sábado, 24 de agosto de 2013

Momento lírico 187

TU ÉS...
(Karl Fern)

Minha rosa, minha açucena
Minha adorável pequena
A mais brilhante das flores
Dona de meus doces sonhos
Dos pensamentos risonhos
Princesa de raros amores.

Pra sempre minha amada
Minha eterna namorada
Aquela fada encantadora
Nunca serás esquecida
És a mulher mais querida
Minha musa inspiradora.

Com teus cabelos morenos
Nem grandes nem pequenos
Lascivos lábios cor de rosa
Com esse olhar inocente
O teu perfume envolvente
És de longe a mais mimosa.

E antes que me esqueça
Mesmo que eu não mereça
Guarde naquele cantinho
Lembrança do meu contato
Com muito amor e recato
E o mais dadivoso carinho.
 (*) Do meu livro MINHA RIMAS II


Momento lírico 186

TRAJES PASSADOS
(Karl Fern)

Mulheres de antigamente
Dos nossos antepassados
Tinham roupões recatados
Nem lembradas atualmente
Naquele vestuário diferente
Usavam trajes engraçados.

As casadas principalmente
Cobriam tudo desde o gogó
No cabelo faziam um cocó
Vestiam atrás e na frente
Sujeito morria de contente
Se avistasse um mocotó.

Vestidos eram inteiriços
Sobre anáguas unicolores
Uns estampados de flores
Um grande riri corrediço
Se fosse fazer um serviço
Era meia hora de horrores.

Manga da blusa comprida
Pra ninguém ver o suvaco
E do colo nem um naco
Com grande gola fornida
Naquele abafado contida
A mulher fedia a macaco.

Por baixo do longo vestido
Com califons ou corpetes
Mais espartinhos ou coletes
Pra cintura fazer sentido
Com o ventre comprimido
Preso por fortes colchetes.

Que dizer de uma calcinha
Tinham fendinhas de lado
Com um lacinho amarrado
Rodeadas com cianinha
Podia ter bico ou rendinha
Com retrós bem costurado.

Elásticos prendiam o cós
E lá bem perto do joelho
Antes se viam no espelho
Após empoar castos pós
Fechavam por entre ilhós
Com cordões feito relhos.

Mulher jovem e vaidosa
Lá no meu antigo Seridó
Sofria mesmo de dar dó
Tinha de parecer mimosa
A verdadeira luta dolorosa
Era pra sair do caritó!
 (*) Do meu livro MINHA RIMAS II


Momento lírico 185

DEPOIS DO FIM...
(Karl Fern)

Assim são muitos amores
Parecem nuvem de flores
Com o tempo tudo passa
O que se pintava perfeito
De repente fica desfeito
Fica um rastro de fumaça.

E o que parecia eterno
Como início de inverno
O mundo esfria e termina
Todo verde amarelece
Dura tristeza reaparece
O que era vivo amofina.

O céu perde o colorido
O dia fica mais comprido
Mente flui em andanças
Flashes e sutis lampejos
Da satisfação dos desejos
Voam lindas lembranças.

Passam íntimos segredos
Vividos acima dos medos
No idílio da felicidade
Oque começou acabou
O que finalmente restou
Foi um paiol de saudades.

 (*) Do meu livro MINHA RIMAS II