quarta-feira, 30 de abril de 2014

Antivírus contra o sarampo

Pesquisadores japoneses e alemães desenvolveram em animais um antivírus que se mostrou muito eficaz no combate a um vírus semelhante ao sarampo e que poderia ajudar, juntamente com a vacinação, a erradicar uma doença que mata dezenas de milhares de pessoas por ano. A doença, altamente contagiosa, mata cerca de 150.000 pessoas ao ano desde 2007.
O novo antivírus, chamado ERDRP-0519l, bloqueia a multiplicação do vírus da cinomose, que afeta animais como cães e furões, e que é muito similar ao causador do sarampo nos humanos. O antiviral administrado oralmente impediu a morte dos animais e permitiu reduzir a carga viral fortemente. Além disso, permitiu que os animais afetados desenvolvessem uma forte imunidade ao vírus.
O aparecimento desse potente antiviral é particularmente animador e sugere que o tratamento pode, não só salvar o indivíduo infectado, como também contribuir para sanar as carências imunológicas da população. O antivírus, barato e fácil de armazenar, pode dar um impulso aos esforços para a erradicação do sarampo, ao conter a propagação das epidemias locais. Além disso, pode ser usado para tratar pessoas próximas a um infectado que ainda não apresentem os sintomas.
No entanto, quando for desenvolvida uma versão para humanos, o antivírus não substituirá a vacina. O medicamento não tem como objetivo ser uma alternativa à vacina, mas sim uma arma complementar nos esforços para eliminar o sarampo. É preciso haver uma taxa de vacinação de pelo menos 90% da população para impedir a transmissão endêmica do vírus. Na Europa, a taxa varia entre 60% e 90%, dependendo do país, enquanto nos Estados Unidos, supera os 90%.
Segundo os cientistas, uma em cada três pessoas que contraem o sarampo e não se vacinam desenvolve pneumonia ou inflamação do cérebro. A próxima etapa da pesquisa será testar a nova molécula em macacos. Nos próximos anos, serão feitos testes clínicos em humanos – provavelmente adolescentes e adultos jovens.

Fonte: UOL

Jaca, a fruta da salvação

Apesar de comum no Brasil, a jaca não é um fruto que se vê com frequência nos carrinhos de compra dos brasileiros. Mas, em um mundo em aquecimento, isso pode mudar. Pesquisadores indianos apontam a fruta como um “milagre” das culturas alimentares: A fruta poderia ser um substituto para alimentos básicos que estão na mira das mudanças climáticas, como o trigo e o milho.
Shyamala Reddy, pesquisadora de biotecnologia da Universidade de Agricultura e Ciências, em Bangalore, na Índia, declarou ao jornal britânico The Guardian: “É um milagre que pode fornecer tanto nutrientes como calorias, tudo. Se você comer apenas 10 ou 12 gomos desta fruta, você não precisa de alimento para outra metade do dia”.
O Banco Mundial e as Nações Unidas advertiram, recentemente, que o aumento da temperatura e das chuvas carregadas podem levar a uma queda de 2% na produtividade agrícola até o final do século, ao passo que a demanda deverá aumentar 14% até 2050. A conta salgada pode mergulhar bilhões de pessoas na fome – um mal que atinge um em cada sete habitantes do planeta.
É aí que a jaca se destaca. Ela é resistente a pragas e mudanças no clima, é fácil de plantar e ainda oferece quantidade elevada de nutrientes, rica em cálcio, potássio e ferro. Mas, apesar do seu enorme potencial, ainda é uma cultura subexplorada, especialmente na Índia, onde ela se originou. Isso está começando a mudar, a medida que os pesquisadores voltam suas atenções à ela. Neste mês de maio, a Universidade indiana vai sediar uma conferência internacional sobre jaca, para discutir seus potenciais de uso no presente e no futuro.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)

