quinta-feira, 31 de julho de 2014

Momento lírico 288

 
COMO DIZIA MINHA AVÓ!
(Karl Fern)

Ouvi muito minha vó dizer
Com firmeza e até emoção
Esta vida é uma eterna lição
Temos sempre o que aprender
Lembre ao alguém conhecer
Quem ver cara não ver coração!

Estranho simpático ademais
Falando como se fosse amigo
Pelos cotovelos e pelo umbigo
Solícito ou agradável demais
Não abra sua guarda jamais
Gente assim é sinal de perigo!

Qualquer sujeito exagerado
Apressado, sisudo ou sereno
Quieto ou de pavio pequeno
Que tenha jeito desconfiado
Atenção para o antigo ditado
“O que é demais é veneno”!

Exagero cheira a leviandades
A normalidade não é surreal
Brisa amena precede vendaval
O errado foge da naturalidade
Gente boa não faz falsidades
Ter prudência na vida é vital!

Ah, singela e nobre sabedoria
Quanta saudade tenho de ti
Mas valeu o tempo que vivi
Contigo partilhei tua alegria
Sei que vai chegar um tal dia
Que no céu iremos nos reuni!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Laser para tirar a vontade de comer

Cientistas descobriram um aglomerado de células cerebrais que conseguem frear a vontade de comer em camundongos. E uma boa notícia para quem tem dificuldade de evitar a porção extra: ativar esses neurônios pode parar o consumo de alimentos imediatamente, de acordo com o estudo publicado na revista Nature Neurosciences. Segundos os cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, as células nervosas atuam como uma mesa de controle central, combinando e retransmitindo mensagens diferentes no cérebro para ajudar a reduzir a ingestão de alimentos.
Usando raios laser eles conseguiram estimular esses neurônios, levando a uma parada completa e imediata no consumo de alimentos. Os pesquisadores acreditam que a descoberta possa contribuir, no futuro, para tratamentos de obesidade e anorexia entre humanos. As células trabalhavam rapidamente quando os ratinhos tinham consumido uma refeição completa, o que indica que elas também podem desempenhar um papel importante na prevenção de excesso de alimentação.
O próximo passo, segundo os pesquisadores, seria investigar como esse aglomerado de células interage com outros centros nervosos, já conhecidos, envolvidos na ingestão de alimentos. Os neurônios estudados na pesquisa atual estão localizados em uma região do cérebro conhecida como amígdala – uma área que também está associada a emoções como estresse e medo.
Fonte: Portal iG


domingo, 27 de julho de 2014

Momento lírico 287


O DIA DO AMOR
(Karl Fern)

Foste meu brilhante amanhecer
Exuberância do precioso girassol
Cores brilhantes advindas do sol
Perfumando um brioso renascer.

Foste minha desvairada manhã
Canora e enobrecida tentação
Voragens de desejos e sedução
Envolto no beijo lírico da maçã.

Foste meu meio-dia de loucuras
Sonho mais quente e encantado
De fulgurantes anseios excitado
Sutis segredos e ousadas juras.

Foste minha tarde das mil flores
Refluindo o calor do teu regaço
Do hesitar daquele meigo abraço
Arrebatando preitos de amores.

Foste meu intolerante anoitecer
Ilusório e irracional solar poente
Ocaso do pretérito envolvente
Clímax de contínuo esmorecer.

Foste atrevimento de felicidade
Que anoitecendo o vento cerrou
Na escuridão noturna se enterrou
Foi-se o amor, restou a saudade!

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Momento lírico 286

DESGOSTO PROFUNDO
(soneto)
(Karl Fern)

Pendência da perda de um grande amor
Táctil vazio que invade um corpo carente
Padecimento vago que no retiro se sente
Ninguém é isento de sentir tamanha dor.

Sentimento que torna a alma indigente
Vai machucando com espírito perversor
Segue castigando com estigma agressor
Envolvendo com angústia imprevidente.

É tormento que não tem receita de cura
Revolve a alma com hedionda amargura
Ingrata chuva intermitente de frustração.

Torpe desgosto que a própria razão afeta
Com tantos mistérios indagou certo poeta
Saudade seria uma invenção do coração?



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Até terça...

Saindo para o Sertão! E amanhã... 
Natal, se Deus quiser!


