domingo, 30 de novembro de 2014

Tendência da dengue

No ano passado, o país registrou um número muito alto de casos de dengue: 1.452.489 pessoas foram infectadas. Este ano, até 11 de outubro, foram 547.612 casos, o que representa uma tendência de diminuição de infecções. Medidas locais como o controle dos criadouros de mosquitos e o uso de mosquitos geneticamente modificados para controlar os vetores da doença podem surtir efeito no próximo verão.
Além disso, quando há um número muito grande de infectados em um ano, no ano seguinte, o número de casos tende a ser menor, pois já há mais pessoas imunes aos subtipos de vírus que circularam no período anterior.
Sobre a prevenção, valem as mesmas regras de sempre: ela é feita por meio do controle dos mosquitos que transmitem o vírus. Portanto, evitar água parada, que os insetos usam para se reproduzir, é a principal medida. Em casos específicos de surtos, o uso de inseticidas e telas protetoras nas janelas das casas também pode ser aconselhado.
Fonte: G1

A chikungunya está chegando...

O vírus chikungunya deve se espalhar pelo país seguindo o padrão de disseminação da dengue, segundo infectologistas. No próximo verão, portanto, é provável que diferentes regiões do país tenham surtos simultâneos de dengue e chikungunya. Desde que chegou ao Brasil até o dia 25 de outubro, o chikungunya já infectou 828 pessoas, de acordo com balanço mais recente do Ministério da Saúde.
O primeiro caso de transmissão interna do vírus no país foi registrado em setembro. Os vetores das duas doenças são os mesmos: os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus e o histórico do vírus nos últimos 10 anos permite concluir que ele deve continuar se espalhando.
O vírus começou em 2004, quando estava no interior da África e foi parar no litoral do Quênia. De 2004 para cá, houve uma expansão progressiva pela costa leste da África, pelas ilhas do Oceano Índico e países do sul e sudeste da Ásia. Em dezembro do ano passado, chegou às ilhas Martinica e Guadalupe e acabou se espalhando pelo Caribe.
Em época de férias há uma movimentação maior de pessoas, inclusive para as ilhas do Caribe, onde há grande disseminação do vírus e este fluxo de pessoas vai trazer o vírus. Se houver chuvas, que levam a um maior número de mosquitos, tem uma chance muito grande de o chikungunya eclodir como uma epidemia no próximo verão.
(Fonte: G1)


Glícidos X Gorduras animais

Dobrar e até triplicar o consumo de gorduras animais não aumenta no sangue o percentual de certas gorduras saturadas nocivas para o sistema cardiovascular, afirma uma investigação que aponta os glícidos como os novos vilões. O estudo, publicado na última edição da revista americana “Plos ONE”, analisou 16 participantes submetidos a um regime alimentar de quatro meses e meio e mostrou que os glícidos são mais nocivos ao coração que gorduras animais.
A cada três semanas, os glícidos (pão, massa e etc) foram aumentados progressivamente enquanto se reduzia os alimentos com gorduras animais saturadas (carne, queijo e etc), e o número de calorias e de proteínas se mantinha estável.
Os pesquisadores constataram que a taxa total de gordura saturada que havia no sangue dos participantes não aumentava quando comiam grandes quantidades de carne vermelha e laticínios, e inclusive caía.
Enquanto isto, o percentual no sangue do ácido palmitoleico, um ácido graxo saturado ligado ao metabolismo de glícidos e que parecia contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, aumentava com o crescimento do número de glícidos consumidos.
Um crescimento deste ácido assinala que um aumento da proporção de glícidos se transforma em gordura no lugar de ser queimado pelo organismo, segundo os investigadores. Deste modo, reduzir a proporção de glícidos e aumentar o de gorduras animais em um regime alimentar bem equilibrado permite ao corpo consumir estas gorduras como combustível e evitar seu acúmulo.
Os participantes observaram uma certa melhoria de seu índice sanguíneo de glicose e de sua tensão arterial, e perderam, em média, cerca de dez quilos durante o estudo, destacando que os estudos com a população não revelam qualquer relação entre gorduras saturadas e doenças cardiovasculares.
(Fonte: G1)