quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Momento lírico 405

MARIANA - Ode fúnebre ao Rio Doce
(Karl Fern)

A morte tem cor vermelha
O tétrico colorido da lama
Cor que trouxe triste fama
A superfície d’água espelha
Que não deixou a centelha
Pra o rio que tanto se ama.

Agora a população reclama
Contra o terrível atentado
Ninguém pode ficar calado
Nem se acomodar na cama
Enquanto o Rio Doce clama
Socorro depois de violado.

Doído e pelo barro tomado
Onde antes era tudo fartura
Não há vivente ou criatura
Que não fique emocionado
Qual não se sinta magoado
Caia invadido de amargura.

Conhecer na imensa feiura
Revolta impotente cidadão
Dilacera qualquer coração
Faz perder sua compostura
Pulsa em dolente clausura
Avistar tamanha destruição.

Testemunhar casas no chão
Num rastro de calamidade
Imaginar vasta infelicidade
Definhando maviosa região
Soterrada em feia poluição
Sem pena e nem piedade.

Como Rio Doce a verdade
Perdeu a vida que possuía
Puído em profunda agonia
Estrangulou sua dignidade
Abatido de fatal crueldade
Dos que diziam o protegia.

Onde existiu tanta alegria
Hoje não existe nada mais
Sumiram peixes e animais
Vítimas do erro e covardia
Restou lembrança sombria
Que não se acabará jamais.

Ainda se ouvirão tontos ais
Clamor de duras injustiças
Da Samarco e as mundiças
Seus lucros monumentais
Tantos descuidos infernais
Fiando lamaçais e carniças!


domingo, 29 de novembro de 2015

Inverno em 2016


O meteorologista Gilmar Bristot confirmou ontem durante a
solenidade de inauguração da Unidade de
Desenvolvimento Tecnológico da EMPARN, em Parnamirim,
que a quadra chuvosa que normalmente é iniciada em
fevereiro e março no Rio Grande do Norte será antecipada
para a primeira quinzena de dezembro.
Lá entre os dais 10 a 12 do mês vindouro. E de quebra ainda
adiantou que será “o melhor período invernoso dos últimos
quatro anos”.
Tudo por causa da ausência do El Niño que não é mais
fenômeno coisa nenhuma.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A ONU e Mariana

MARIANA TENEBROSA! NÃO PODEMOS ESQUECÊ-LA JAMAIS!
A Organização das Nações Unidas criticou duramente o governo brasileiro, a Vale e a mineradora anglo-australiana BHP pelo que considerou uma resposta “inaceitável” à tragédia de Mariana.
E em comunicado divulgado nesta quarta-feira, e que traz falas do relator especial para assuntos de Direitos Humanos e Meio Ambiente, John Knox, e do relator para Direitos Humanos e Substâncias Tóxicas, Baskut Tuncak, a ONU criticou a demora de três semanas para a divulgação de informações sobre os riscos gerados pelos bilhões de litros de lama vazados no Rio Doce pelo rompimento da barragem, no último dia 5.
“As providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir danos foram claramente insuficientes. As empresas e o governo deveriam estar fazendo tudo que podem para prevenir mais problemas, o que inclui a exposição a metais pesados e substâncias tóxicas. Este não é o momento para posturas defensivas”, disseram os especialistas no comunicado.
Em entrevistas, a presidente Dilma Rousseff tem negado negligência no caso. A Samarco, por sua vez, tem afirmado que suas operações eram regulares, licenciadas e monitoradas dentro dos melhores padrões de monitoramento de barragens.
A ONU menciona a contradição nas informações divulgadas sobre o desastre, em especial a insistência da Samarco, joint venture formada por Vale e BHP para explorar minérios na região, de que a lama não continha substâncias tóxicas. E descreve com detalhes o desastre ecológico provocado pelo vazamento, incluindo a chegada da lama ao mar.
Fonte: CAMARADECULTURA 