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Momento lírico 285

VOLTA LAMPIÃO!...
 (Karl Fern)

No meu tempo de criança
Imberbe e ainda inculto
Desejava tornar-me adulto
A minha maior esperança
Isto me vem na lembrança
Como se vendo meu vulto.

Imaginava planos inocentes
Queria ser homem sabido
Viver num mundo remido
De paz com todos viventes
Livre de maldades dolentes
E por todos sendo querido.

Eis que juventude chegou
Passei em busca do futuro
Tornei-me homem maduro
O tempo assim caminhou
O que o menino imaginou
Sumiu, veio trevas e escuro.

Hoje ruge medo e violência
Pessoas só querem dinheiro
Genial é ser trambiqueiro
Não mais existe consciência
O povo perdeu a decência
Só interessa ser o primeiro.

Não há o mínimo respeito
Nem fraternidade ao irmão
Finou-se o sentido de razão
Na suja inversão do direito
Gente mandando satisfeito
Dinheiro para salvar ladrão.

Aqueles sonhos de menino
Perderam-se na imaginação
Agora só vive bem o rufião
Cadê um capitão Virgolino
Pra pegar esse tal Genoíno
E capar seu saco com facão!

Ah se o capitão ressuscitasse
Saísse das brenhas do sertão
Valente virado num cancão
E pra quebrar aqui botasse
Essa matilha escorraçasse...
Jesus, devolve-nos Lampião!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pastilhas efervescentes X Doenças cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% dos óbitos no Brasil. Dentre estas, o infarto agudo do miocárdio é a causa principal. Tabagismo, dieta rica em sódio, estresse e sedentarismo são apenas alguns dos vilões da saúde cardíaca.
No entanto, existem outras ameaças que podem afetar principalmente aquelas pessoas que já possuem os fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares, como pressão arterial e colesterol em níveis acima do normal. Entre estas armadilhas escondidas para a saúde do nosso coração existe uma que poucas pessoas sabem: Pastilhas efervescentes.
Pode parecer estranho, mas essas bolhas escondem mais riscos ao coração do que você imagina. Segundo um estudo publicado em janeiro no British Medical Journal, existe uma relação entre as pastilhas e infartos ou AVC. Os pesquisadores da Universidade Dundee analisaram exames médicos de 1,2 milhões de pacientes britânicos e descobriram que tomadores regulares de medicamentos efervescentes eram sete vezes mais propensos a desenvolver pressão alta ou hipertensão, além de correrem um risco 16% maior para eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. O estudo analisou 24 diferentes remédios efervescentes, incluindo os principais analgésicos, como paracetamol e ácido acetilsalicílico, assim como suplementos.
Essa relação acontece porque esses medicamentos possuem grandes quantidades de sódio. Segundo o estudo, algumas pastilhas de 69 mg a 415 mg de sódio -  aproximadamente um quinto de uma colher de chá. O consumo diário recomendado para um adulto é de 2000 mg a 2400 mg, equivalente a 6 gramas de sal. 
Olhando para esses números isoladamente, os medicamentos não parecem oferecer uma ameaça tão grande - afinal, seria necessário ingerir uma quantidade muito grande deles para chegar as recomendações diárias estipuladas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, devemos pensar que esses remédios só agregam à lista de alimentos ricos em sódio que são ingeridos ao longo do dia, como refrigerantes outros industrializados.
Quando em excesso no organismo, o sódio fica acumulado no sangue em vez de ser absorvido pelas células, ocorrendo o que chamamos de desequilíbrio osmótico, visto que há maior concentração do mineral fora das células do que dentro delas. Para equilibrar esses níveis, o corpo precisa de mais água circulando pelo sangue, reduzindo assim as concentrações de sódio. A retenção de água faz o volume de sangue nas artérias aumentar e, por isso, o coração precisa bombear mais sangue do que o normal, aumentando a pressão sanguínea. Quando esse problema se torna crônico, temos a hipertensão arterial, que por si só aumenta o risco de diversas doenças cardiovasculares.
Caso você use medicamentos efervescentes de forma contínua, converse com o médico e discuta seus riscos. Se não, o ideal é não usar com frequência e sempre ficar atento à alimentação de forma geral.
Fonte: Fonte: MINHA VIDA (via newsletter)


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Momento lírico 284

ROSAS E ESPINHOS
 (Karl Fern)

Nas redomas da natureza
Há a perfeição das rosas
Eternamente maravilhosas
Singulares em sua beleza
Seja na alegria ou tristeza
Indelevelmente graciosas.