Queimadas na Amazônia X Impacto na seca

Um estudo internacional realizado ao longo de oito anos na Amazônia identificou que a floresta é severamente afetada por queimadas em anos de seca, que podem causar uma degradação permanente no bioma. É preciso maior atenção para o controle de queimadas na região, principalmente se as temperaturas estiverem altas.
Conduzida por brasileiros, a pesquisa foi feita na região do Alto Xingu, no Mato Grosso, em um trecho de floresta que foi queimado repetidamente durante o período estudado. Com a ajuda de imagens de satélites, os cientistas analisaram o impacto do incêndio na vegetação e constataram que quando a temperatura estava acima da média e houve redução de chuvas, houve acentuada mortalidade de árvores.
A maior perda de vegetação, um total de 12% da área analisada – equivalente a um milhão de campos de futebol – ocorreu em 2007, quando a temperatura na região de MT ficou 2,5ºC acima da média e o volume de chuvas caiu 20%. Em 2013 o Brasil registrou 115.484 focos de incêndio. Pará, Mato Grosso e Maranhão registraram mais queimadas. As razões variam desde limpeza de pastos, preparo de plantios, desmatamentos e colheita agrícola, disputas por terras e protestos sociais.
Devido ao calor excessivo, o solo fica mais seco e as árvores não conseguem absorver água suficiente para se manterem vivas. Para ficarem mais leves e absorverem menos líquido, elas liberam folhas e galhos. Ao fazerem isto, soltam no chão material combustível para as queimadas – que são causadas pelo homem, seja de forma proposital ou acidental. O fogo prejudica a fauna e a flora nativas, causa empobrecimento do solo e reduz a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas e à aviação.
O excesso de gases de efeito estufa na atmosfera, como o CO2, pode elevar a temperatura em determinados pontos da floresta, como o sul e leste amazônicos, que ficariam mais suscetíveis a incêndios e processos críticos de degradação. Por isso, há a necessidade de incluir as interações entre os eventos climáticos extremos e o fogo, na tentativa de prever o futuro da floresta na nova realidade do clima”.

Fonte: G1

sexta-feira, 25 de abril de 2014

História da educação ambiental

A educação ambiental surgiu na segunda metade do século XIX. Em 1864 foi lançado o livro “Man and Nature” ou “Geografia Física Modificada pela Ação do Homem”, de autoria do naturalista e diplomata estadunidense Georges Perkins Marsh (1801-1882). Dois anos depois, o vocábulo “ecologia” foi proposto pelo biólogo, naturalista, desenhista, médico e professor germânico Ernst Heinrich Philipp August Haeckel (1834-1919) para definir os estudos a serem realizados sobre as relações entre as espécies e seu ambiente, em seu livro “Generelle Morphologie der Organismen (1866)”, composta das palavras gregas oikos = casa e logos = estudo.
Em 1872 oficializou-se a criação do primeiro parque nacional do mundo: “Yellowstone”, nos Estados Unidos da América. O Brasil já  na fase republicana, criou-se o primeiro parque estadual em São Paulo, denominado “Parque da Cidade” (1896). Após isso, veio a criação do Parque Nacional de Itatiaia (1937) e do Parque Nacional do Iguaçu (1939).
No plano internacional, destacou-se em  a publicação do “Estudo da Proteção da Natureza no Mundo (1951)”, organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza – UICN, que havia sido criada em decorrência da Conferência Internacional de Fontainbleau, na França (1948), com apoio da UNESCO. A UICN se transformaria no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA (1972), em razão da Conferência de Estocolmo.
No ano seguinte (1952), um acidente de poluição do ar decorrente da industrialização, ocorrido em Londres, Inglaterra provocou a morte de cerca de 1.600 pessoas. Diante da necessidade de compreender-se esse quadro, realizou-se naquele país, em março de 1965, a “Conferência de Educação da Universidade de Keele”, onde pela primeira vez utilizou-se a expressão “Educação Ambiental” (Environmental Education). Houve recomendação de que a educação ambiental deveria se tornar uma parte essencial de educação de todos os cidadãos.
Fonte: Só Biografias e outros

