terça-feira, 17 de setembro de 2013

O que fazer com a água que sai da fossa?

A água que sai da fossa ainda é muito perigosa, principalmente em termos do número de micróbios presentes, e, portanto, não pode ser utilizada diretamente na horta nem lançada em cima do terreno ou dentro do açude ou barreiro.  Deve ser ou infiltrada no terreno através de poços sumidouro, galerias de infiltração ou tratada com o uso de filtros de pedra (Ver matéria neste blog: http://professorcarlosfernandes.blogspot.com.br/2012/05/uma-fossa-septica-padrao.html).  Em áreas rurais é preferível a infiltração no terreno.
Os tanques ou fossas sépticas, sozinhas, embora muito conhecidas e difundidas nos países em desenvolvimento e utilizadas em vilas e pequenos loteamentos, por exemplo, não representam sequer uma boa solução para a destinação das excretas na forma de esgoto. São soluções de caráter temporário nas zonas urbanas e de caráter mais permanente na zona rural.  São, ainda, soluções de custo relativamente elevado para uma grande parcela da população desses países, o que muitas vezes torna seu uso proibitivo (profundidades de 6 a 10 metros).  A grande quantidade de água utilizada nas descargas de água torna o volume útil grande demais e o uso de placas de concreto tornem o custo da construção muito elevado. 
Alguns autores e, principalmente, agências internacionais de financiamento como o Banco Mundial têm sugerido muitas alternativas mais econômicas de projeto, entre as quais a fossa absorvente/ sumidouro mostrada na Figura, que recebe diretamente os esgotos provenientes da privada provida de bacia sanitária selada hidraulicamente.  Esses dispositivos, normalmente, requerem uma descarga de somente 1 a 3 litros ao invés das bacias convencionais que requerem entre 10 e 20 litros.
 A fossa absorvente é construída em alvenaria de tijolos espaçados que permitem o contato direto do esgoto com o solo e não dispõem de laje de fundo.  Só podem, no entanto, ser usadas em locais onde a água do subsolo não é utilizada para abastecimento através de poços ou em locais onde existam poços mas sempre a montante da fossa a uma distância de segurança da ordem de 40 m.  Essa regra de segurança deve ser, de fato, obedecida para qualquer dispositivo de destinação de excretas, mesmo nas fossas revestidas, pois sempre há o risco de rompimento das paredes. 
Fonte: FERNANDES, Carlos. SANEAMENTO NO MEIO RURAL, UFPB, 1998


Momento lírico 202

SERIDOENSE DE FÉ
(Karl Fern)

Seridoense filho da terra
Nasce admirando a serra
Venerando o céu acima.
Namora o fio do horizonte
Pois de lá provém a fonte
Daquilo que mais o anima.

Vêm as nuvens pelo céu
Com a chuva como troféu
Pra regar o seco torrão.
E a noite vem luminosa
A lua cheia esplendorosa
Emocionando o coração.

Na sua casinha modesta
Sua família é sua festa
A amada e os filhos seus.
Essa alma sem maldade
Em sorrisos de felicidade
Vai dando graças a Deus!