sábado, 22 de fevereiro de 2014

Momento lírico 248

O SEMEADOR
(Karl Fern)

Não sou lá tão religioso
Mas sei que sou pecador
Do bem sou acolhedor
Na Bíblia, livro generoso
Há um exemplo precioso
A parábola do semeador.

Saindo Jesus bem cedo,
Sentou-se junto ao mar
Pra multidão lhe escutar
Olhando para o penedo
 Principiou o seu enredo
Ser semente e germinar.

Falou aos seus crentes
Que o semeador andava,
E por onde ele passava
Muitas de suas sementes
Caíam ali intermitentes
Por onde ele caminhava.

Vieram aves famintas
Vendo a dádiva reluzente
Comeram-nas rapidamente
E outras tantas distintas
 Caíram fora das quintas
Em pedregoso ambiente.

Na terra fraca e ralinha
Brotaram esperançosas
Mas foram idem inditosas
Pois com a tenra raizinha
Queimou no calor que vinha
Das radiações calorosas.

E outras entre espinhos,
Crescidos as sufocaram
Suas folhas perfuraram
E, assim, aos pouquinhos
Não achando os caminhos
Pereceram onde brotaram.

Enfim sementes sortudas
Plantadas na terra sadia
Cresceram sãs com alegria
Floresceram bem parrudas
Vingaram vagens polpudas
E mais sementes produzia.

Assim são muitas pessoas
Que ouvem ensinamentos
Umas perdem em momentos
Outras mesmo sendo boas
Vão escutando outras loas
Mudando os pensamentos.

Mas há quem não esquece
Uma lição compreendida
Toma o exemplo na vida
Seu espírito se enobrece
E no seu terreno floresce
     A felicidade divina pedida.