sexta-feira, 21 de março de 2014

"Salito" na construção

Uma dor de cabeça para os proprietários, principalmente em suas casas é o parecimento “do salito” nas paredes. Além de enfeiar este fenômeno pode colocar em risco de desmoronamento a construção caso as paredes sejam estruturais e não sejam feitos constantes reparos.
No caso da construção em alvenarias, construídas com blocos cerâmicos furados ou blocos de concreto, nas alvenarias junto ao solo, é recomendável mergulhar previamente em emulsão asfáltica os tijolos das primeiras três fiadas. Após a secagem efetuar o seu assentamento, visando evitar a subida de água proveniente do solo pelo efeito da capilaridade e, se possível, utilizar argamassas industrializadas especialmente fabricadas para esta finalidade.
As paredes em alvenaria, acima do solo, terão espessuras mínimas de 0,15m com revestimento executado inicialmente com chapisco, utilizando argamassa de cimento e areia grossa, nos diâmetros entre 3mm e 5mm, no traço 1:3 em volume, fator água-cimento de 0,55, na espessura de 0,5cm e, após 8 dias, com aplicação de argamassa de cimento e areia no traço 1:6 em volume contendo aditivo aerante, fator água-cimento de 0,55, com espessura de 2,0 cm. Nunca usar argamassa de assentamento com algum tipo de argila, terra orgânica ou cal.
Se usar argamassas industrializadas especialmente fabricadas para esta finalidade, é dispensável a aplicação de chapisco. Nas superfícies internas é indispensável o roda-pé com cerâmica, assentada sobre argamassa tipo A2 ou superior.
Todas as paredes enterradas deverão ser elevadas até uma cota superior, no mínimo, 20cm acima do terreno vizinho para que não permita a inundação de águas superficiais. Se ´possível sempre construir o alicerce com pedras e argamassa de cimento e areia, dosada com impermeabilizante (exemplo Vedacit 1:15 na água). Nunca usar argamassa de assentamento com algum tipo de argila, terra orgânica ou cal.
(Texto CARLOS FERNANDES)

Isso é democracia?