quarta-feira, 21 de maio de 2014

Azeite de oliva X Pressão arterial

O azeite de oliva, juntamente com vegetais de folhas verdes, são compostos de um tipo de ácido graxo que leva à redução da pressão arterial, disseram cientistas britânicos. O estudo com camundongos ajuda a entender trabalhos anteriores, segundo os quais a chamada dieta mediterrânea – que consiste em uma alimentação com pouco sal, poucos alimentos industrializados, pouca gordura de origem animal e maior ingestão de frutas, legumes, vitaminas e minerais – combate a hipertensão.
A dieta inclui gorduras insaturadas contidas no azeite de oliva e em alguns frutos secos, bem como espinafre, aipo, abacate e cenoura, alimentos ricos em nitratos inorgânicos e nitritos. Esses ácidos-graxos parecem inibir uma enzima conhecida como epóxido hidrolase solúvel. Essa inibição induz à vasodilatação, que leva à diminuição da pressão arterial, de acordo com o estudo.
Os resultados do estudo ajudam a explicar por que trabalhos anteriores mostraram que uma dieta mediterrânea, combinada com azeite de oliva extra-virgem ou nozes, pode diminuir a incidência de problemas cardiovasculares. Enquanto a maioria dos especialistas concorda que a dieta mediterrânea – que inclui verduras, peixe, grãos, vinho tinto, nozes e azeite – traz benefícios para a saúde, até agora houve pouco consenso sobre o que leva a esses benefícios.
Fonte: G1

Celular X Crianças

A Grã-Bretanha está lançando uma ampla pesquisa para averiguar se celulares e outras tecnologias sem fio afetam o desenvolvimento mental de crianças. O estudo  – financiado por governo e indústria – vai monitorar 2.500 crianças de 11 e 12 anos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, pesquisas nesta área são de ‘máxima prioridade’. Mais de 160 escolas secundárias ao redor de Londres vão receber convites para inscrever alunos para o estudo. A faixa etária de 11 a 12 anos é particularmente importante porque muitas crianças ganham celulares nessa idade na Grã-Bretanha, quando iniciam o ensino secundário. Cerca de 70% de integrantes desse grupo de idade possuem um celular.
Testes de sua capacidade cognitiva – como habilidades de pensamento, memória e atenção  – serão feita e, depois, repetidos em 2017 para comparação. Os pesquisadores dizem que ‘muito pouco’ se sabe sobre o impacto que essas tecnologias têm sobre as crianças. Grande parte da investigação sobre o uso de celulares tem se concentrado em adultos e, em particular, no risco de câncer no cérebro. Nenhuma evidência de dano foi identificada até a agora e o estudo é importante para que o governo possa adotar políticas melhores e pais e filhos tenham mais informações para fazer suas escolhas.
No entanto, o serviço de saúde britânico, o NHS, aconselha que crianças com menos de 16 anos usem telefones celulares apenas quando for essencial. A teoria dos pesquisadores é de que o cérebro das crianças pode ser mais suscetível por ainda estar em desenvolvimento. Esta pesquisa – liderada pelo Imperial College London – vai colocar essa ideia à prova, analisando dados das operadoras e questionando as crianças e seus pais sobre o uso de telefones celulares e dispositivos sem fio, como tablets. O conselho aos pais é baseado no princípio da precaução, dado que não há qualquer conclusão ainda sobre se os celulares causam ou não danos.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter