segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Momento lírico 190

CENAS OPOSTAS
(Karl Fern)

Não há cena mais preciosa
Que uma mulher sorrindo
Lágrima dos olhos fluindo
Numa face feliz e mimosa
Caindo brilhante e graciosa
Coloridos raios refletindo!

Ternura no rosto festejada
Olhar ingênuo e cantante
Alegria feminina cativante
Uma respiração sossegada
Feliz sentindo-se amada
Nos braços do fiel amante.

No sublime véu da bondade
Tem singelo dom natural
Um ser único e especial
Exemplo de serenidade
Encanto com maviosidade
Pra sempre um ser virginal.

Não há cena mais chocante
Que uma mulher chorando
Lágrima sofrida escoando
Riscando doído semblante
Viva infelicidade gritante
Desassossegada soluçando!

Quem só queria ser amada
Cândida confiança traída
No amor próprio ferida
No imo da alma maculada
Sacra intimidade violada
Pela violência agredida.

No aflito véu de tristeza
Refém de cruel desatino
O dócil coração feminino
Segue forte por natureza
Não desvirtua sua beleza
Mesmo sem paz no destino.
Fonte: MINHA RIMAS II


Momento lírico 189

O CAUSO DO FIM DO SOL
(Karl Fern)

Este é um “causo” radiofônico
Repente gracioso e irônico
Que faz rir quem escuta
Como diria uma velha tia
Quando algo lhe divertia
“Danou-se, tá com a brucuta!”

Em importante entrevista
Do saudoso Geraldo Batista
Na antiga Rádio Borborema
Com o meteorologista Mário
Ilustre metre universitário
Onde o tempo era o tema.

A certa altura do programa
Dando um novo panorama
Querendo desfazer enganos
O entrevistador curioso
Perguntou se o sol poderoso
Apagaria num milhão de anos!

Então o professor respondeu
Que um engano aconteceu
Essa teoria tinha senões
Que cientistas recalcularam
E recentemente anunciaram
Que só daqui a cinco milhões.

Geraldo Batista espantado
Com aquele jeito engraçado
Assim era no seu convívio
Comentou com sábia ironia
De quem daquilo escaparia
“Ufa professor, que alívio!”
Fonte: MINHAS RIMA II