaz de reconhecer qualquer interferência.
A primeira cirurgia feita remotamente com o auxílio de um robô ocorreu em 2001. O cirurgião Jacques Marescaux operou, a partir de Nova York, um paciente de 68 anos que estava na França. O procedimento fez uso de uma rede de fibra ótica de alta confiabilidade. Essas operações ainda são consideradas experimentais. A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (Darpa) está investindo na tecnologia e pretende adotar equipamentos chamados de “Trauma Pods” para tratar soldados feridos em combate sem colocar a vida dos médicos em risco.
Fonte: AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Exercícios eleva expectativa de vida de idosos

Pesquisadores da Universidade de Oslo concluíram que se exercitar pode aumentar em até cinco anos a expectativa de vida de um idoso após pesquisadores acompanharam 5.700 noruegueses, com idades entre 68 e 77 anos, durante 12 anos. E uma das conclusões do estudo foi a de que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que os sedentários. Assim, a prática de meia hora de exercícios seis dias por semana está ligada a uma redução de 40% no risco de morte em idosos. O estudo mostrou que qualquer tipo de exercício – seja leve ou intenso – tem impacto na expectativa de vida.
O estudo TAMBÉM MOSTROU QUE FAZER MENOS DE UMA HORA DE EXERCÍCIO LEVE POR SEMANA NÃO TEM NENHUM IMPACTO. A recomendação do governo britânico é a de que pessoas com mais de 65 anos façam pelo menos 140 minutos de exercícios moderados por semana.
A ONG britânica British Heart Foundation está fazendo um alerta a respeito de como o número de pessoas ativas está muito aquém do esperado. Quase metade das pessoas no Reino Unidos não fazem nenhum tipo de exercício – um cenário muito pior que muitos outros países europeus. Ainda segundo o levantamento da BHF, 69% dos adultos não fazem exercícios em Portugal, 55% na Polônia, 46% na França, 44% no Reino Unido, 34% na Croácia, 26% na Alemanha, e 14% na Holanda.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, 48,7% das pessoas com mais de 18 anos não são suficientemente ativos. A meta do ministério é reduzir esse percentual para 10% até 2025. Segundo a OMS, 3,2 milhões de mortes são atribuídas todos os anos à atividade física insuficiente. O sedentarismo é o quarto maior fator de risco de mortalidade global e está ligado a doenças crônicas como câncer, hipertensão, diabetes e obesidade. Mais especificamente, o sedentarismo é responsável por pelo menos 21% dos casos de tumores malignos na mama e no cólon, assim como 27% dos registros de diabetes e 30% das doenças cardíacas.
    A mensagem é: qualquer 10 minutos de exercício conta. Então, simplifique e mude sua rotina para ter uma vida mais ativa.”
Fonte: AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

sábado, 23 de maio de 2015

Momento lírico 366

Momentos...




Mapeamento do plâncton

Cientistas descobriram um mundo de biodiversidade no plâncton, o conjunto de diminutas plantas, algas, vírus, bactérias e peixes embrionários, que são o alimento favorito das baleias e também um dos maiores provedores de oxigênio do planeta.
Sabia-se que o plâncton era fundamental para o meio ambiente porque serve como base da cadeia alimentar marinha e fornece metade do oxigênio gerado na Terra graças à fotossíntese. Agora, os cientistas descobriram que o plâncton é muito mais complexo do que tinham imaginado, segundo cinco estudos divulgados na revista Science. Os estudos foram feitos durante uma expedição de vários anos conhecida como o projeto Tara Oceans.
Entre 2009 e 2013, pesquisadores internacionais viajaram a bordo da escuna francesa “Tara” e coletaram 35.000 amostras de plâncton de todas as grandes regiões oceânicas. As análises revelaram cerca de 40 milhões de genes, a maioria dos quais é nova para a ciência, o que indica uma biodiversidade muito maior no plâncton do que supúnhamos antes.
A embarcação também coletou informação sobre a profundidade, a temperatura e a salinidade dos oceanos, assim como as interações entre as minúsculas formas de vida existentes na água. A equipe identificou, ainda, 5.000 populações de vírus nas cepas superiores dos oceanos do mundo.
Este mapeamento constitui um primeiro passo rumo a uma compreensão maior da dinâmica e da estrutura do ecossistema marinho em sua globalidade, comentaram os pesquisadores. Além disso, compreender a distribuição destes organismos e suas interações é útil para estudar as mudanças em escala global, sobretudo as vinculadas ao aquecimento global e seu impacto nos sistemas oceânicos.
Fonte: Terra

