sábado, 5 de outubro de 2013

Ambiente x Educação!

Milhões de reais destinados à despoluição de rios nas cidades poderiam ser economizados se os governos tivessem investido efetivamente no tratamento de esgoto e a sociedade brasileira mudasse padrões culturais.
A falta de saneamento básico e a ausência de mata ciliar nos rios e nascentes têm levado algumas regiões ao colapso. A situação das bacias e rios é desesperadora e o Sudeste é uma das que mais sofrem com as consequências desse cenário.
A população desses estados perde o efeito regulador de clima proporcionado pelas florestas. É esse serviço que, no período de seca, faz com que a vegetação contribua para manter o nível dos lençóis freáticos e, na época de chuva, evita a erosão de encostas. Por exemplo, nunca se viu secas tão extremas no Rio Grande do Sul como tem ocorrido nos últimos anos, com produtores enfrentando problemas graves e tendo que receber água de caminhão-pipa.
Em todas as capitais dos 17 estados que abrangem a Mata Atlântica há rios contaminados. A perda da mata ciliar tem gerado grandes contaminações provocadas por restos de metais pesados dos chorumes, substâncias que vêm de cemitérios e que o subsolo acaba levando para os rios.
Nas áreas rurais o problema é o uso intenso de agrotóxicos que acabam chegando aos rios, e, nas zonas urbanas, a falta de tratamento de esgoto, a poluição e os resíduos lançados a céu aberto.
Nas cidades os brasileiros não mostram preocupação com a escassez de água e nem com o desperdício. É um luxo cultural negativo do Brasil, que acha que tem muita água. Precisamos lembrar que a água não é distribuída igualitariamente, por exemplo. A gente vive a cultura da abundância e do desperdício: canta no chuveiro, lava calçadas, brinca no tanque. Mudar esse comportamento é muito difícil.
Só um programa sério de educação do nosso povo poderia reverter esta situação. Mas educação não parece ser, nem de longe, uma preocupação séria dos nossos governantes. Mas isso é uma outra questão e de uma triste realidade! E as gerações futuras pagarão com muitas agruras os maus costumes e as faltas de ações preventivas dos governos de hoje!
Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE (por newsletter)


Energia eólica

Mais barata, este tipo de fonte energética tem registrado forte expansão mundial. Nunca foram construídas tantas unidades de produção de energia eólica no mundo como em 2012, de acordo com um relatório divulgado na semana passada em Bonn, no oeste da Alemanha, pela World Wind Energy Association (WWEA, sigla em inglês para Associação Global de Energia Eólica).
A capacidade total das unidades eólicas construídas no ano passado chegou aos 45 gigawatts (GW), enquanto em 2011 havia sido de 40. Segundo Stefan Gsänger, secretário geral da WWEA, a capacidade eólica instalada no planeta somou 282 GW em 2012. O número cobre 3% da demanda mundial de energia. O documento da WWEA ressalta que os investimentos no setor são constantes – no ano passado, recebeu 60 bilhões de euros no mundo todo.
Os líderes da expansão são a China e os Estados Unidos. Só no ano passado, os dois países construíram usinas capazes de gerar, juntas, 13 gigawatts. Atualmente, a China tem potencial para gerar 75 gigawatts, sendo a líder de produção de energia eólica no mundo. Os EUA vêm em segundo lugar, com capacidade instalada de 60 gigawatts. A Alemanha ocupa o terceiro lugar, com capacidade instalada de 31 gigawatts.

Fonte: Revista Eletrônica AMBIENTE (por newsletter)