sexta-feira, 16 de maio de 2014

96% das cidades do CE sofrem com a seca

Dos 184 municípios cearenses, 178 seguem em situação de emergência por causa da seca, de acordo com decreto do Governo do Estado do Ceará de 8 de maio e publicado no Diário Oficial do Estado. A situação de emergência foi decretada devido à irregularidade na quantidade e na distribuição temporal e espacial de chuvas, que provocou insuficiência na recarga dos mananciais, comprometendo o armazenamento de água e causando problemas no abastecimento de água para o consumo humano e animal.
Apenas a capital e os municípios de Maracanaú, Eusébio, Horizonte e Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, além de Juazeiro do Norte e Barbalha, na Região do Cariri, e Guaramiranga, no Maciço de Baturité, estão fora do decreto.
Ao todo, 1.519 municípios nordestinos e da região setentrional de Minas Gerais estão em situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Governo Federal, o que afeta mais de 10,7 milhões de pessoas.
Fonte: Terra


Derretimento na Antártica é irreversível

O derretimento das camadas de gelo da Antártica Ocidental chegou a um ponto em que não tem mais como ser interrompido, afirmam dois estudos de pesquisadores dos Estados Unidos. Com base em dados recolhidos nos últimos 40 anos pela Nasa – agência espacial dos EUA –, um dos estudos afirma que seis geleiras estão derretendo de baixo para cima e fluindo para o Mar de Amundsen por causa do aquecimento da água ao redor do continente. Essa parte da Antártica pode ser uma das maiores responsáveis pelo aumento do nível do mar nas próximas décadas e séculos, elevando o mar em 1,2 metro e evidências mostram que uma grande parte do gelo da Antártica Ocidental está recuando irreversivelmente.
Apesar de a situação ser irreversível, reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que causam o aquecimento global, poderia frear a velocidade desse processo nos glaciares de Pine Island, Thwaites, Haynes, Pople, Smith e Kohler. Para os pesquisadores, o acúmulo de gases do efeito estufa na atmosfera está alterando os padrões de vento ao redor da Antártica, levando águas mais quentes ao continente. Segundo os pesquisadores, esse processo poderá triplicar sua contribuição para a elevação do mar.
A descarga de gelo no oceano vem aumentando de forma contínua há mais de quatro décadas e os pesquisadores calculam que a geleira de Thwaites pode vir a desaparecer entre 100 e 200 anos, devido à perda gradual de tamanho e peso. Somente ela contribui anualmente para aumentar em um milímetro o nível do mar.
(Fonte: Terra)