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Momento lírico 365

O BEM-TE-VI
(Karl Fern)

Ouço que da esquina da rua
Augurando pelo ocaso da lua
No clarear degradê do arrebol
Bravo bem-te-vi faz gracejos
Espalha gorjeados e solfejos
Expectando o nascer do sol.

Lembro a canção do rouxinol
De galos-de-campina no paiol
Concrizes com ricos coloridos
Canários cróceos em terreiros
Pássaros voejantes alpisteiros
Todavia extintos ou sumidos.

Veem-se telhados encardidos
Uns poucos verdes escondidos
Pingos duma paisagem carpida
Conquanto tal símbolo triste
Este rude cantar ainda resiste
Nesta rota liberdade tolhida.

Onde antes existia tanta vida
E todos gozavam sua guarida
Sumiram asa branca e o juriti
E nesta atormentada natureza
Restou pra minimizar a tristeza
O lamento do nobre bem-te-vi!


Eletricidade limpa produzida nos desertos

A necessidade de aumentar o uso de energias renováveis e opções como o vento e o efeito fotovoltaico são muito instáveis e, além disso, requerem grandes extensões de terreno, uma equipe de cientistas propõe o aproveitamento dos desertos para gerar eletricidade por meio do sol. A ideia, apresentada em Viena durante a reunião da União Europeia de Geociências, parte do fato que as zonas áridas são as que mais radiação solar recebem e, ao mesmo tempo, não competem pelo espaço com a agricultura ou outras atividades humanas. Seriam as chamadas plantas de Energia Solar de Concentração (CSP, na sigla em inglês), uma forma de aproveitar o poder do sol que, ao contrário das centrais fotovoltaicas com painéis solares, permite armazenar a energia e geram eletricidade até de noite.
Nas plantas de CSP, os raios do sol se concentram mediante espelhos em um receptor central que atinge enormes temperaturas, um calor que se utiliza para gerar vapor, que movimenta uma turbina e produz a eletricidade. As zonas desérticas são os lugares com maior irradiação solar. Quanta mais irradiação, o custo de gerar a atividade decresce drasticamente e ressalta-se, ainda, que uma grande parte da população mundial vive em um raio de 3.000 quilômetros de distância de zonas desérticas. O custo de gerar a eletricidade e transmiti-la até os grandes centros de demanda é de cerca de US$ 0,20 por quilowatt/hora. Uma quantidade que representa menos que o dobro do preço da energia produzida por uma fábrica de carvão que libera dióxido de carbono na atmosfera. Além disso, enquanto os preços da geração de energia mediante a queima de carvão ou em usinas nucleares estão subindo, o custo da CSP está diminuindo. Estados Unidos e China, os dois países juntos geram 40% de todas as emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pela mudança climática.
Os pesquisadores garantem que o único impedimento seria a falta de vontade política para apostar neste tipo de infraestrutura.  Nos EUA, devido a questões de clima, os custos poderiam aumentar até US$ 0,44 por quilowatt/hora. Mas esse preço poderia reduzir-se à metade se as centrais CSP não tiverem que garantir permanentemente o total da provisão, mas contarem com o respaldo de outras fontes, como usinas de gás, usadas habitualmente para satisfazer a demanda quando há picos de consumo.
Em relação à manutenção, o acúmulo de pó nos espelhos, especialmente se a localização for um deserto de areia, seria o principal problema a solucionar, já que a eficiência do sistema diminui com a sujeira. A este respeito, a escassez de água para limpar os espelhos nos desertos seria a principal dificuldade a ser enfrentada.
Fonte: UOL