Luz azul dos Smartphone pode cegar

Pessoas que passam muito tempo ‘vidradas’ em seus smartphones podem estar aumentando os riscos de danos aos olhos, advertem oftalmologistas britânicos. O alerta diz respeito também ao uso excessivo de outros dispositivos como computadores, tablets e TVs de tela plana, que pode provocar danos de longo prazo.
A luz azul violeta que brilha na tela dos smartphones é potencialmente perigosa e tóxica à parte de trás de seus olhos e, por isso, uma longa exposição pode, potencialmente, causar-lhes danos. Testes mostraram que exposição à luz azul-violeta em excesso pode colocar em maior risco de degeneração macular, uma das principais causas de cegueira.
Oftalmologistas afirmam também que, apesar da ‘boa’ luz azul (azul turquesa) ser necessária para ajudar a regular o relógio biológico, acredita-se também que uma longa exposição à luz azul violeta pode afetar os padrões de sono e o humor. Há fortes evidências de laboratório que podem, potencialmente, provar que assa exposição traz problemas oculares.
A combinação de não piscar o suficiente e colocar o dispositivo a uma distância menor do que você normalmente colocaria outros objetos, força a vista e agrava o problema. Longos períodos olhando para as telas do celular e do computador, provocam mais dores de cabeça. A sugestão é fazer pausas regulares quando estiver usando seu computador e dispositivos móveis.
O levantamento, encomendado por um grupo de oftalmologistas independentes, descobriu que, em média, um adulto passa cerca de 7 horas por dia com os olhos fixos em uma tela, e quase metade deles se sente ansioso quando está longe de seu telefone. Estatísticas também sugerem que 43% das pessoas com menos de 25 anos sentem uma verdadeira irritação, ou ansiedade, quando não podem checar seu telefone quando desejam.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


quinta-feira, 24 de abril de 2014

CO2 na atmosfera X Alimentos

Além de acelerar as mudanças climáticas, a concentração de CO2 na atmosfera prejudica também a qualidade nutricional dos alimentos. O aumento dos níveis de dióxido de carbono inibe nas plantas a transformação de nitrato em proteínas.
A assimilação do nitrogênio tem um papel fundamental para o crescimento e produtividade das plantas. Nas plantações que cultivam alimentos, esse processo é especialmente importante porque o nitrogênio é utilizado para produzir proteínas essenciais para a nutrição humana. Somente o trigo, por exemplo, fornece 25% de todas as proteínas indispensáveis para o homem.
A descoberta é preocupante, já que o nível dos gases do efeito estufa na atmosfera não param de subir. Segundo os dados mais recentes divulgados pela Organização Meteorológica Mundial, WMO, a concentração global de CO2 em 2012 era de 393.1 partes por milhão – 2.2 acima do valor medido em 2011.
Desde 1750, época pré-industrial, a concentração global de dióxido de carbono aumentou 141%.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Áreas verdes trazem felicidade

Vida urbana e fadiga mental é uma dupla quase inseparável, mas um passeio no parque pode dar um jeito rápido nesse problema. O efeito do relaxamento foi comprovado por um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos.
Ao analisar os dados de uma pesquisa sobre a saúde e bem estar da população local, os cientistas observaram que os altos níveis de espaços verdes foram associados com sintomas mais baixos de ansiedade, depressão e estresse.
O estudo combina dados de saúde mental com dados de satélite que analisaram como a vegetação estava presente em cada um dos blocos do censo. Eles descobriram que, em todos os estratos da sociedade, as pessoas que viviam em um bairro com menos de 10 por cento de áreas arborizadas eram muito mais propensas a relatar sintomas de depressão, estresse e ansiedade.
O estudo dá credibilidade à “teoria da restauração atenção”, que afirma que mais tempo na natureza restaura a capacidade de concentração e reduz a fadiga mental. A explicação é simples. Cansado de ter que ficar constantemente alerta e consciente aos estímulos do da correria do dia a dia, o cérebro humano se recupera (e põe as ideias em ordem) ao percorrer um caminho repleto de árvores e estímulos naturais.
Dentro dessa lógica, até mesmo visualizar espaços verdes da janela do escritório pode ser reconfortante.
Fonte: Exame.com

É EXATAMENTE O CONTRÁRIO DO QUE PENSAM OS QUE FAZEM A PREFEITURA DE JARDIM DO SERIDÓ, DESMATANDO PRAÇAS E ÁREAS EM TORNO DA CIDADE! INFELIZMENTE A VIDA FUTURA É QUE VAI SER CONDENADA A PAGAR O PREÇO E SOFRER O CASTIGO!

