quinta-feira, 30 de abril de 2015

Momento lírico 359

Momentos...




Momento lírico 358

BRADO PROFUNDO
(Karl Fern)

Nos limiares da linha do horizonte
Onde o céu se desnuda mais bonito
Eclodem lumens aquém do infinito
Atrás da cor cinza do imóvel monte
Ausculto, fruto de enamorada fonte
Lírico ecoar de um vigoroso grito!

Consonante som fruitivo e bendito
Que faculta a alma risonha a trovar
Induz minha ansiedade se acalmar
Encalça consigo imaculado veredito
Em meu íntimo excito-me e levito
Insólito estrilado que me faz sonhar.

Na harmonia plácida da luz do luar
Ecoa sonante no poema que declamo
Soando augusto enquanto te chamo
Sobrevoando sobre as ondas do mar
Estrelas cintilam majestosas pelo ar
É meu coração gritando “Eu te amo”!


terça-feira, 28 de abril de 2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Brasileira ganha bolsa da Nasa: app p/economizar água!

No Brasil, cerca de 70% da água é utilizada na agricultura, segunda a Agência Nacional de Águas (ANA). Um aplicativo que conecta o agricultor à sua plantação, reduzindo o consumo de água na irrigação, rendeu a uma brasileira de 23 anos uma bolsa para estudar em uma universidade na Califórnia ligada à Nasa (a agência espacial americana).
A administradora Mariana Vasconcelos, que mora em Itajubá (MG), foi selecionada entre mais de 500 pessoas para representar o Brasil como bolsista na Singularity University. A instituição, que funciona em um centro de pesquisa da Nasa no Vale do Silício, na Califórnia, selecionou empreendedores de 19 países para seu programa de imersão “Call to Innovation”.
Criada na fazenda do pai, Mariana desenvolveu em 2014 o Agrosmart, um aplicativo que promete tornar as plantações “mais inteligentes”. A tecnologia utiliza sensores espalhados pelo campo, que avaliam a umidade do solo e a presença de pragas, entre outros parâmetros. Esses dados são interpretados pelo aplicativo, que indica ao agricultor os intervalos de irrigação e outras variáveis em tempo real.
Segundo Mariana, a tecnologia proporciona uma economia de água de até 60%. “A gente entende exatamente a necessidade hídrica da planta e calcula todo dia quanto deve irrigar. Às vezes, por desconhecimento, o agricultor utiliza uma quantidade de água muito acima do necessário”, explica. Ela ainda afirma que, além da economia de água, o app também gera economia de energia elétrica e aumento da produtividade. Diz ainda que seu uso é simples. “Queria algo que falasse a linguagem do agricultor. Tenho contato constante com eles, sei de suas dificuldades diárias.
Por enquanto, o Agrosmart está sendo usado em duas fazendas de Minas Gerais, como teste. Em maio deve começar sua comercialização, afirma Mariana. Sua meta é atingir outras dez fazendas até julho e 35 até o fim do ano.
Mariana vai para os EUA em junho. A bolsa custeia suas despesas com passagem, hospedagem e alimentação. Na volta, ela terá direito a fazer um MBA na faculdade de tecnologia Fiap, que representa o programa da Singularity no Brasil.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