segunda-feira, 18 de maio de 2015

domingo, 17 de maio de 2015

Verdades sobre o leite de caixinha

 
Sobre notícias de que no leite de caixinha ou leite longa vida ter sido encontrada água oxigenada e soda cáustica saibam os consumidores que não existe leite longa vida sem um componente altamente esterilizante dissolvido no leite pelo fato de que o leite é um dos meios de cultura mais potentes, ricos e eficientes que existe.
Logo que é produzido, ainda na fazenda, o leite seja resfriado para prevenir, evitar, o desenvolvimento dos microorganismos presentes no próprio leite, porque ele já sai do ubre da vaca contendo esses microorganismos que precisam ser imediatamente inibidos em seu desenvolvimento, utilizando-se para isso o resfriamento, se possível em torno de quatro graus Celsius.
Ao chegar à cooperativa, o leite, após os testes de qualidade e separação de algumas matérias primas, passa pelo processo de pasteurização que consiste na elevação de sua temperatura a quase fervura, em torno de oitenta graus Celsius e a seguir é resfriado bruscamente sofrendo assim choque térmico, eliminando a possível patogenia do leite.
Após essa operação, num ambiente totalmente estéril o leite é embalado na caixinha, constituída por camadas superpostas, tendo dentre elas uma lamina de alumínio cuja função é inibir a passagem da luz, uma camada de plástico para evitar o contato do leite com o alumínio e camadas de papel e papelão.
Mas, apesar de todos esses cuidados, alguns microorganismos resistem ao processo e irão se multiplicar, provocando a decomposição do leite em tempo bem inferior ao que preconiza a embalagem se não receber aditivos esterilizantes. Esse fenômeno só irá ser evitado com a adição de água oxigenada e soda cáustica. Assim, não existe leite de caixinha ou longa vida sem a adição destas drogas em maior ou menor quantidade, dependendo da “segurança” da tecnologia de tratamento durante o beneficiamento do leite.
A água oxigenada, também conhecida como peróxido de hidrogênio é a mais inofensiva porque logo se decompõe em água e oxigênio. A soda cáustica poderá provocar problemas mais sérios ao organismo, principalmente entre crianças e idosos, caso não seja utilizada dentro das mais rigorosas técnicas de segurança na dosagem da mesma quando de sua adição ao leite. Mas se adicionada com parcimônia, obedecendo a cálculos estequiométricos rigorosos, será logo neutralizada tão logo chegue ao estômago, transformando-se em sal e água. A própria acidez natural do leite age como antídoto neutralizando a soda cáustica se não adicionada em excesso.
Portanto, não haveria motivo para estardalhaço se a fiscalização fosse uma rotina, uma atividade normal e frequente de nossas autoridades e não uma exceção, uma “novidade” e se fosse dado menos espaço na imprensa para sensacionalismos deste tipo.
A divulgação da existência de soda caustica no leite longa vida divulgada pela imprensa foi um desserviço, um alarme falso que acarretou grandes prejuízos econômicos e sociais, além de trazer preocupação desnecessária a uma população já tão sofrida com todo o tipo de violência. Um falso alarme como o que aconteceu com o leite longa vida deveria ser tratado como ato de terrorismo.
Rigorosa e imparcial fiscalização, sim. Falsos alarmes, não!.
Fonte: AMBIENTE BRASIL (via newslwtter) 

