sexta-feira, 18 de abril de 2014

Momento lírico 266


EROS E PSIQUÊ
(Karl Fern) 

Filho olímpico de Vênus e Marte,
De Psiquê foi apaixonado esposo
Espalhava por toda Terra gracioso
A fecundidade com graça e arte
Enamorar vivos um poder à parte
Divertimento frívolo e especuloso.

Seu ataque invisível e misterioso
Dava desejos em deuses e mortais
Incendiando de irresistíveis sinais
Em um envolvente fervor amoroso
Como um mágico hábil e belicoso
Atirando suas flechas e setas fatais.

Flechando em corações virginais
Provocou inspirações aos poetas
Deixava as criaturas irrequietas
Folgava aprontando ações fatais
Desejos repentinos e passionais
Seja quem fosse, mesmo ascetas.

Brincando com as paixões diretas
Fogoso desde o divino nascimento
Deus Júpiter viu naquele rebento
O instinto belicoso e provocador
Do seu futuro prevendo sabedor
Ordenou seu desaparecimento.

Porém sua mãe, Vênus, o salvou
Nos bosques a deusa o protegeu
Vaidosa quando Psiquê conheceu
Da beleza da mortal se admirou
Invejosa o filho peralta procurou
Pedindo um importante favor seu.

Ferir de amor a recatada donzela
Pelo homem mais feio do mundo
Num acidente casual e profundo
E um fatídico golpe de sorte dela
A flecha disparada pra atingir ela
Repicou e feriu o algoz bem fundo.

Logo naquele primeiro segundo
Viu-se perdidamente apaixonado
Voltou para casa deslumbrado.
No dia seguinte, só e rubicundo
Dominado, resoluto e facundo
Pediu a Zéfiro dá-lhe um recado.

Precisava com ela ficar casado
Como um Deus tinha a condição
Ela teria divinamente sua afeição
Mas não veria o rosto do amado
Pois só a noite ele seria chegado
Mantendo o leito de lúdica união.

Invisível pra esposa desde então
Psiquê vivia intensa felicidade
Mas movida pela curiosidade
Foi envolvida em uma tentação
Acendeu uma luz na escuridão
Pra ver o rosto de sua deidade.

De repente ficou na orfandade
Rapidamente o encanto acabou
Tudo em sua volta desmoronou
Mas como a amava de verdade
Ele pediu a Júpiter sua piedade
Para imortalizá-la ele implorou.

Júpiter assim deles se apiedou
Resolveu atender aquele pedido
Que mesmo achando descabido
Trazer a mortal Mercúrio mandou
Em imortal a jovem transformou
Devolvendo a felicidade a Cupido.

O que era casamento proibido
De um deus com simples mortal
Tornou-se um evento celestial
O Olimpo aclamou o acontecido
Vênus, vendo seu filho querido
Também abençoou o novo casal.

OBS: 1 - Cupido dos romanos e Eros dos gregos;
2 - Eros e Psique, fotos de frente e de trás da escultura
de Antônio Canova, no Museu do Louvre, em Paris.

Doenças não tão modernas

Uma equipe britânica de arqueólogos descobriu arteriosclerose em esqueletos africanos de 3 mil anos, o que demonstra que a doença não se deve só a fatores próprios da vida moderna, como o hábito de fumar, a hipertensão e a obesidade.
Os indícios de arteriosclerose (um estreitamento das artérias que pode impedir a circulação do sangue) foram encontrados em corpos preservados em um túmulo de uma comunidade agrícola que vivia perto do Nilo, Amara West, 750 quilômetros ao norte de Cartum, Sudão.
Entre os ossos preservados na areia, de três homens e duas mulheres, entre 35 e 50 anos e de diferentes classes sociais, que supostamente morreram entre 1.300 e 800 a.C., notou-se pequenas amostras de placa calcificada que na época deveriam forrar as artérias, obstruindo o fluxo sanguíneo, o que pode ter causado tromboses e acidentes vasculares cerebrais.
As placas arteriais calcificadas nesses esqueletos de 3 mil anos atrás demonstram que a arterioesclerose não é só um problema causado por nosso atual estilo de vida, mas pode estar relacionado com a inflamação, o histórico genético e o envelhecimento em geral.
Os analistas consideram que a fumaça pode ter desempenhado um papel no desenvolvimento da doença, já que os nativos utilizavam grandes fogueiras para cozinhar e fazer objetos de cerâmica e de metal. A saúde dental precária dos corpos também pode estar relacionada à arterioesclerose, da mesma forma que hoje em dia as doenças das gengivas podem ser indicativas de transtornos cardiovasculares.
Anteriormente, a mesma equipe havia descoberto em outro esqueleto enterrado na mesma região, datado de 1.200 a.C., indícios de câncer em metástases, em mais uma demonstração que os fatores que levam a estas doenças não são só produto da vida moderna, mas pode haver fatores ambientais que podem ter existido durante milhares de anos.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Doenças transmitidas por insetos

Uma picada de inseto às vezes parece inofensiva, mas pode trazer uma grande dor de cabeça. Mosquitos, moscas, carrapatos e caramujos de água doce são exemplos de pequenos bichos que causam doenças graves, podendo levar à morte. Para chamar atenção sobre o assunto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha: “Pequenas picadas: grandes ameaças”.
O órgão destaca que doenças como a malária, dengue, leishmaniose e febre amarela podem ser prevenidas, porém ainda afetam as regiões mais pobres, sobretudo os que moram em áreas rurais. A estimativa é que um milhão de pessoas morrem todos os anos de doenças transmitidas por insetos e o número de pessoas infectadas supera um bilhão. Além disso, mais da metade da população mundial correm o risco de serem infectados.
De todas as enfermidades causadas por vetor, a mais letal é a malária. Estima-se que tenha causado 660 mil mortes em 2010, sendo as crianças africanas mais atingidas. No entanto, a OMS ressalta que a doença que mais cresce em número de vítimas no mundo é a dengue, cuja incidência aumentou 30 vezes nos últimos 50 anos.
As razões são a globalização do comércio e deslocamentos rápidos entre continentes, assim como mudanças no meio ambiente, como alteração do clima e urbanização tem exercido grande impacto na transmissão de doenças transmitidas por vetor, inclusive causando seu aparecimento em países onde eram antes desconhecidas.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)