quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Malária

    Os mosquitos anopheles são o vetor da malária, que mata a cada ano centenas de milhares de pessoas, particularmente na África. A principal estratégia de combate à doença é a erradicação do mosquito por meio da pulverização de inseticidas.
Com o tempo começaram a aparecer insetos resistentes aos inseticidas, tornando-os ineficazes. Foi encontrado uma população de mosquitos totalmente resistente, e não apenas ao DDT, mas também aos pyrethroids, outra classe de inseticida geralmente utilizada contra a malária.
Pesquisadores britânicos identificaram, em uma região do Benin, os anopheles resistentes aos dois tipos de inseticida e compararam seu genoma ao de mosquitos que não desenvolveram resistência. Eles descobriram que apenas um gene mutante é suficiente para dar aos mosquitos resistência ao DDT e a outros tipos de inseticidas utilizados para combater a malária. Foi identificado um gene particularmente ativo, batizado de ‘GSTe2′.
Análises posteriores revelaram que apenas uma mutação do GSTe2 (‘L119F’) era suficiente para dar resistência aos mosquitos diante das duas classes de inseticidas. Uma proteína revelada em um exame de cristalografia de raio X, permite aos mosquitos resistir aos inseticidas, decompondo as moléculas de DDT para transformá-las em substâncias inofensivas.
Para confirmar que apenas a presença desta mutação genética é suficiente para proteger os mosquitos contra os inseticidas, os pesquisadores introduziram o GSTe2 mutante em moscas drosófilas, que também desenvolveram resistência.
Estas descobertas permitirão o desenvolvimento dos programas de controle de mosquitos e evitarão que tais genes (mutantes) sejam transmitidos a outras populações de vetores.
(Fonte: G1)