Sobre ácaro que extermina abelhas

Um professor de apicultura tcheco descobriu uma maneira simples de combater com altas temperaturas o ácaro Varroa, que infesta e mata larvas e abelhas adultas. Na República Tcheca, o Verroa já aniquilou 35% das abelhas e há três décadas é o principal inimigo dos apicultores. O parasita vive tanto na larva como na abelha adulta e absorve a hemolinfa do inseto, o fluido circulatório dos artrópodes, e assim diminui sua massa corporal.
O descobridor desse sistema, Roman Linhart, percebeu que uma colmeia embaixo de um telhado em sua cidade ficou quase 20 anos sem sofrer ataques do ácaro. Com isso, calculou que o motivo poderia ser a alta temperatura do telhado e, depois, comprovou que o ácaro não suportava esse nível de calor.
Linhart inventou e patenteou uma colmeia termosolar que aquece com o efeito do sol a uma temperatura máxima de 47 graus e extermina os parasitas. O ácaro não aguenta uma temperatura superior a 40 graus por mais de duas horas, enquanto as abelhas sobrevivem e o plástico termosolar também resiste.
Esse tipo de colmeia artificial foi examinado na Universidade de Olomouc e considerado o único produto do tipo no mundo. Isso pode significar uma solução global para o problema que afeta os apicultores, pois os que já a utilizaram garantiram 100% de eficácia na solução do problema.
(Fonte: Terra)


quinta-feira, 14 de maio de 2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Momento lírico 361



Prevenção de câncer de mama

Um novo exame de sangue – melhor do que a mamografia para a detecção de risco e possível prevenção do câncer de mama – anima os cientistas. O exame foi testado e validado através do monitoramento e estudo na Universidade de Copenhagen durante anos e agora foi publicado na revista Metabolomics. As informações são do IFL Science.
Assim, a equipe criou o chamado “biocontour” – um modelo complexo de informações biológicas e fenótipos (o que é observável, ao contrário das características chamadas de genótipos) das amostras. O biocontour pode prever se há um risco de câncer de mama a se desenvolver na paciente de 2 a 5 anos após a amostra colhida, com uma sensibilidade de 80 por cento.
O método é melhor que a mamografia, que pode ser somente usada nas mulheres quando a doença ocorreu. A publicação, no entanto, não revela se o exame começará a ser usado comercialmente em breve.
(Fonte: Terra)

domingo, 10 de maio de 2015

Artigo: Teia de renda

Por Benedito Antônio Luciano
Cada um de nós é depositário de sua própria história e cada um de nós escreve a sua própria história. História e memória que começam no âmbito familiar e se propagam na medida em que, entre elos e anelos, o fio da vida é cruzado com outros fios, formando a teia de renda que é a nossa vida: esse conjunto de fios que se entrecruzam para transformar o eu em nós. 
Essas reflexões surgiram na minha mente quando me lembrei de uma cena familiar remota: a minha avó fazendo rendas, sentada diante de uma almofada, com as pernas cruzadas e lidando com extrema habilidade com os bilros.
A almofada, de formato cilíndrico, era feita de pano, sendo preenchida com raspas de madeira. Sobre a almofada era posto um papelão sobre o qual o desenho da renda era feito com pequenos furos.
Os bilros, ou birros, como ela pronunciava, eram feitos de pequenas hastes de madeira introduzidas no orifício de caroços de macaíba ou no orifício de pequenas peças de madeira torneadas.
A renda era feita a partir de novelos de linha. A linha era enrolada em torno das extremidades dos bilros e, orientando-se pelos alfinetes dispostos nos furos de papelão, a trama da renda ia tomando forma nas mãos da minha avó.
 Curiosamente, quando faltava alfinete, ela os substituía por espinhos de mandacaru (cardeiro) ou xique-xique, obtendo o mesmo resultado.
Quanta ciência tinha a minha avó! Além de saber fazer renda, ela conhecia rezas para curar certas doenças e, junto com as rezas, os segredos de ervas medicinais transmitidos pela ancestralidade afro-brasileira.
Pena não ter convivido muito tempo com a minha avó, pois ela morreu muito jovem, quando eu era adolescente. Mas, quando menino, gostava de acariciar a carapinha dela e de ouvir as histórias que ela me contava, enquanto pitava um cachimbo preto, do formato daquele de Sherlock Holmes.
Hoje, adulto, ao lembrar-me de minha avó fazendo renda, comecei a imaginar a vida como esse tecido raro, urdido pela mão invisível do destino. A vida como a trama de uma renda que pode ser interrompida a qualquer momento por falta de linha no novelo.

