quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Momento lírico 318

DELÍRIO COMPULSIVO
(Karl Fern)

Em um delírio sutil enigmático
Órfão na sonolência compulsiva
Por entre uma nuvem emotiva
De um sonho perfeito e enfático
Vi a fênix de corpo performático
Com alma sublime e imperativa.

Iluminada numa estrela intuitiva
Rendida numa brisa perfumada
Tez desconcertante e desnudada
Nas perfeitas linhas de uma diva
Deitou-me em sandice progressiva
Nas curvas da Atena inconspurcada.

Como uma bailarina enfeitiçada
Caminhou rumo aos meus braços
Cingiu-me com cândidos abraços
Beijou-me sob uma canção ninada
Assim, com minha alma tresloucada
Mergulhei em seus divinais espaços!