quinta-feira, 18 de julho de 2013

Momento lírico 176


VERSOS NA AREIA
(Karl Fern)

Escrevi um poema na areia
Ouvindo som da maré cheia
Pranteando árduo desgosto.
A brisa soprou-me o enredo
Por entre frestas do penedo
Mimando a derme do rosto.

Suspirei num lamento vago
Tão triste quanto cansado
Desatento e sem fantasias.
Infesto limbo de desamor
Pintei o transe da minha dor
Em soltos versos de poesias.

Quisera que uma onda serena
Da que apagou meu poema
Apiedasse de minha aflição
Sorrateira e delicadamente
Apagasse definitivamente
As mágoas do meu coração.

Este poeminha faz parte da projeto MINHAS RIMAS II,
para a qual estou a busca de patrocínio!


Florestas

As principais florestas do planeta rumam para a extinção. Extremamente vulneráveis, as florestas estão perdendo a batalha. A cobertura verde, que já ocupou 46% da superfície terrestre, vem sumindo de forma gradativa – com maior velocidade nos últimos 50 anos.
Atualmente, ocupa 31% do planeta, segundo o Relatório Estado das Florestas, publicado em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU). O documento também revela que a taxa média líquida de perda de florestas está em 5,2 milhões de hectares por ano.
Os dados levam a uma constatação óbvia: muitas florestas perderam áreas significativas e caminham para a extinção, enquanto outras aparecem apenas em registros literários. São justamente os livros que ajudam a entender esse desfecho.
Fonte: Terra

Municípios x Saneamento básico

Dados inéditos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios não possuíam, em 2011, uma política municipal de saneamento básico. A estatística corresponde a 3.995 cidades que não respeitam a Lei Nacional de Saneamento Básico, aprovada em 2007. A maioria (60,5%) não tinha acompanhamento algum quanto às licenças de esgotamento sanitário, além da drenagem e manejo de águas pluviais urbanas e do abastecimento de água. Em quase metade das cidades do país (47,8%), não há órgão de fiscalização da qualidade da água.
Segundo a "Pesquisa de Informações Básicas Municipais", 1.569 cidades possuíam políticas dessa natureza, isto é, 28,2% dos 5.564 municípios brasileiros. A Lei 11.445, que dispõe sobre diretrizes nacionais para o saneamento básico, determina que todas as cidades devem elaborar seus respectivos planos municipais. O decreto diz ainda que as prefeituras precisam estabelecer mecanismos de fiscalização quanto ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, entre outros. No entanto, 4.060 municípios (73%) ainda não aprovaram normas neste sentido, para qualquer um dos serviços de saneamento básico.
Entre as cidades que têm estrutura específica, isto é, gestores públicos responsáveis por ações referentes ao tema, 768 (48,9%) definiram metas e estratégias por meio de planos municipais devidamente aprovados pelo poder legislativo local. Já 759 municípios (48,4%) utilizavam prestação de serviços e/ou realizavam processo licitatório. Menos da metade (46,1%) das cidades que possuem planos municipais de saneamento básico direcionam esforços para ações emergenciais e de contingências.

Fonte: JORNAL DO ENCANADOR ( http://www.jornaldoencanador.com.br/)


Óleo de cozinha usado

O óleo de cozinha usado, quando descartado diretamente na rede pública de esgotos, polui córregos, riachos, rios e o solo, além de danificar as instalações hidráulicas. Quando lançado no solo, no caso do óleo descartado em aterros sanitários ou acumulado nas margens dos corpos de água, pode levar à impermeabilização do solo e à contaminação dos lençóis freáticos.
Para evitar estes problemas, o ideal é que o óleo seja coletado e armazenado e posteriormente enviado para cooperativas. Reaproveitado, ele pode servir como matéria-prima para diversas aplicações como na fabricação de sabão e detergente, produção de resina para tintas e de glicerina, ração animal, graxas e até como biodiesel.
Solução para descarte correto já é usada em prédios residenciais de algumas cidades brasileiras. Trata-se de uma prumada com tubos de cobre de 35 milímetros, incluída no projeto construtivo e direcionada unicamente para receber o óleo de cozinha usado. Na área comum de cada andar, ou mesmo na área de serviço do apartamento, há um ponto de coleta com uma tampa, para evitar o retorno de mau cheiro, que é o local que dá acesso à tubulação. A tubulação direciona o óleo para um tambor de recolhimento, localizado na parte térrea.
O uso da tubulação de cobre é por sua resistência a alta temperatura, comum ao óleo no momento do descarte. A manutenção do sistema é simples, bastando a cada seis meses, despejar água quente pela tubulação para realizar sua limpeza.
Esta é uma solução, no entanto, que só faz sentido em edifícios, por unificar o local de coleta de vários moradores, para gerar um alto volume. Em residências unifamiliares, o baixo volume utilizado não justifica a inclusão de uma tubulação para levar o óleo a um reservatório.
Fonte: JORNAL DO ENCANADOR ( http://www.jornaldoencanador.com.br/)