quarta-feira, 30 de abril de 2014

Antivírus contra o sarampo

Pesquisadores japoneses e alemães desenvolveram em animais um antivírus que se mostrou muito eficaz no combate a um vírus semelhante ao sarampo e que poderia ajudar, juntamente com a vacinação, a erradicar uma doença que mata dezenas de milhares de pessoas por ano. A doença, altamente contagiosa, mata cerca de 150.000 pessoas ao ano desde 2007.
O novo antivírus, chamado ERDRP-0519l, bloqueia a multiplicação do vírus da cinomose, que afeta animais como cães e furões, e que é muito similar ao causador do sarampo nos humanos. O antiviral administrado oralmente impediu a morte dos animais e permitiu reduzir a carga viral fortemente. Além disso, permitiu que os animais afetados desenvolvessem uma forte imunidade ao vírus.
O aparecimento desse potente antiviral é particularmente animador e sugere que o tratamento pode, não só salvar o indivíduo infectado, como também contribuir para sanar as carências imunológicas da população. O antivírus, barato e fácil de armazenar, pode dar um impulso aos esforços para a erradicação do sarampo, ao conter a propagação das epidemias locais. Além disso, pode ser usado para tratar pessoas próximas a um infectado que ainda não apresentem os sintomas.
No entanto, quando for desenvolvida uma versão para humanos, o antivírus não substituirá a vacina. O medicamento não tem como objetivo ser uma alternativa à vacina, mas sim uma arma complementar nos esforços para eliminar o sarampo. É preciso haver uma taxa de vacinação de pelo menos 90% da população para impedir a transmissão endêmica do vírus. Na Europa, a taxa varia entre 60% e 90%, dependendo do país, enquanto nos Estados Unidos, supera os 90%.
Segundo os cientistas, uma em cada três pessoas que contraem o sarampo e não se vacinam desenvolve pneumonia ou inflamação do cérebro. A próxima etapa da pesquisa será testar a nova molécula em macacos. Nos próximos anos, serão feitos testes clínicos em humanos – provavelmente adolescentes e adultos jovens.

Fonte: UOL

Jaca, a fruta da salvação

Apesar de comum no Brasil, a jaca não é um fruto que se vê com frequência nos carrinhos de compra dos brasileiros. Mas, em um mundo em aquecimento, isso pode mudar. Pesquisadores indianos apontam a fruta como um “milagre” das culturas alimentares: A fruta poderia ser um substituto para alimentos básicos que estão na mira das mudanças climáticas, como o trigo e o milho.
Shyamala Reddy, pesquisadora de biotecnologia da Universidade de Agricultura e Ciências, em Bangalore, na Índia, declarou ao jornal britânico The Guardian: “É um milagre que pode fornecer tanto nutrientes como calorias, tudo. Se você comer apenas 10 ou 12 gomos desta fruta, você não precisa de alimento para outra metade do dia”.
O Banco Mundial e as Nações Unidas advertiram, recentemente, que o aumento da temperatura e das chuvas carregadas podem levar a uma queda de 2% na produtividade agrícola até o final do século, ao passo que a demanda deverá aumentar 14% até 2050. A conta salgada pode mergulhar bilhões de pessoas na fome – um mal que atinge um em cada sete habitantes do planeta.
É aí que a jaca se destaca. Ela é resistente a pragas e mudanças no clima, é fácil de plantar e ainda oferece quantidade elevada de nutrientes, rica em cálcio, potássio e ferro. Mas, apesar do seu enorme potencial, ainda é uma cultura subexplorada, especialmente na Índia, onde ela se originou. Isso está começando a mudar, a medida que os pesquisadores voltam suas atenções à ela. Neste mês de maio, a Universidade indiana vai sediar uma conferência internacional sobre jaca, para discutir seus potenciais de uso no presente e no futuro.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

Queimadas na Amazônia X Impacto na seca

Um estudo internacional realizado ao longo de oito anos na Amazônia identificou que a floresta é severamente afetada por queimadas em anos de seca, que podem causar uma degradação permanente no bioma. É preciso maior atenção para o controle de queimadas na região, principalmente se as temperaturas estiverem altas.
Conduzida por brasileiros, a pesquisa foi feita na região do Alto Xingu, no Mato Grosso, em um trecho de floresta que foi queimado repetidamente durante o período estudado. Com a ajuda de imagens de satélites, os cientistas analisaram o impacto do incêndio na vegetação e constataram que quando a temperatura estava acima da média e houve redução de chuvas, houve acentuada mortalidade de árvores.
A maior perda de vegetação, um total de 12% da área analisada – equivalente a um milhão de campos de futebol – ocorreu em 2007, quando a temperatura na região de MT ficou 2,5ºC acima da média e o volume de chuvas caiu 20%. Em 2013 o Brasil registrou 115.484 focos de incêndio. Pará, Mato Grosso e Maranhão registraram mais queimadas. As razões variam desde limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos e colheita agrícola, disputas por terras e protestos sociais.
Devido ao calor excessivo, o solo fica mais seco e as árvores não conseguem absorver água suficiente para se manterem vivas. Para ficarem mais leves e absorverem menos líquido, elas liberam folhas e galhos. Ao fazerem isto, soltam no chão material combustível para as queimadas – que são causadas pelo homem, seja de forma proposital ou acidental. O fogo prejudica a fauna e a flora nativas, causa empobrecimento do solo e reduz a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação.
O excesso de gases de efeito estufa na atmosfera, como o CO2, pode elevar a temperatura em determinados pontos da floresta, como o sul e leste amazônicos, que ficariam mais suscetíveis a incêndios e processos críticos de degradação. Por isso, há a necessidade de incluir as interações entre os eventos climáticos extremos e o fogo, na tentativa de prever o futuro da floresta na nova realidade do clima”.

Fonte: G1