quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Saliva do carrapato pode curar câncer

A União Farmacêutica Nacional, co-titular da patente e detentora do licenciamento para comercialização de um medicamento feito a partir de uma proteína recombinante obtida a partir dos genes da glândula salivar do carrapato, enviará em novembro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma solicitação para que testes possam ser iniciados em seres humanos.
Os estudos, feitos por pesquisadores do Instituto Butantan a partir da genética do carrapato Amblyoma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, identificaram uma proteína com ação anticoagulante e potencialmente anticancerígena. Experiências realizadas em camundongos apontaram redução ou eliminação de tumores do tipo melanoma (câncer de pele), tumores de pâncreas e renais, e a redução de metástases pulmonares, dependendo do número de doses da formulação aplicadas nos animais.
Os pesquisadores observaram também que a substância foi totalmente excretada por animais saudáveis, mas conduzida diretamente ao tumor em animais que tinham câncer. Isso significa que a saliva do carrapato possui propriedades tóxicas para células tumorais, sem oferecer risco para células saudáveis.
O objetivo do estudo é a obtenção de um medicamento capaz de tratar a doença. Após a realização de testes feitos em humanos, os resultados serão submetidos a análises de comitês de ética e ensaios clínicos, antes de chegar ao mercado. A investigação foi iniciada em 2003 e conta com financiamento da União Química Indústria Farmacêutica, além de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). A expectativa é que o medicamento seja totalmente produzido no Brasil.
Fonte: Terra)



Templo de faraó sob casa no Egito


Pessoas que escavaram sem autorização embaixo de uma casa ao sul do Cairo descobriram um templo faraônico de 3.400 anos, anunciou neste 29/10, o ministro de Antiguidades Mamduh al-Damati.
A polícia de antiguidades tinha recebido informações sobre sete indivíduos que realizavam trabalhos de escavação, debaixo da casa de um deles, na região de Badrashin, 40 km ao sul da capital egípcia, informou o ministro em um comunicado.
Usando equipamento de mergulho, essas pessoas descobriram um templo sob um lençol freático a nove metros de profundidade.
O Ministério de Antiguidades anunciou que manterá as escavações. O monumento é da época do faraó do Novo Império, Tutmés III (1479-1425 antes de Cristo). Durante o reinado de Tutmés III, o Egito alcançou sua maior extensão, até os confins da atual Síria.
Fonte: Terra

O mais antigo DNA


Foi decifrado o mais antigo DNA já recuperado do osso de um “Homo sapiens“, um feito que lança luz sobre a colonização dos humanos modernos no planeta. O fêmur encontrado por acaso nas margens do rio Irtyush, perto do assentamento de Ust’-Ishim, oeste da Sibéria, em 2008, pertenceu a um homem que morreu cerca de 45.000 anos atrás, afirmaram.
O genoma contém rastros de Neandertais: uma espécie próxima da nossa que viveu na Eurásia juntamente com o “Homo sapiens“, antes de desaparecer misteriosamente. Estudos anteriores revelaram que “Homo sapiens” e Neandertais se miscigenaram e, como resultado, estes últimos teriam deixando uma pequena marca de apenas 2% nos humanos atuais, exceto os africanos. A descoberta tem impacto no chamado cenário “Fora da África”: a teoria segundo a qual o “Homo sapiens” evoluiu no leste da África há cerca de 200 mil anos e, então, se aventurou fora do continente.
Datar quando os Neandertais e os “Homo sapiens” se miscigenaram também indicaria quando o “Homo sapiens” iniciou uma etapa chave desta jornada, a saída da Eurásia rumo ao sul e ao sudeste da Ásia. O novo estudo, publicado na revista britânica Nature, foi chefiado por Svante Paabo, um geneticista renomado do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha, pioneiro nas pesquisas sobre os Neandertais.
Estas diferenças fornecem uma pista para um “calendário molecular” ou datação do DNA, segundo mutações ao longo de milhares de anos. Usando este método, a equipe de Paabo estima que a miscigenação entre os Neandertais e os “Homo sapiens” tenha acontecido entre 7.000 e 13.000 anos antes de quando o indivíduo siberiano viveu, portanto, não mais de 60.000 anos atrás.
Isto fornece um esboço de datação para estimar quando os “Homo sapiens” partiram rumo ao Sul da Ásia. Se os australasiáticos atuais têm DNA neandertal, isto se deve a que seus antepassados atravessaram um território ocupado por Neandertais e se misturaram com os locais. Embora ainda seja possível que os humanos modernos tenham atravessado o sul da Ásia antes de 60.000 anos atrás, estes grupos podem não ter dado uma contribuição significativa às populações modernas remanescentes fora da África, que contêm evidências de miscigenação com os Neandertais.
Antropólogos sugerem que um ramo de Eurasiáticos do norte fez a travessia para onde hoje fica o Alasca mais de 15.000 anos atrás, através de uma “ponte de gelo”, que conectava as ilhas do Estreito de Bering, habilitando o “Homo sapiens” a colonizar as Américas.
(Fonte: UOL)