Cuidados para acordar mais bonita

Para potencializar esses efeitos positivos e acordar com uma aparência ainda mais bonita e radiante, deve-se dormir de seis a oito horas por dia. Isso traz ótimos efeitos para a pele e o cabelo e reduz as famigeradas olheiras. Sem contar que a pele fica mais susceptível à absorção de princípios ativos utilizados em cremes hidratantes e antienvelhecimento. 
Evite o sal antes de dormir, não consumindo os seguintes alimentos na hora da ceia: frios e embutidos, macarrão instantâneo, comidas congeladas prontas, molho de soja, salgadinhos de pacote, fast food, entre outros. 
Usar um paninho com chá ou soro fisiológico ajuda a diminuir o inchaço das bolsas nos olhos. Já as receitas caseiras de rodelas de pepino e batata devem ser evitadas porque podem causar irritações na pele. A recomendação popular de deixar a cabeça mais elevada na hora de dormir para amenizar o inchaço no rosto, no dia a dia, não é tão relevante.
O álcool tem ação vasodilatadora e aumenta a liberação de agentes inflamatórios, podendo piorar a flacidez da pele e inibir a absorção de vitaminas e sais minerais. Além disso, pode causar manchas, deixar as unhas mais fracas e favorecer a queda de cabelo. Portanto, em nome da beleza (além da saúde, óbvio), modere no consumo de álcool ao sair para festas e eventos à noite.
A pele precisa estar sempre limpa antes de dormir. A maquiagem cria uma cobertura a mais na pele, podendo elevar a oleosidade local. As impurezas também favorecem o surgimento de cravos e espinhas. Água e sabão não são suficientes - também é preciso usar demaquilante líquido ou na forma de toalhinhas, para livrar qualquer tipo de resquício provocado pela maquiagem.
Depois que a pele estiver limpinha, aproveite para passar cremes hidratantes ou de antienvelhecimento noturnos. Eles são ótimos para acordar com uma pele mais viçosa e saudável. 

Fonte: MINHA VIDA (via newsletter)

terça-feira, 22 de abril de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Momento lírico 268

LÁGRIMA DE FELICIDADE
(Karl Fern) 

Do teu olhar vivo e brilhante
Vertia suave e devagarinho
Cintilado num lírico caminho
Como uma gota de diamante
Um pingo emotivo e radiante
Regando teu sôfrego rostinho.

Como uma pérola de carinho
Num ritual de sensualidade
Tal um colírio de preciosidade
Composto de rutilante vinho
Que ainda sendo pouquinho
Refletia fulgor de felicidade.

Minha unipresente vontade
Foi te abraçar ternamente
Beijar-te apaixonadamente
Numa abençoada insanidade
E no torpor dessa intimidade
Ficar te amando eternamente!


domingo, 20 de abril de 2014

Urbanização X Mudanças climáticas

Os projetos de urbanização de futuras cidades será crucial para reduzir o aquecimento global, apontou um estudo da ONU divulgado em 14/04/2014. A expansão vertiginosa significa oportunidades de bilhões de dólares para as empresas, que vão desde a construção mais sustentável de casas e escritórios até a melhoria das redes ferroviária e rodoviária. É a oportunidade para se associar a arquitetura urbana com a redução do aquecimento global.
O documento informa que cidades ainda a serem construídas podem ajudar o conter o aquecimento global. A expansão urbana entre 2000 a 2030 irá adicionar 1,2 milhão de quilômetros quadrados para as cidades, principalmente na Ásia e na África. Essa expansão significa 110 quilômetros quadrados todos os dias durante três décadas, ou seja, mais de 14 mil campos de futebol todos os dias estão passando de fazendas e/ou florestas para cidades.
As áreas urbanas produzem cerca de 75% das emissões de dióxido de carbono do mundo de energia. Projetos de cidades mais compactas, que reduzem trajetos, aquecimento para poupar energia, transporte público melhor, ciclovias e áreas de pedestres podem reduzir as emissões, principalmente de combustíveis fósseis.
Os obstáculos incluem a falta de regulamentação para o planejamento, especialmente em países em desenvolvimento. A cada semana, a população urbana mundial aumenta em 1,3 milhão. Em 2050, a população urbana deve ser cerca de dois terços de todas as pessoas na Terra.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Mal do Panamá - A história se repete!

