terça-feira, 12 de agosto de 2014

Momento lírico 290

O CABARÉ E O CONGRESSO
(Karl Fern)

Publico sem constrangimento
Não penso ter receio de errar
Atrevo-me até mesmo versejar
A todo e a qualquer momento
É um constante aborrecimento
Termos que esta turma aturar.

No dito Cabaré de Mãe Joana
Tinha-se muito mais respeito
De lá o freguês saia satisfeito
Sabia o que pedia da mundana
Ele queria carinho, ela a grana
O lema era a alegria do sujeito.

Por entre clientes e concubinas
O propósito mútuo era natural
Cada um seguia seu ledo ritual
Seguiam suas próprias rotinas
Fregueses amavam suas minas
Diferente do Congresso Nacional

No Congresso se faz o que quer
E se quiser também nada se faz
Eleito nem precisa ir por lá mais
O trabalho nós sabemos como é
Malandragem é de dar com o pé
Ali adoram a Deus e ao Satanás.

Mentem pra o eleitor enganado
Costuram acordões o dia inteiro
Ganham salários e mais dinheiro
Nem pensam no eleitor tapeado
E se ver cada dia mais minguado
O respeito pelo povo brasileiro!

Este nosso Congresso poderia
Ser deveras muito mais bacana
Mas é reduto de cobra caninana
Repleto de trairagens e covardia
 Pelo Brasil talvez melhor ele seria
Ser como o Cabaré de Mãe Joana!


Enfim, minha chapa!

Minha  chapa para as próximas eleições! 
(e nem preciso mais ver horário político na TV)