sábado, 20 de setembro de 2014

Evolução X Doenças

Entender como o corpo humano evoluiu ao longo de milhares de anos pode ajudar a entender as doenças que mais afetam a população hoje e pensar em estratégias para preveni-las e tratá-las. Muitas das doenças comuns de hoje e que não afetavam tanto nossos antepassados – como as doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e Alzheimer – podem ter relação com um descompasso entre a evolução do corpo humano e a evolução cultural.
Apesar de o corpo humano continuar evoluindo e se adaptando, isso ocorre de forma muito mais lenta do que as mudanças ambientais e culturais. No período paleolítico, por exemplo, os homens comiam de 1 a 4 kg de açúcar por ano. Já a quantidade de fibra anual era de 40 kg. Hoje, um americano médio come de 45 a 50 kg de açúcar por ano e só 7 kg de fibra. A quantidade de atividade física praticada também é cada vez menor. A consequência é que há, hoje, muito mais doenças relacionadas à obesidade e à falta de atividade física.
As adaptações evolutivas têm como objetivo garantir a capacidade de reprodução do ser humano, mas nem sempre promovem a saúde. A gordura é especialmente importante para a reprodução. Portanto, ter vontade de comer açúcar e gordura também é uma evolução.
A tendência é que a medicina evolutiva saia da academia e entre para a prática clínica da medicina. Se você olhar para as prateleiras de livros de auto-ajuda nos EUA e Europa, há muitos livros de sobre medicina evolutiva (sobre a dieta do Paleolítico, por exemplo). Então os pacientes também estão interessados. Nem sempre eles estão entendendo direito, mas têm um enorme interesse nisso. Currículos de cursos de medicina como o da Universidade de Yale já incluem disciplinas de medicina

Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

Momento lírico 304

ALMA TRISTE! (soneto!)
(Karl Fern)

Hoje a saudade aninhada em meu peito
Faz redemoinhos em volta deste coração
Rola em meu rosto um filete de emoção
Lágrima tristonha com rastro imperfeito.

Emaranhados pela brisa dessa recordação
Meus cabelos montam penteado desfeito
No desencanto de lençóis sobre meu leito
Minha alma lateja agoniada em comoção.

Sonhos perdidos num futuro do pretérito
Retirado sem qualquer resquício emérito
Nas sobras um insano paiol de imensa dor

Como um destino traçado na eternidade
Foram-se todos os instantes de felicidade
Largando amarguras na poeira desse amor!