O cultivo de banana já foi ameaçado pelo mal-do-Panamá no início do século XX. A doença ganhou o nome do local onde foi observada pela primeira vez, por volta de 1890. Depois de uma década, o mal já havia aparecido na Costa Rica, Suriname, Trindade e Tobago, Cuba, Porto Rico, Jamaica, Honduras e Guatemala.
Entre as décadas de 1920 e 1950, o fungo se espalhou por todas as regiões que cultivam banana na América, chegando ao Brasil. A principal variedade plantada e exportada na época era a gros michel. Nesse período, a variedade do tipo maçã quase sumiu do mercado brasileiro. O mal-do-Panamá devastou principalmente a economia dos países produtores de banana, além de prejudicar os agricultores que dependiam dessa cultura.
Na época, a banana foi salva graças à substituição da gros michael pela variedade cavendish, iniciada na década de 1950. É justamente esse tipo que está sendo atacado agora pela nova raça do fungo. E a previsão é que quem irá sofrer os impactos de uma possível epidemia são os pequenos produtores que abastecem os mercados locais e de subsistência na África e na América Latina.
Segundo a FAO, a banana é a oitava cultura alimentar mais importante do mundo e a quarta nos países em desenvolvimento. Ela é plantada em mais de 135 países, principalmente por pequenos agricultores e para a economia local. Menos de 15% da produção mundial é exportada. Os maiores produtores são Índia, China, Uganda, Filipinas, Equador e Brasil.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


Plantação de bananas em perigo

Uma nova subespécie do mal-do-Panamá ataca a variedade do fruto mais cultivada no globo, a cavendish. No Brasil, a doença compromete mais de 90% das bananas que chegam ao mercado.
O surgimento de uma nova versão do fungo que dizimou plantações de bananas no mundo inteiro durante a primeira metade do século 20 fez a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitir um alerta. Batizada de 4 Tropical (TR4), a nova subespécie do agente patogênico causador do mal-do-Panamá já foi encontrada em plantações na Ásia, Jordânia e Moçambique.
A preocupação é que o problema chegue à América Latina e também ao Brasil. A TR4 é mais agressiva do que as outras versões existentes do fungo. Ela ataca mais de 50 variedades de bananas, como as cavendish, que incluem os tipos nanica e nanicão. As bananas cavendish, líderes no mercado mundial de exportação, eram até então resistentes à essa praga. O fungo ameaça também as variedades prata e maçã. Juntas, essas variedades correspondem a mais de 90% das bananas que chegam aos supermercados no Brasil.
As probabilidades de a TR4 entrar no Brasil, são altas e pode ser questão de tempo. O fungo pode entrar por diferentes vias, como solo contaminado em sapatos, ferramentas, mudas de bananeira – visivelmente sadias, mas infectadas –, além de plantas ornamentais que podem também ser hospedeiras.
O fungo causador do mal-do-Panamá infecta os solos, podendo permanecer na região por até 30 anos. Ele entra nas bananeiras através das raízes e invade seu sistema vascular, causando a sua morte. A planta contaminada raramente produz frutos.
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE BRASIL (via newsletter)


sábado, 19 de abril de 2014

Momento lírico 267

JESUS
(Karl Fern)

Há dois mil anos atrás
Nascia numa estrebaria
Filho de José e Maria
Em meio aos animais
O mais puro dos mortais
Feito homem por Deus pai
De nome bíblico, Adonai
O único sem ter defeito
Tornar o mundo direito
Com sua mensagem de paz
Como só ele era capaz
Por ser o homem perfeito.

Escapou ainda criança
Da sanha do rei Herodes
Como nos poemas e odes
Quatro anos no Egito
Após morte do maldito
Voltou para Nazaré
Com sua família na fé
Cresceu como carpinteiro
Em Séforis foi pedreiro
Capital árabe dos romanos
E com apenas 12 anos
Fez seu discurso primeiro.

Depois da morte de José
Trabalhou com um irmão
Até que apareceu João
Que em nome de Yahvé
Batizando todos na boa-fé
Nas águas do Rio Jordão
Exercendo sua missão
Viu nele o poder divino
E que era seu destino
Batizar o filho de Deus
Salvador dos povos judeus
Como simples peregrino.

Tinha então trinta anos
Entendeu que era hora
Pregar a nova aurora
Livrar o povo dos enganos
Ter seguidores humanos
Pra pregar a Boa Nova
Colocar a palavra à prova
Lições do novo Evangelho
Rever conceitos do Velho
A realização das profecias
Mostrar-se como Messias
O amor como conselho.

Viu a remissão dos pecados
A partir do povo de Israel
Mostrou seu divino papel.
Deu frenéticos recados
Muitos milagres realizados
Passando por várias cidades
Sempre falando bondades
De Nazaré até Samaria
Em Cafarnaum na pescaria
Viu Pedro e o irmão André
Depois Mateus, João, Tomé
Filipe e Judas, que o trairia.

