sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Números do Ebola foram subestimados

Funcionários da Organização Mundial da Saúde que trabalham no combate ao surto de Ebola na África Ocidental têm evidências de que o número de casos e mortes registrados “subestima imensamente a magnitude do surto”, disse a agência da ONU em sua página na Internet nesta quinta-feira (14).
O mais recente número de mortos do pior surto de Ebola da história está em 1.069, divulgado na quarta-feira (13), com 1.975 casos confirmados, prováveis e suspeitos, de acordo com a agência. A grande maioria foi registrada na Guiné, Serra Leoa e Libéria, com quatro mortes também na Nigéria.
A febre hemorrágica ébola ou ebola (FHE) é a doença humana provocada pelos vírus do ébola. Os sintomas têm início duas a três semanas após a infeção, e manifestam-se através de febre, dores musculares, dores de garganta e dores de cabeça. A estes sintomas sucedem-se náuseas, vómitos e diarreia, a par de insuficiência hepática e renal. Durante esta fase, algumas pessoas começam a ter problemas hemorrágicos.
A propagação da doença em determinada população tem início quando uma pessoa entra em contato com o sangue ou fluidos corporais de um animal infetado, como os macacos ou morcegos-da-fruta. Após a infeção, a doença é transmissível de pessoa para pessoa, inclusive através do contato com pessoas mortas em decorrência do vírus. Os homens que sobrevivem à doença continuam a ser capazes de a transmitir por via sexual durante cerca de dois meses.
A prevenção é feita através de medidas que diminuem o risco de propagação da doença entre macacos ou porcos infetados e os seres humanos. Deve-se também cozinhar a carne de forma adequada e é recomendado usar vestuário de proteção quando se manuseia carne. Na proximidade de uma pessoa infetada é recomendado que se lavem as mãos e que seja também usado vestuário de proteção.
Não existe tratamento específico para o vírus. O tratamento envolve a administração de terapia de reidratação oral ou intravenosa. A doença tem uma taxa de mortalidade extremamente elevada – até cerca de 90%.
Fonte: AMBIENTE BRASILL/WIKIPEDIA

Medalha em olimpíada de astronomia

Na mesma semana em que Artur Ávila Cordeiro de Melo, matemático brasileiro, conquistou a Medalha Fields, o Brasil teve outra conquista na área de ciências exatas, protagonizada por alunos do ensino médio. Cinco estudantes conquistaram a medalha de prata em prova por equipe na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, conquista inédita no país. O evento, que terminou no último domingo (10), ocorreu na cidade de Suceava, na Romênia. O grupo brasileiro também obteve, nas provas individuais, duas medalhas de bronze e três menções honrosas.
Ao todo, participaram da Olimpíada 208 estudantes, de 39 países. O Brasil é um dos países que participa da Olimpíada desde a primeira edição. A prova de equipe varia a cada ano, e a elaboração fica a cargo do país que sedia o evento. Na última edição, os grupos tiveram 90 minutos para calcular a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide, em rota de colisão com a Terra, e salvar o planeta.
Para as contas, puderam usar apenas objetos contidos em uma caixa: réguas, massa de modelar, barbante e papel milimetrado. A medalha de ouro ficou com o Canadá e a de bronze com a Lituânia.
A preparação dos estudantes vem desde o ano passado, com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, voltada para estudantes de escolas públicas e particulares. No ano passado foram 800 mil inscritos em todo o país.
Fonte: Agência Brasil