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sobre esperma

O esperma dos ratos é maior do que o dos elefantes! O tamanho do esperma é inversamente proporcional ao dos órgãos reprodutivos. Contrariando à lógica, animais maiores têm espermatozoides menores e de qualidade inferior, embora mais abundantes.
A seleção sexual e a luta pela reprodução, um dos mecanismos da seleção natural, gerou uma extraordinária diversidade de esperma. Alguns são pequenos, grandes, longos, curtos, densos e muitos mais, diz o estudo.
O tamanho de um animal é o fator determinante na evolução do esperma. Os pequenos mamíferos ficam para trás em quantidade, mas produzem esperma de alta qualidade, com uma alta taxa de sucesso. Mamíferos maiores desenvolvem em contrapartida uma “estratégia de resíduos”, produzindo uma grande quantidade e usando sem restrição.
Como nos maiores mamíferos o sistema reprodutivo feminino é mais amplo, o risco de perder o esperma é maior: por isso, é mais importante a quantidade do que qualidade. O aumento da quantidade de esperma é a melhor estratégia. Com mais esperma na corrida, o macho otimiza o resultado da corrida pela fecundação.
Apenas animais grandes podem produzir uma grande quantidade de sêmen, dado que a produção depende do tamanho dos testículos. Entre os animais de pequeno porte, o risco de perda ou diluição é muito menor”, portanto, produzem esperma de melhor qualidade.

(Fonte: G1)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A transformação alcoólica


Hidratação é fundamental para a saúde

Não adianta ter uma boa alimentação sem se hidratar corretamente, nada funciona direito. Tome cerca de 2 litros de água por dia 
(35 ml para cada quilo de peso).
Chás e água de coco natural também podem entrar na conta.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Descoberta mutação que fortalece bactérias

A Organização Mundial da Saúde diz que duas em cada três pessoas ainda acham que para curar uma gripe é preciso antibiótico. E, pior, uma em cada três acha que pode parar de tomar o antibiótico quando já está se sentindo bem. E o uso equivocado desses remédios em pessoas e a utilização indiscriminada na criação de animais para consumo humano vêm aumentando a resistência dos micróbios.
Tudo errado. Erros assim contribuem para o alerta da pesquisa chinesa: depois de um século salvando milhões de vida, a era próspera dos antibióticos está ameaçada. Centenas de milhares de pessoas em todo o mundo morrem anualmente infectadas pelas chamadas superbactérias. A última linha de proteção hoje em dia é um antibiótico com princípio ativo chamado colistina.
Agora surgiu a ameaça para que ela se torne ineficaz. Os cientistas detectaram uma mutação genética que causa resistência à colistina e que é facilmente transmitida entre bactérias comuns. As bactérias resistentes foram encontradas em porcos tratados com o antibiótico na China, em amostras de carne de porco crua e também em 16 pacientes que estavam em tratamento por infecção. A descoberta dessa mutação gera uma grande preocupação para o mundo.
(Fonte: G1)


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

El Niño atual: o terceiro pior da história

O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgou na terça-feira (17) pesquisa que mostra o impacto do El Niño sobre a ocorrência de tempestades no Sudeste durante o verão 2015/2016.
Segundo os resultados da nova pesquisa, para o verão o El Niño será muito forte – deve ser o terceiro mais forte desde 1950, depois de 1983 e 1998. A previsão é de um aumento na ocorrência de tempestades, em relação ao último verão, de 20% na Região Sul, 20% no Sudeste e 10% no Centro-Oeste. Nas regiões Norte e Nordeste é prevista uma diminuição das tempestades de 10% e 15%, respectivamente, em relação ao último verão. A pesquisa foi baseada em dados de tempestades no verão dessas regiões desde 1950.
Os dados da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDAT) do último trimestre (agosto, setembro e outubro), já sob o efeito do El Niño, confirmam essas tendências. De acordo com o coordenador do Elat, o aumento preocupa e parece indicar que não só a ocorrência de tempestades, como a intensidade delas, aumenta em decorrência do fenômeno climático.
Os efeitos do fenômeno El Niño também são bastante conhecidos e temidos nas regiões Norte e Nordeste do país, pois normalmente provoca mais estiagens prolongadas e desastrosas. Uma péssima notícia para o nosso sofrido Nordeste do Brasil, que já vem sendo castigado por uma das maiores secas da história, implacável desde 2012! 
Fonte: Agência Brasil

