sexta-feira, 7 de março de 2014

Filme plástico X Alimentos!

O filme plástico utilizado para embalar alimentos implica em sérios riscos para a saúde. O problema  é que os compostos tóxicos presentes no plástico – principalmente os clorados – são solúveis em gorduras e isso faz com que sejam atraídos por elas.
Na prática, um sanduíche com manteiga ou requeijão, por exemplo, pode ser contaminado por esses compostos. O melhor é aplicar o princípio da precaução. A mãe que envia o lanche do filho para a escola pode lançar mão do papel alumínio, que não apresenta esse problema. Mas o ideal mesmo seria a retomada de hábitos antigos, como acondicionar o sanduíche ou a fruta em um pano de prato, num saquinho de papel ou – para os mais adeptos da modernidade – num pedaço de papel toalha.
Um dos maiores inimigos do consumidor ainda é a falta de um alerta maciço sobre esses necessários cuidados e, também, as informações truncadas que, muitas vezes, terminam circulando, sobretudo no território livre da internet.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE (via newaletter)
Dica curiosa: Para evitar que aquelas pontas do filme plástico sempre enrolem, fazendo o embalador perder a paciência, guarde o rolo na geladeira!


Recipientes plásticos no forno de microondas - dioxinas

O aquecimento de comida no forno de microondas, feito em recipientes de plástico, libera uma substância que pode causar câncer, a dioxina, adverte o Instituto Nacional do Câncer, através de sua Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer.
A dioxina é um composto orgânico incolor e inodoro, quimicamente denominada como 2,3,7,8-tetraclorodibenzodioxina. É um subproduto espontâneo resultante de fenômenos e desastres naturais como a atividade vulcânica e os incêndios florestais, assim como da atividade do homem (indústria de plásticos, incineração, branqueador de papel e escapamento de gases de automóvel). A dioxina se encontra em todas as áreas onde haja atividade industrial, tanto no solo, na água e no ar, como nos alimentos – até mesmo no leite materno.
A dioxina é absorvida pelas plantas e subsequentemente ingerida por animais e se acumula no tecido gorduroso de animais. Todos os estudos realizados com eles têm revelado o potencial cancerígeno do composto, mesmo em baixas doses. O consumo de tecidos animais e vegetais, incluindo as verduras, é o modo de entrada da dioxina no corpo humano. Outro modo dos seres humanos terminarem a ingerindo é justamente pelo aquecimento de plásticos contendo alimentos, o que ocorre rotineiramente no uso do microondas.
É também um subproduto gerado no processo de fabricação do plástico e qualquer plástico pode conter dioxina, desde brinquedos a garrafas PET. Porém, em condições normais de temperatura, o composto não é liberado. Mas quando o plástico é aquecido vale o princípio da precaução. Ou seja, o recomendável é que nunca se aqueça alimentos no microondas em recipientes desse material. O melhor é transferir a comida para vasilhas de vidro que suporte o calor (temperado). Essa cautela se aplica também para as bandejas de espuma em que são acondicionadas lasanhas e outras massas, por exemplo.
É uma substância com efeito cumulativo e residual a longo prazo. O tempo de meia vida é de, em média, 7 anos”, diz o alerta, informando ainda que alguns estudos têm relacionado a exposição a dioxinas com problemas reprodutivos e deficiências do sistema imunológico.

Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE (via newaletter)

Momento lírico 251

EDUCAÇÃO FAZ DE CONTA
(Karl Fern)

Tempos de tecnologia avançada
Educação é um bem essencial
Pra se ter um bem-estar social
No Brasil não se ver fazer nada
A educação básica é uma piada
Parece o futuro ser nossa ruína
A falta de seriedade predomina
Na escola é um Deus nos acuda
O aluno faz de conta que estuda
Mestre faz de conta que ensina!

Faz pena ver nosso estudante
Ouvir a história de Darcy Ribeiro
Anísio Teixeira, o reitor brasileiro
Gilberto Freire, educador gigante
Hoje tem em Aloísio Mercadante
Oportunista de ponta de esquina
Com toda demagogia determina
Na pose de bom moço se escuda
O aluno faz de conta que estuda
Mestre faz de conta que ensina!

Criou-se o analfabeto funcional
Diplomados sem saber escrever
Se algum educador for se meter
É taxado de atrasado ou radical
Do tempo do ronca, coisa e tal
Tapa-se a verdade com cortina
Esperança de melhoria termina
Numa política sórdida e muda
O aluno faz de conta que estuda
Mestre faz de conta que ensina!

Professores e salários aviltados
Tendem perder sua motivação
Podam o interesse na profissão
Assim sem apoio e abandonados
Desprestígios por todos os lados
Numa política sombria e assassina
Juventude confusa se contamina
Entre tanta sacanagem cabeluda
O aluno faz de conta que estuda
Mestre faz de conta que ensina!

E nesse faz de conta criminoso
Só ensino privado ganha fama
Enquanto o público vai à lama
Um país de um povo estudioso
Sofre por um sistema escabroso
Na educação pública que amofina
Tem até trambicagem e propina
Em meio a palhaçada caroçuda
O aluno faz de conta que estuda
Mestre faz de conta que ensina!