terça-feira, 17 de junho de 2014

Desastre ambiental progressivo

Uma pesquisa conduzida por cientistas no Brasil e no Reino Unido quantificou o impacto causado na Floresta Amazônica por corte seletivo de árvores, destruição parcial pelo fogo e fragmentação decorrente de pastagens e plantações. Em conjunto, esses fatores podem estar subtraindo da floresta cerca de 54 milhões de toneladas de carbono por ano, lançados à atmosfera na forma de gases de efeito estufa. Esta perda de carbono corresponde a 40% daquela causada pelo desmatamento total. O estudo, desenvolvido por 10 pesquisadores de 11 instituições do Brasil e do Reino Unido, foi publicado em maio na revista Global Change Biology.
Os impactos da extração madeireira, do fogo e da fragmentação têm sido pouco percebidos, pois todos os esforços estão concentrados em evitar mais desmatamento. Essa postura deu grandes resultados na conservação da Amazônia brasileira, cuja taxa de desmatamento caiu em mais de 70% nos últimos 10 anos. No entanto, nosso estudo mostrou que esse outro tipo de degradação impacta severamente a floresta, com enormes quantidades de carbono antes armazenadas sendo perdidas para a atmosfera.
Duas regiões foram estudadas in loco: Santarém e Paragominas, na porção leste da Amazônia, ambas submetidas a fortes pressões de degradação. Nessas duas regiões foram investigadas as 225 áreas. Para efeito de comparação, foram consideradas cinco categorias de florestas: primária (totalmente intacta); com exploração de madeira; queimada; com exploração de madeira e queimada; e secundária (aquela que foi completamente cortada e cresceu novamente).
As florestas que sofreram perturbação, por corte ou queimada, apresentaram de 18% a 57% menos carbono do que as florestas primárias. Uma área de floresta primária chegou a ter mais de 300 toneladas de carbono por hectare, enquanto as áreas de floresta queimada e explorada para madeira tiveram, no máximo, 200 toneladas por hectare, e, em média, menos de 100 toneladas de carbono por hectare.

Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

Sobre lavar o frango

Pesquisas britânicas mostram que 44% das pessoas sempre lavam o frango antes de cozinhá-lo, uma prática que pode espalhar a bactéria campylobacter em mãos, superfícies, roupas e equipamentos de cozinha devido aos respingos da água, segundo a Agência de Normas Alimentares (Food Stanrdards Agency, FSA).
As autoridades britânicas estão pedindo, com especial atenção aos cozinheiros da televisão, que parem de lavar o frango antes de cozinhá-lo porque isso só serve para espalhar uma bactéria perigosa. A campylobacter é a forma mais comum de intoxicação alimentar no Reino Unido, com 280 mil doentes por ano. O frango contaminado está por trás de quatro em cada cinco casos, segundo dados da FSA.
A doença provocada pela bactéria pode provocar vômitos e diarreia e, em seus casos mais graves, síndrome do intestino irritável, síndrome de Guillain-Barré – uma grave doença do sistema nervoso – e inclusive a morte.
A FSA escreveu uma carta às produtoras de televisão que fazem programas gastronômicos para pedir que não mostrem os cozinheiros lavando o frango. Cozinhá-lo bem é a melhor maneira de acabar com as bactérias.
É importante seguir a recomendação de lavar as mãos depois de tocar frango cru e garantir sempre que esteja bem cozido.
Fonte: G1