Remédio que trata alcoolismo contra HIV

Um medicamento usado para tratar o alcoolismo em combinação com outras substâncias poderão contribuir para a erradicação do vírus da aids nas pessoas soropositivas em tratamento, aponta um estudo divulgado nesta terça-feira (17/11/2015) pelo Instituto Doherty, de Melbourne, Austrália.
O medicamento, chamado disulfiram, acorda o vírus adormecido no organismo infectado, permitindo assim destruir tanto o vírus quanto as células que o abrigam, e isso sem efeitos colaterais, notam os autores da pesquisa, publicada na revista especializada “The Lancet HIV”.
Atualmente um tratamento antirretroviral (ART), um coquetel de medicamentos padrão chamado terapia tripla, permite manter o vírus em controle nos pacientes soropositivos, mas sem deixá-los completamente livres.
O vírus permanece à espreita no organismo das pessoas tratadas, de forma latente (inativo). Este reservatório, difícil de alcançar, é um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento de um tratamento para proporcionar alguma cura.
 “Acordar” o vírus latente é uma estratégia promissora para livrar o paciente do HIV, mas isto seria apenas o primeiro passo para eliminá-lo. Falta trabalhar a maneira como se livrar das células infectadas e, assim, conseguir a verdadeira cura dos pacientes soropositivos e até mesmo uma remissão que permita suspender o tratamento.
Com mais de 34 milhões de mortes até hoje, o HIV continua sendo um grande problema de saúde pública, segundo a OMS. No final de 2014, registrava-se cerca de 36,9 milhões de pessoas vivendo com o HIV.
(Fonte: G1)


domingo, 15 de novembro de 2015

Tragédia de Mariana/MG

A sensação de impunidade é o que mais indigna!
Não deixa que isso caia no esquecimento! 
Indigne-se também!
(Clique na figura para ver o vídeo)

sábado, 14 de novembro de 2015

Momento lírico 404


Clique na figura para ampliar!


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Momento lírico 403

(Clique na figura para ampliar!)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Momento lírico 402

ATLÂNTIDA, A CIVILIZAÇÃO SUBMERSA
(Karl Fern)

No início das eras existia
Vasto lendário continente
Terra em que toda gente
Gozava constante alegria
Vivia com paz e harmonia
Em felicidade permanente.

Contam ficava em frente
Ao Portal do grande mito
Hércules, o forte bendito
No Sol Atlântico nascente
Bem longe do continente
Dentro do oceano infinito.

Mitológico paraíso bonito
Paisagens lindas e divinais
Exóticos e dóceis animais
Não existia algum conflito
Fraternidade um veredito
Entre todos seus mortais.

Templos e palácios reais
Ficavam de portas abertas
Tinham paredes cobertas
Ouros e preciosos metais
Amados de deuses abissais
A quem rendiam ofertas.

Lá pessoas viviam libertas
De invejas e preconceitos
Nunca perdiam respeitos
Nada de atitudes secretas
Artes e ciências concretas
Progrediam sem defeitos.

Palco de gratos conceitos
Originado do amor bonito
Do deus abissal por Clito
Virgem de dotes perfeitos
Com os mimosos trejeitos
Dominou coração do mito.

Com seu amor circunscrito
Vários gêmeos nasceram
Como divinos cresceram
Poder de deuses irrestrito
Na parte central o distrito
Sempre o pai obedeceram.

Posêidon e clã protegeram
Aquele lugar maravilhoso
Deram um metal luminoso
O tal oricalco conheceram
Belos esculturas teceram
Findo tudo mais formoso.

Mas este mundo fabuloso
Foi então vilmente tocado
Seu povo ficou dominado
Por um caráter ganancioso
Sonhando mais poderoso
Com além-mar subjugado.

Criaram exército armado
Para somarem conquistas
Por terras ainda não vistas
Pra seu território anexado
Ganância deitou seu brado
Chocando deuses maristas.