O autor é professor Doutor do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG e meu grande amigo!

Crime contra a humanidade

Fazendas pecuárias cruéis estão entupindo animais saudáveis de antibióticos para produzir mais carne de forma mais rápida e barata. Esta crueldade insana também está gerando superbactérias resistentes a remédios e que podem nos matar! 
Vários países europeus já reduziram drasticamente o uso de antibióticos. Agora os ministros da União Europeia estão negociando leis para fazer o mesmo em todo o continente.
A importância de reduzir a crueldade contra os animais ao mesmo tempo em que se poupa vidas humanas é algo tão óbvio que até mesmo o McDonalds prometeu que pararia de vender frangos que fossem criados com alguns dos antibióticos nos Estados Unidos. Entretanto, o lobby das indústrias farmacêutica e agropecuária trabalha a todo vapor para deter as novas leis europeias.
Dentre os ministros da União Europeia que se reunirão amanhã, muitos ainda não decidiram que posição tomar. Vamos fazer uma campanha com milhões de assinaturas pedindo a proibição do uso cruel, letal e abusivo de antibióticos na pecuária industrial e entregar a petição para cada um deles. Assim que vencermos na Europa, vamos levar a causa ao redor do mundo. Assine agora e compartilhe com todo mundo:
From Alex Wilks - Avaaz

Por exemplo, em 2007, nos EUA, 57,5% dos animais jovens receberam sucedâneo com inclusão de antibióticos como clortetraciclina ou oxitetraciclina/neomicina (ver figura), e tratamentos rigorosos contra doenças respiratórias e diarréias com um ou mais preparados com antibióticos (USDA, 2008).

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Vacinação contra a gripe

Foi iniciada em 04/05/2015 a campanha nacional de vacinação contra a gripe, com a distribuição de 54 milhões de doses para os chamados “grupos prioritários”. Segundo o Ministério da Saúde, foram investidos R$ 487 milhões na ação, que segue até 22 de maio.
Fazem parte do grupo vulnerável as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, doentes crônicos, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional, além da população indígena. A meta deste ano é imunizar 49 milhões de pessoas. Em 2014, 44,3 milhões receberam a vacina, o equivalente a 86,7% do total previsto pelo ministério.
A dose, via injeção, protege contra os subtipos do vírus influenza: H1N1, H3N2 e B. O dia “D” da campanha, dia nacional de mobilização, será em 9 de maio. De acordo com o governo, 1.794 pessoas foram internadas no ano passado em decorrência de complicações da gripe e 326 morreram. A cepa H1N1 foi a que provocou o maior número de óbitos (163), seguido do H3N2 (105).
A vacinação é extremamente segura. A enfermidade mais comum entre nós é o resfriado, produzido por outros vírus que não causam a gripe. É possível que você fique resfriado, mas a proteção contra as três cepas do vírus será garantida efetivamente com a vacina. A proteção é coletiva, porque a circulação dos vírus fica atenuada.
É preciso fortalecer a participação das gestantes, que têm maior risco de complicação caso contraiam a gripe. Ao vacinar [uma grávida], ocorre a imunização passiva do bebê, que passa a ser protegido até os seis meses de idade, período quando a criança receberá a dose.
De acordo com o ministério, o medicamento é contraindicado a pessoas com histórico de reação anafilática em doses anteriores e a quem tem algum tipo de alergia grave à proteína do ovo, uma vez que a dose é produzida em embriões de galinha.  
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Momento lírico 360

Momentos...