Mosquitos x Odor corporal

Cientistas da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos agruparam 19 gêmeos não-idênticos e 18 gêmeos idênticos para testar a atração a mosquitos. Eles descobriram que gêmeos idênticos atraíam a mesma quantidade de picadas, sugerindo a influência de fatores genéticas nesse processo. Em uma série de testes, cada gêmeo colocou uma mão no final de um túnel de vento em formato de “Y”. Então, bombeou-se ar para dentro do túnel, levando consigo odor. Depois, enxames de mosquitos foram liberados, movendo-se para longe ou perto de cada mão.
No caso dos gêmeos idênticos – que compartilham grande parte do material genético – houve uma distribuição uniforme dos mosquitos. Isso sugere que os insetos não tinham preferência pelo cheiro de uma mão ou outra. Por outro lado, resultados com testes em gêmeos não-idênticos – que dividem menos genes – foram mais variados. Pesquisadores acreditam que a atratividade a mosquitos pode estar relacionada a genes ligados ao odor corporal. O próximo passo é descobrir quais genes específicos estariam envolvidos.
Novas pesquisas já estão sendo realizadas. Ao entender a base genética para a variação entre indivíduos, será possível desenvolver maneiras sob medida para controlar melhor os mosquitos, e desenvolver novas maneiras de repeli-los.Foi a primeira vez que uma base genética foi demonstrada. Mas mosquitos não são atraídos apenas pelo cheiro – fatores como o dióxido de carbono também desempenham um papel. Estudos maiores deverão ajudar a avaliar o grau de relevância destas descobertas fora do laboratório, onde outros fatores podem ser importantes.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Publicidade x obesidade no mundo!



52,5% dos brasileiros com excesso de peso

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde em meados de abril atual, revela que o índice de brasileiros acima do peso segue em crescimento no país e mais da metade de população está nesta categoria (52,5%) e destes, 17,9% são obesos. Os números são da pesquisa Vigitel 2014 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. Foram realizadas 41 mil entrevistas para o levantamento. Os dados são divulgados anualmente pelo ministério desde 2006 e revela um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física.
Os números mostram que o excesso de peso é maior entre os homens – 56,5% contra 49,1% das mulheres. Já a taxa de obesidade não é muito diferente entre os dois gêneros – 17,9% entre o sexo masculino e 18,2% entre o sexo feminino. Os maiores índices de excesso de peso foram encontrados em pessoas com idade entre 45 e 64 anos – 61% estão acima do peso. Os jovens com idade entre 18 a 24 anos registram 38%. A proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, no entanto, é um dado preocupante apontado pela pesquisa – chega a 17,9%, embora tenha se mantido estável nos últimos anos.
São Luís é a capital com menor índice de adultos com excesso de peso (46%) e Manaus, o maior (56%). Já os adultos com menor índice de obesidade estão concentrados em Florianópolis (14%), enquanto Campo Grande lidera, com 22%.
Temos o que comemorar! Dos Brics, o Brasil fica em terceiro lugar no ranking de obesidade – atrás da África do Sul (65,4%) e Rússia (59,8%). China tem um índice de 25% da população acima do peso e a Índia, 11%. Comparado a outros países da América do Sul, a taxa de obesidade no Brasil se mostra a menor: Chile tem índice de 25,1%, Paraguai 22,8%, Argentina 20,5% e Uruguai, 19,9%.
Segundo a pesquisa, nos últimos seis anos houve um aumento de 18% de pessoas que praticam atividades físicas. Na pesquisa mais recente, 35,3% afirmaram dedicar pelo menos 150 minutos por semana a exercícios – em 2009, era 29,9%. O hábito de ver televisão por mais de três horas, em contrapartida, caiu de 31% para 25,4%.
O estudo apontou ainda que pessoas com menor grau de escolaridade, que varia de zero a oito anos de estudo, registraram o maior índice de excesso de peso (58,9%). Daqueles que que estudaram 12 anos ou mais, 45% estão acima do peso. O padrão é o mesmo com o registro de obesos – entre os que estudaram até 8 anos, o índice é de 22,7%. Entre os que estudaram 12 anos ou mais, a taxa é de 12,3%.
O excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas do coração, hipertensão, diabetes, responsáveis por 78% dos óbitos no Brasil. Do total de entrevistados, 20% afirmaram ter diagnóstico médico de colesterol alto – entre as mulheres, o índice é de 22%, contra 17,6% dos homens. A doença se torna mais comum com a idade e entre pessoas de menor escolaridade.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

Fernando Holiday

Momento lírico 356


NATIVOS DA SECA
(Karl Fern)

É angustiante de ver
A seca no meu Seridó
Esse incessante sofrer
É mesmo de fazer dó
Ver a terra ressequida
A passarada sumida
O sol mais forte queimar
O que restou ainda vivo
Sem ter um bom motivo
A não ser para lamentar.