Envaideceram-se artistas
Sábios perverteram razões
Vieram orgulho e ambições
De paz e harmonia revistas
As inocências situacionistas
Esvaíram-se em corrupções.

Diante de tais revoluções
Poseidon tornou-se irritado
Um corretivo foi acordado
Pelos deuses em reuniões
Entre maremotos e furacões
Todo território foi inundado.

Pra sempre foi afundado
Nas profundeza sumiram
Sereias e nautas surgiram
No reino posidônico criado
E d’um longínquo passado
Muitas lendas construíram!

Obras mitológicos porviram
Crendices e leitura dispersa
Literatura e na arte diversa
Mentes criativas incutiram
Vestígios imaginários fluíram
Atlântida, a lenda submersa!

sábado, 7 de novembro de 2015

Mosquito da dengue mais resistente

Os cientistas do Instituto Butantan descobriram que o Aedes Aegypti evoluiu geneticamente para sobreviver a temperaturas mais baixas. Ele agora se adapta a temperaturas mais amenas, mostrou o SPTV. Eles encontraram mosquitos com tamanho e formato de asas diferentes. São mudanças muito maiores que as esperadas para essa espécie. O estudo começou em 2011 com 150 fêmeas do mosquito e durou mais de um ano. O coordenador da pesquisa, Lincoln Suedesk, disse que essa mudança surpreendeu os pesquisadores. Era presumida que a evolução era rápida, mas não imaginavam que era tão rápida.
O governo de São Paulo e o governo federal querem acelerar os testes da vacina contra a dengue estudada pelo Instituto Butantan em 13 mil pessoas. Ainda estão sendo feito testes, mas a vacina pode sair só em 2018. Ela começou a ser elaborada há dois anos e deu bons resultados em fases anteriores. Os pesquisadores do instituto e da Faculdade de Medicina da USP fizeram a vacina com o vírus da dengue enfraquecido. Ela foi fabricada para combater os quatro tipos de vírus que existem no país em uma única dose.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que até setembro, mais de 600 mil pessoas contraíram a doença no estado. Na capital, 99 mil pessoas pegaram dengue e 22 morreram. Quase metade dos casos foi na Zona Norte.

Fonte: G1

A evolução da mulher nos "reclames"...



Clima: Humanidade na margem de erro do fracasso

A humanidade está oficialmente na margem de erro do fracasso em cumprir a meta de limitar o aquecimento da Terra a menos de 2°C neste século. É o que revela um relatório anual do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgado em 6/11/2015.
Esse estudo, conhecido como Emissions Gap Report, avalia quão perto ou longe as políticas de clima em curso no planeta nos deixam de alcançar o objetivo dos 2°C, acordado na conferência de Copenhague, em 2009.
A edição deste ano mostra que estamos bem longe, mas já estivemos pior: os 119 planos climáticos (INDCs) apresentados por 146 países como contribuição à conferência do clima de Paris são capazes de retirar da atmosfera, em 2030, de 4 bilhões a 6 bilhões de toneladas de gás carbônico, em comparação às políticas atuais (como o Protocolo de Kyoto e a meta brasileira de reduzir o desmatamento até 2020). Isso faria com que as emissões anuais do planeta em 2030 fossem de 54 bilhões de toneladas de CO2 no melhor cenário – um crescimento de apenas 2,4% em relação às 52,7 bilhões de toneladas emitidas em 2014.
Ocorre que, para o mundo entrar numa trajetória de emissões que nos dê pelo menos 66% de chance de evitar que o limite de 2°C seja ultrapassado, seria preciso que as emissões em 2030 fossem de, no máximo, 42 bilhões de toneladas de CO2.
O Gap Report traz um recado que o Brasil faria bem em escutar: as florestas podem se tornar uma tábua de salvação planetária para fechar o hiato de emissões de forma rápida e relativamente barata: O potencial teórico de atividades de mitigação relacionadas a florestas nos países em desenvolvimento é estimado em até de 9 Gt CO2 e [bilhões de toneladas de gás carbônico] em 2030.
Fonte: Observatório do Clima