sexta-feira, 5 de abril de 2013

Só sei que era assim... - 15

Uma vaidade masculina na moda dos anos 60: 
Camisas Volta ao Mundo
Era a camisa da festa!
Elas eram inovadoras, pois eram confeccionadas no mais puro poliéster, era a carta de alforria da mãe da família: não precisavam ser engomadas. Mas não vingou! As tais camisas faziam o cidadão transpirar excessivamente e retinham o suor do corpo, gerando um mal cheiro permanente e, pior, nos tempos que ainda não existiam os desodorantes. Coisas do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça!


Só sei que era assim... - 14

Sonho de consumo dos anos 30-50: uma radiola!
Como curiosidade, o alemão Emile Berliner foi o inventor do gramofone, um tipo de toca discos, em 1887. O gramofone foi o primeiro aparelho que reproduzia sons de discos, que também foram criados por Berliner.
Já os primeiros discos utilizados para registrar sons eram feitos de uma matriz de zinco. Para a gravação, o disco era coberto com uma mistura de cera de abelha com benzeno. Os sons eram registrados com o movimento de uma agulha no disco. Após a gravação ser concluída, o disco era banhado em ácido crômico, que corroía a parte onde a cera fora raspada pela agulha. Na parte corroída eram criados sulcos, deixando os discos com a característica marca em espiral, onde eram gravados os sons. Foi a partir do uso dessa matriz que deixou de ser necessário cantar uma música toda vez que se tivesse o desejo de gravá-la.
Para tocar o disco e encantar a todos com as melodias nele gravadas, era preciso acionar o gramofone manualmente, por uma manivela.
O termo gramofone foi inspirado no nome da empresa que Berliner criou em 1897, a Gramophone Company. E popularmente, ficou conhecido como Vitrola.
Uma grande homenagem feita à Berliner foi que o apelido de seu tão famoso invento, grammy em inglês, deu origem a um dos maiores prêmios da música, o Grammy Awards. Sendo o troféu, uma réplica do gramofone de Berliner.

Biografias de brasileiras - 21

Maria Quitéria de Jesus Medeiros (1792 - 1853)
Patriota brasileira nascida no sítio do Licorizeiro, no arraial de São José de Itapororocas, BA, que se distinguiu nas lutas pela consolidação da independência, inclusive tomando parte em várias batalhas contra os portugueses. Filha primogênita de um fazendeiro da região, Gonçalves Alves de Almeida e de Quitéria Maria de Jesus, aos dez anos ficou órfã de sua mãe e assumiu a responsabilidade de cuidar da casa e de seus dois irmãos. Embora dotada de rara inteligência permaneceu analfabeta, mas aprendeu a montar cavalos e usar armas de fogo.
Deflagradas as lutas pró-independência (1822) enviou mensageiros no intuito de arranjar dinheiro e voluntários para as tropas e pediu ao pai permissão para seu alistamento. Pedido negado foi para casa de sua irmã Teresa e de seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros e com a ajuda deles, cortou o cabelo e vestiu-se de homem e foi para Cachoeira, onde se alistou com o nome de Medeiros no Batalhão dos Voluntários do Príncipe, chamado de Batalhão dos Periquitos, por causa dos punhos e da gola verde de seu uniforme.
Depois de duas semanas foi descoberta pelo seu pai que andava a sua procura, mas o major Silva e Castro não permitiu que ela fosse desligada em virtude de sua facilidade em manejar armas e por sua reconhecida disciplina militar. Tornou-se exemplo de bravura nos campos de batalha e foi promovida a cadete (1823) e condecorada no Rio de Janeiro com a Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul (1823) em uma audiência especial, onde recebeu a medalha das mãos do próprio imperador, D. Pedro I. Reformada com o soldo de alferes, voltou à Bahia com uma carta do Imperador ao seu pai pedindo que ela fosse perdoada pela desobediência. Perdoada pelo pai, casou-se com um namorado antigo, o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha, Luísa Maria da Conceição.
Viúva, mudou-se para Feira de Santana, para tentar receber parte da herança do pai que havia falecido (1834). Desistindo do inventário mudou-se com a filha para Salvador, onde morreu quase cega em total anonimato, em Salvador, Bahia.
Fonte: SÓ BIOGRAFIAS (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/)


Reflexão: A idade de ser feliz

     Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.
Fonte: Autor Desconhecido (publicado no Blog Bira Viegas, em 02/04)


Humor: O "causo" da bufa na missa!

Muito popular, o saudoso Zé Inácio era muito querido em Santana do Seridó, principalmente por suas loucuras inofensivas e sua sinceridade. Neurótico incurável da II Guerra Mundial, tinha crises de loucuras constantes e sempre procurava se defender do ataque imaginativo dos “tedescos”, inclusive rastejando por dentro do catingote nos momentos mais agudos. Apesar da triste realidade, seus surtos muitas vezes eram motivos de diversão, como acontece com a maioria das vezes com os “perdidos do juízo = doidos”!
No entanto este episódio não teve nada com sua neurose. Certa vez ele estava assistindo uma missa na capela de Santana do Seridó (uma vez por mês vinha o vigário de Parelhas rezar uma missa na capela do então povoado!), quando bem no meio da celebração soltaram uma bufa cavalar, daquelas ditas “esfria papa”, que sai queimando o bocal gaiteiro, mas totalmente silenciosa. Fede mais que fogueira de enxofre no inferno! E quando Seu Zé Inácio começou a sentir o fedor não aguentou e gritou no meio dos fiés:
- Minha Nossa Sinhora! Quem foi o “gotinha” que sortô uma mulesta dessa?
Era assim que ele costumava chamar, vamos dizer, os não muito amigos: Gotinha! E aí já viu, né! A perturbação na cerimônia foi geral. O padre, como conhecedor de todos tentou pacificar a assembleia, gritou lá do altar:
- Calma Seu Zé Inácio! Tenha calma pelo amor de Deus!
E Seu Zé, na agonia da catinga, respondeu:
- Carma o que, Padre! Vem pra cá pr’onde eu tô! Vem aguentar também essa mulesta dos cachorro, pra ver se você fica carmo!...
E a bagunça continuou ainda por muito tempo...