terça-feira, 21 de outubro de 2014

Momento lírico 313

AMOR PERDIDO
(Karl Fern)

Em teus sonhos não sou eleito
Já não precisas destes braços
Esqueceste de meus abraços
Não mais deitas em meu peito
Não caibo mais em teu leito
Não ocupo mais teus espaços!

Desataram-se todos os laços
Meu orgulho caiu desnutrido
Cada sigilo perdeu o sentido
Castelos ruiram em pedaços
Amontoado de doídos traços
Algemou-se um amor proibido.

E um passado deveras florido
Coberto de desejos e planos
Sumiu com o passar dos anos
Ficou como um ponto perdido
De um amor forte e aguerrido
Rugem angústias e desenganos.


Estudo para regeneração do Intestino

Um grupo de cientistas americanos conseguiu cultivar segmentos de intestino humano dentro do corpo de um rato de laboratório. A ideia – que é inédita – seria produzir, nos seres humanos, algo parecido com “peças de reposição” para a reparação de tecidos e órgãos, usando células da pele dos próprios pacientes doentes. As informações são do The Independent e o estudo foi liderado por Michael Helmrath, do Centro Hospitalar Infantil de Cincinnati, no estado de Ohio. A pesquisa foi publicada pela revista Nature Medicine.
De acordo com o estudo, um intestino humano em miniatura – do tamanho de um dedo – cresceu dentro de um dos animais, a partir de uma única célula-tronco de um paciente. O pequeno órgão seria capaz de realizar muitas das funções associadas à digestão e à absorção de alimentos, segundo os cientistas. Os estudos suportam o conceito de que as celular de pacientes podem ser usadas no crescimento de um intestino. Isso fornece uma nova maneira de estudar as muitas doenças e condições que podem causar falência intestinal.
O objetivo dos pesquisadores é que, um dia, o transplante de tecidos de órgãos seja uma prática do passado, substituída pela criação de tecidos de substituição no interior do paciente.
(Fonte: Terra)


Obesidade x Bactérias

Na figura as principais regiões do corpo humano onde as bactérias vivem
Os cientistas estão, nos últimos anos, começando a entender como vivem os trilhões de bactérias que há no intestino de cada ser humano. Em 2006, um estudo na “Nature” mostrou que gordos tinham um tipo diferente de flora intestinal. Não se sabia bem se a obesidade era causa ou consequência.
Três anos depois, um pesquisador americano, Jeffrey Gordon, da Universidade Washington, propôs na “Science Translational Medicine” que engordar era consequência. Ele dizia que as pessoas deveriam saber que tipo de bactérias há em seu intestino para saber se eram vulneráveis à obesidade.
Agora, um outro trabalho na “Nature” mostra que existem três diferentes tipos de flora intestinal. Do mesmo jeito que cada ser humano tem um tipo sanguíneo, todos tem um “tipo intestinal”.
Cada um representa um tipo de bactéria diferente que predomina no intestino. Assim, ao menos por enquanto, esses tipos não tem nomes fáceis como “O positivo” ou “A negativo”, mas “predominância de Bacteroides” ou “predominância de Prevotella”.
Ficou claro para os pesquisadores que o tipo intestinal nada tem a ver com com a etnia do indivíduo, com o seu país de origem ou com a sua maneira de se alimentar.
Como cada bactéria tem uma eficiência diferente na hora de extrair energia dos alimentos, é possível que aquele amigo que come feito quem nunca viu comida e continua magro tenha tido a sorte de nascer com o tipo de flora intestinal certa.
Os cientistas, de várias instituições europeias (com colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais), não conseguiram, porém, apontar qual das três floras intestinais é de gordinho e qual é de “magro de ruim”. Estudaram bactérias de europeus, americanos e japoneses.
Mesmo que eles consigam novos resultados, certamente o tipo intestinal não será a única explicação para a obesidade. Outros fatores, como a alimentação e questões genéticas não relacionados ao intestino, certamente têm um peso grande.
De qualquer forma, não é possível subestimar o papel das bactérias no organismo humano. Elas são muitas: enquanto o corpo humano tem cerca de 10 trilhões de células, cada pessoa carrega consigo mais de 300 trilhões de bactérias de todos os tipos. Ou seja: há bem mais células de bactérias em você do que células de você mesmo.
Fonte: SAÚDE DA VIDA (http://www.saudedavida.com.br/termos/cientistas/page/2