terça-feira, 16 de abril de 2013

Momento lírico 161


A DOR DE UM POETA (*)
(Karl Fern)

Que faz um poeta sozinho
Distante de sua amada!
Fita perdido a calçada,
Na mente um redemoinho,
Só pensa ficar pertinho
Mesmo que não diga nada.

Sua voz fica calada,
No olhar vê-se o tédio,
Pra ele não tem remédio,
A solidão é malvada,
A luz do dia é parada,
Não há brisa nem assédio.

Quem sabe por intermédio
De uma ordem telepática,
Uma raiz matemática,
Lhe mostre um termo médio,
Que seja o tal remédio
Pra tamanha problemática.

Uma ilusão emblemática
Revolve a imaginação,
Acelera o coração
Numa esperança apática.
Uma miragem lunática.
Logo vem a frustração.

A dor da separação
O corrói como ferida,
Uma emoção perdida,
O choro de uma canção
E clama com aflição
Por quem já é sua vida!

(*) Poema constante da orelha esquerda do livro "Minhas Rimas"


Mosquitos nas tempestades

Uma única gota de chuva pode ter até 50 vezes o peso de um mosquito. Se o inseto tivesse o tamanho de uma criança, isso seria o equivalente à gota ter o peso de um carro. Pesquisadores do Instituto Georgia de Tecnologia, nos Estados Unidos, foram investigar como isso acontece e descobriram que raramente os insetos morriam, mesmo sob uma tempestade artificial. Isso porque o corpo deles não deixa que a água se aproxime. Há uns pelinhos em suas asas, que ajudam a repelir a gota se ela vier em velocidade baixa.
Outras gotas de chuva, porém, podem afetar o voo do animal: às vezes ele leva um “empurrão”, mas continua sua rota. Gotas rápidas e maiores podem bater com força, fazendo com que o bicho comece a cair.  Mas seu exoesqueleto forte e o corpo do mosquito é tão leve que a gota, mesmo após bater nele. E o mosquito normalmente consegue sair da partícula de água e voltar para o seu caminho. O maior perigo acontece quando ele está voando baixo. Nesses casos, se for pego pela chuva, pode ir ao chão antes de se recuperar.
O estudo do comportamento dos mosquitos, segundo os pesquisadores, para entender como esses insetos voam pode ajudar a desenvolver robôs voadores. E geringonças assim serviriam, por exemplo, para vigiar lugares em que humanos não conseguem chegar.
Fonte: FOLHA.COM (08 / 04 / 2013)


Minha Rimas - PREFÁCIO

Eu sempre fui admiradora das artes escritas como contos, poemas, sonetos e cordéis e MINHAS RIMAS é uma viajem pelo mundo da poesia de Karl Fern.  É o primeiro trabalho de um professor que até seus sessenta anos de idade não havia escrito um verso sequer, apesar de ser admirador das frases rimadas e de acalentar dentro de si, o sonho de fazê-lo! Carlos Fernandes sempre teve habilidade com as palavras e transformá-las em versos foi só uma questão de tentar!
Falar sobre MINHAS RIMAS é uma tarefa fascinante pra mim, pois tive a honra de assistir ao nascimento de um poeta! Carlos Fernandes é para mim um exemplo de que nunca é tarde para tentar, nunca é tarde pra começar, nunca é tarde pra realizar um sonho. Como um poeta eclético, hoje é autor de centenas de poesias abordando vários temas do cotidiano, como políticos, saudosistas, humorísticos e os românticos que são a sua marca maior!
Assim sendo convido, o prezado leitor a viajar comigo e mergulhar nestas páginas de poesias onde será levado a refletir, a sorrir e a se emocionar. Feliz por tê-lo incentivado a criar essa obra! Prazer em apresentar um trabalho de tanto bom gosto, de um grande poeta e, hoje, um grande amigo!
Suênia Leôncio, março/2013