sábado, 8 de fevereiro de 2014

Momento lírico 244

É DESSE JEITO...
 (Karl Fern)

Da vida somos passageiros
Sem reposição de roteiros
Cada etapa irá se passar
Não há caminho repetido
Tudo é no tempo devido
Carece saber aproveitar!

Alegrias que ela nos dar
Não dá pra desperdiçar
Pra não ficar lamentando
O tempo será inclemente
Pois na velhice se sente
É inútil ficar suspirando!

A idade anda avançando
A gente vai definhando
A vista se esmaecendo
O vigor desmilinguindo
Aquela energia sumindo
Corpo todo encolhendo!

Cabelo embranquecendo
As juntas todas doendo
Não resta nada tinindo
Não adianta desgostar
Muito menos a Deus orar
As coisas seguem caindo.

Não vale ficar mentindo
Sonhando, se iludindo
O que passou tá passado
Aquilo que já entortou
Não tem jeito, se murchou
Vai ficar dependurado!

É cachete pra todo lado
Vive sempre adoentado
Libido se consumindo!
Não adianta promessa
E a realidade é só essa
Reclama até dormindo.

Sua beleza diminuindo
Aquele cantinho lindo
De pele antes tão fina
Queda firme pregueando
O passado distanciando
Numa tristeza mofina!

Gabar-se ser forte ainda
Vai lhe jogar na berlinda
Mangarão do besteirol.
Procure ter disposição
Pra acordar cedo, então
Ir tomar banho de sol.

A vida é como o arrebol
Que como cósmico lençol
Cobre o espaço sideral.
E quando mais fulgente
Clarões do sol nascente
Põem-no em declínio fatal.