Cinta de pétalas virtuosas
Jaez em peças multicores
Atilada rainha das flores
Joias mágicas misteriosas
Meigas, plácidas e sedosas
Fiam avalanches de amores.

No brilho de serenas cores
Tatuam felicidade e prazer
Incitam vontade de viver
Exalam genuínos odores
Aliviam mágoas e dores
Fazem o imo rejuvenescer.

Mas sob uma rosa aponta
Osco e ciumento espinho
Cruel, repulsivo e sozinho
Com sua traiçoeira ponta
Lacerar é o que ele conta
Quem ansiava só carinho.

Como rosas, nos caminhos
Do existir de muita gente
Vem um querer de repente
Depois se vai de mansinho
Como pontadas de espinho
Deixa o coração pungente!

O que teria sabor do vinho
Que elevou perto do céu
Pulveriza a doçura do mel
Daquilo que foi seu ninho
Deixa um vivente sozinho
Imerso num amargor de fel.

domingo, 13 de julho de 2014

126 anos...

Morador da Vila Vicentina, em Bauru (SP), desde 1973, José Aguinelo dos Santos nasceu em 7/7/1888, em um quilombo de escravos, no Ceará, pode ser o homem mais velho do mundo. Ele conta que tinha uma irmã que batia muito nele e, ao todo, teve cinco irmãos. O local era grande e não havia camas. Além disso, dormia todo mundo junto e que a mãe era escrava. Mas que um dia ela acordou e não era mais escrava.
Adulto, saiu do Ceará até chegar ao interior de São Paulo para trabalhar na roça. Passou por algumas cidades antes de parar na região de Iacanga. Zé contou que trabalhou em uma fazenda de café e chegou à instituição através dono da propriedade.
Ele adora um prato de arroz e feijão, pouca carne e sem folhagens, e depois de um rápido cochilo. Consome em média um maço de cigarro todos os dias e odeia tomar banho. A psicóloga  do abrigo afirmou que às vezes é impossível levá-lo ao chuveiro.
Com uma saúde considerada perfeita pelos médicos. Zé caminha sozinho e enxerga bem. Não tem colesterol ou diabetes e não é hipertenso. Os únicos medicamentos que o idoso toma são uma vitamina e um comprimido para abrir o apetite, que acaba perdendo com a idade.
Fica muito pouco no quarto. Se não está na área sentado e fumando mais um cigarro, pode ser encontrado no refeitório ou no sofá do salão em frente à televisão ou assistindo as atividades da equipe de Terapia Ocupacional. Nos momentos sozinhos, ele começa a cantar músicas pouco conhecidas, modas da época que ele lembra.
Seu maior amigo é Odilon Camargo, de 73 anos, companheiro de quarto há 15 anos. “Ele para mim é como meu avô. É uma boa pessoa e um grande amigo. A gente conversa e trocamos cigarro também”, avisou.
Fonte: G1


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Momento lírico 283

PRECE
(em rimas cruzadas)
 (Karl Fern)

Siga-me meu caminhar
Segure na minha mão
Acalente meu coração
Com uma canção de ninar.

Sublime minha emoção
Sempre a me iluminar
No que me tente pecar
Ou falhar com meu irmão.

Afaste-me das tentações
Que o mundo me auferir
Não me permita sucumbir
Dai-me força nas provações.

Nunca me deixes mentir
Nem cansar das orações
Defenda-me das aflições
E jamais frágil me sentir.

Sei nunca eu vou chorar
Tua vontade me conduz
Chama que será minha luz
Seguindo por onde passar.

Pelo peso da vossa cruz
Ensina-me graças alcançar
Que eu possa contigo ficar
Guie meus passos, Jesus!

E nesta estrada comprida
Ajude-me a fazer o bem
Sem olhar nunca a quem
Solícita vontade ungida.

Assim eu vou muito além
Ando em paz com a vida
A minha alma protegida
Pelos teus braços, Amém!