O horizonte é tremido
Não existe nuvem no céu
Só o sertanejo sofrido
Resiste sob seu chapéu
Ainda bate a esperança
Tempos de nova bonança
O Criador vai mandar
Na oração todo dia
Pede com fé e agonia
Pra chuva logo voltar!

É de cortar coração
Ver cada animal padecer
Olhar toda sua criação
De sede e fome morrer
Não tem capim e sem água
O peito cheio de mágoa
Apela pra Frei Damião!
Mas o bom frei já morreu
Sua alma dele esqueceu
Sua prece parece em vão!

O amor a terra é tão grande
Assim ele não desiste
Em sua alma se expande
O destino de viver triste
É sua sina encardida
O direito por esta vida
Canta em poesia e verso
Numa ilusão presumida
Sente a alma protegida
Pelo Senhor do Universo!



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Momento lírico 355


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sexta-feira, 10 de abril de 2015

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Momento lírico 353


CÃO SEM DONO
(Um grito de dor)
(Karl Fern)

Uma cadela abandonada
Farejando pelo meio-fio
Invadida do infalível cio
Atrai toda a cachorrada
Até que foi emprenhada
Por um cachorro vadio!

Retoma a batuta rotineira
Lutando pela vida ingrata
Todo mundo lhe maltrata
Sua barriga cresce ligeira
A fome vem mais arteira
Obrigando ir virando lata.

E assim segue desconfiada
O medo é sua companhia
Procura escapar noite e dia
Indo de calçada em calçada
Quem sabe a nova ninhada
Com sorte teria moradia.

Cadê seu antigo patrão
A casa em que antes vivia
Se soubesse onde era iria
Latir chamando no portão
Ter de novo aquele chão
Era tudo que ela queria.

Mas agora tava perdida
Arriscando ser atropelada
Caminhando desorientada
Ela só queria ser querida
Mas precisando de comida
Não poderia ficar parada.

Avista aquele saco roliço
Os olhos passam a brilhar
Aproxima-se pra procurar
Abrir será rápido serviço 
Talvez tenha osso maciço
Gostoso pra se mastigar.

Tendo seu faro aguçado
Sente que ali tem manjar
Que seu desejo vai saciar
Cada cãozinho embarrigado
Irá nascer bem fortificado
Ungindo gente lhe adotar.

Mas alguém embrutecido
Não entende tanta fome
E com uma ira sem nome
Atinge o corpo desvalido
Um latido de dor é ouvido
E insuportável a consome!

Tudo parece querer sumir
Sente um doído diferente
Nem quando teve doente
Filhotes iniciam um bulir
Mãe natureza tenta reagir
Este langor tão de repente.

Busca um canto de parede
Pra conseguir se segurar
Não consegue se apoiar
Vem uma esquisita sede
E no mosaico como rede
Ela consegue se deitar!

Filhotes chegam a nascer
Um a um ali espalhados
Sete mortos deformados
Ela procura os poder ver
Não consegue se mexer
Dói por todos seus lados.

O ganidos vão sumindo
O ar começa lhe faltando
O faro parece acabando
Tudo segue se esvaindo
Pouco a pouco sumindo
Seu tempo tá acabando!

Sua cabeça deita de lado
No corpo o leve tremido
Na boca o último gemido
O sangue tinto encarnado
Pinta num filete escoado
Anunciando ela ter partido.

Morreu sem ver o pecado
A razão de tanto padecer
Pois só queria um comer
Qual parecia abandonado
Por que tanto machucado?
Partiu sem nada entender!

Quem deveria lhe ajudar
Com um pouco de comida
Com sua raiva desmedida
Só pensou em machucar
E quem ela poderia amar
Acabou lhe tirando a vida.