Tomé ascético e Bartolomeu
Tiago Maior e Tiago Menor
Doze apóstolos ao seu redor
Simão Zelota, o  cananeu
Dois Tiagos e Judas Tadeu
Eram seus apóstolos fiéis
Seguiam o Mestre a pés
Pregando os ensinamentos
Compartilhando momentos
Na mais divinal vocação
Na Boa Nova a oração
Na alegria ou tormento.

O seu rebanho crescendo
A palavra fácil ganhando
A lógica de Deus avançando
O povo se convencendo
Mudanças acontecendo
Despertou a inveja de Caifás
Que preferiu Barrabás
Sob o poder de Pilatos
Sem argumentos ou fatos
Pra condená-lo à morte
Sentenciaram sua sorte
Como constam nos relatos.

Era dito nas Escrituras
Pra nos dar a salvação
Com amor no coração
Ele desceria das alturas
Pra salvar suas criaturas
Com seu poder divino
Foi humano desde menino
Adulto fez-se nossa luz
Deixou-se morrer na cruz
Derramou o sangue sagrado
Pondo o mundo abençoado
Esse homem foi Jesus!

Traíram-no pelo dinheiro
Mataram-no sem piedade
Mas pra nossa felicidade
Ficou para o mundo inteiro
Seu ensinamento primeiro
O amor a Deus muito além
E ao semelhante também
Praticar sempre o bem
Sem escolher a quem
Isso jamais terá preço
Desde que houve começo
Pra séculos sem fim, AMÉM.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Momento lírico 266


EROS E PSIQUÊ
(Karl Fern) 

Filho olímpico de Vênus e Marte,
De Psiquê foi apaixonado esposo
Espalhava por toda Terra gracioso
A fecundidade com graça e arte
Enamorar vivos um poder à parte
Divertimento frívolo e especuloso.

Seu ataque invisível e misterioso
Dava desejos em deuses e mortais
Incendiando de irresistíveis sinais
Em um envolvente fervor amoroso
Como um mágico hábil e belicoso
Atirando suas flechas e setas fatais.

Flechando em corações virginais
Provocou inspirações aos poetas
Deixava as criaturas irrequietas
Folgava aprontando ações fatais
Desejos repentinos e passionais
Seja quem fosse, mesmo ascetas.

Brincando com as paixões diretas
Fogoso desde o divino nascimento
Deus Júpiter viu naquele rebento
O instinto belicoso e provocador
Do seu futuro prevendo sabedor
Ordenou seu desaparecimento.

Porém sua mãe, Vênus, o salvou
Nos bosques a deusa o protegeu
Vaidosa quando Psiquê conheceu
Da beleza da mortal se admirou
Invejosa o filho peralta procurou
Pedindo um importante favor seu.

Ferir de amor a recatada donzela
Pelo homem mais feio do mundo
Num acidente casual e profundo
E um fatídico golpe de sorte dela
A flecha disparada pra atingir ela
Repicou e feriu o algoz bem fundo.

Logo naquele primeiro segundo
Viu-se perdidamente apaixonado
Voltou para casa deslumbrado.
No dia seguinte, só e rubicundo
Dominado, resoluto e facundo
Pediu a Zéfiro dá-lhe um recado.

Precisava com ela ficar casado
Como um Deus tinha a condição
Ela teria divinamente sua afeição
Mas não veria o rosto do amado
Pois só a noite ele seria chegado
Mantendo o leito de lúdica união.

Invisível pra esposa desde então
Psiquê vivia intensa felicidade
Mas movida pela curiosidade
Foi envolvida em uma tentação
Acendeu uma luz na escuridão
Pra ver o rosto de sua deidade.

De repente ficou na orfandade
Rapidamente o encanto acabou
Tudo em sua volta desmoronou
Mas como a amava de verdade
Ele pediu a Júpiter sua piedade
Para imortalizá-la ele implorou.

Júpiter assim deles se apiedou
Resolveu atender aquele pedido
Que mesmo achando descabido
Trazer a mortal Mercúrio mandou
Em imortal a jovem transformou
Devolvendo a felicidade a Cupido.

O que era casamento proibido
De um deus com simples mortal
Tornou-se um evento celestial
O Olimpo aclamou o acontecido
Vênus, vendo seu filho querido
Também abençoou o novo casal.

OBS: 1 - Cupido dos romanos e Eros dos gregos;
2 - Eros e Psique, fotos de frente e de trás da escultura
de Antônio Canova, no Museu do Louvre, em Paris.