Extrativismo na Reserva Chico Mendes

Há 27 anos, o líder seringueiro Chico Mendes morreu em defesa do ideal de preservação da floresta Amazônica. Hoje, além de toda a lembrança dessa luta, existe também uma reserva que leva o seu nome. É a maior reserva extrativista do país – quase um milhão de hectares – e abriga cerca de duas mil famílias. Criada em 1990, grande parte da área fica entre os municípios de Xapuri e Brasileia, no estado do Acre e é a maior reserva extrativista do país. Em boa parte da reserva, o extrativismo ainda é a principal fonte de renda das famílias.
O leite da borracha é matéria-prima das mais importantes da região e grande parte vem da Reserva extrativista. O preço do látex nunca esteve tão bom. Os seringueiros recebem R$ 8 por quilo de látex, 300% acima do preço praticado na produção dos seringais plantados em outras regiões do país. Há duas explicações para isso: valorizar o trabalho de quem extrai das árvores nativas na Amazônia e preservar a floresta.
Um grupo de 300 seringueiros da reserva já tem comprador certo e com a vantagem de nem precisar sair de casa para entregar o produto. A coleta dos seringais é levada para uma fábrica de preservativos em Xapuri. Ela processa 250 toneladas de látex por mês e 70% vêm da reserva extrativista.
Uma usina beneficiamento de castanha do Pará, ou castanha do Brasil, mais um produto extraído na região, também fica em Xapuri, perto da reserva, e pertence a uma cooperativa com dois mil produtores. Todo ano, na época da colheita, que vai de janeiro a abril, mais de sete mil toneladas chegam de vários pontos da floresta. A produção brasileira passa de 38 mil toneladas por ano. Só o estado do Acre responde por 35% e a colheita é feita na base do facão. Também se pruduz banana, abacaxi, ovos, galinha, etc e se consegue juntar renda pra sobreviver com a família”.
Mas outra atividade provoca muita polêmica: a extração de madeira. Há uma serraria que funciona legalmente dentro da unidade de conservação. O lugar tem um plano de manejo florestal aprovado pelos órgãos ambientais. No plano, algumas árvores são selecionadas para o corte, mas sempre deixando a maioria dos exemplares da mesma espécie em pé, que irão garantir a regeneração daquela área desmatada da floresta.
Os produtores criaram uma cooperativa que se encarrega da extração e comercialização para explorar o manejo, mas quem ganha mais dinheiro nessa história vive fora da reserva. O assentado recebe R$ 60 por metro cúbico de madeira e elas chegam ao mercado por R$ 1,2 mil a 1,3 mil.
O pior é que há invasores retirando madeira e também moradores de forma clandestina e não regulamentada. De acordo com dados do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, do início da sua criação até o fim de 2013, a Reserva Extrativista Chico Mendes perdeu 5% de sua cobertura vegetal, mais de 46 mil hectares.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

OBS: Em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes foi assassinado quando saía na porta do quintal de sua casa. Os assassinos, um fazendeiro e o filho, foram condenados a 19 anos de prisão. Cumpriram a pena e hoje já estão em liberdade.

Brasil: campeão mundial de ambientalistas assassinados

Um relatório da britânica Global Witness afirma que o Brasil foi o país com o maior número de ambientalistas assassinados em 2014. Foram registradas 29 mortes no país.
Ao todo, foram documentadas 116 mortes de ambientalistas em 17 países. No ranking de violência contra os ativistas, o Brasil é seguido por Colômbia, com 25 mortes, Filipinas, com 15 mortes e Honduras, com 12 mortes. Para uma média global de mais de duas mortes de ativistas ambientais por semana, em 2014, o crescimento foi de 20% frente ao ano de 2013.
Honduras foi considerado o país mais perigoso para ativistas ambientais nos últimos cinco anos, com o maior número de mortes per capita. Foram 101 assassinatos entre 2010 e 2014. A maioria das mortes, segundo a organização, está relacionada a conflitos na agricultura, na mineração e no estabelecimento de usinas hidrelétricas. Cerca de 40% das vítimas eram indígenas.
Historicamente, tem havido uma distribuição de terra desigual na América Latina, o que tem causado conflitos entre companhias locais e estrangeiras e comunidades e os Governos na América Latina não estão tratando esse problema com seriedade. Os níveis de impunidade são muito altos e os perpetradores ficam livres.
(Fonte: G1)