sexta-feira, 29 de março de 2013

Momento lírico 155

NEM TUDO!
(Karl Fern)

Na vida nem tudo são flores
E também não só espinhos
Areje seus próprios caminhos
Relegue nítidos dissabores
Pinte o céu em suaves cores
Abrace com mais carinhos.

Sorria com ilimitada alegria
Ame com máxima liberdade
Não seja escravo da vaidade
Sonhe o mundo em harmonia
Nunca esqueça a cortesia
Não despreze uma amizade.

Procure ser mais paciente
Pense na hora que rezar
Não despreze por desprezar
Ou pense ser autossuficiente
O mundo é de toda gente
E não é um grande bazar.

Respeite pra ser respeitado
Procure ser mais tolerante
Faça sua biografia marcante
Sinta-se por Deus abençoado
Contente-se com seu legado
Siga passo a passo adiante.

Ajude quem não pode dividir
Sem ser doador de esmola
Não faça da preguiça escola
Ensine a quem quer progredir
Anulando o que quer impedir
A saída de uma virtual gaiola.

Mantenha a vida com prazer
Sem pensar em ser um santo
Aproveitando todo encanto
Que o mundo pode trazer
Sem nunca ter que fazer
Carentes caírem em pranto!

29 de março: Fundação de Salvador-BA

Em 1536, chegou, à região, o primeiro dos donatários portugueses criados com a instituição do sistema das capitanias hereditárias, Francisco Pereira Coutinho (~1490-1547), que recebeu a capitania das mãos do rei português D. João III ( 1502-1557). Coutinho fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha.
Em 29 de março de 1549, pela Ponta do Padrão, chegou o primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa (~1500-1573), com sua comitiva de mais de mil pessoas, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasceu assim a cidade hoje denominada de Salvador, fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, que foi capital do Brasil até 1763. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do governador-geral do Brasil.
Hoje Salvador é a cidade-sede da Região Metropolitana de Salvador, popularmente conhecida como "Grande Salvador". A Grande Salvador compreende outros doze municípios na área metropolitana: Camaçari, Candeias, Dias d'Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Mata de São João, Pojuca, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Simões Filho e Vera Cruz. Com mais de 3 milhões e meio de habitantes, é terceira maior cidade brasileira, a sétima região metropolitana mais populosa do país e uma das 120 maiores do mundo.
Fonte principal: WIKIPÉDIA

As "quartinhas"

Quem nunca chegou com sede e bebeu água dormida de 
uma quartinha dessas, em um copo de alumínio e, 
de quebra, traçando no dente  um pedaço 
de rapadura, não sabe o gosto da
água mais deliciosa do mundo!

A data da Páscoa

A Páscoa, a festa da Ressurreição para a Cristandade, tem a sua data definida de maneira muito peculiar. Inicialmente era festejada em coincidência com a festa judaica sobre a fuga do Egito, o Pesach, pois esta era também o período da crucificação e ressurreição de Cristo. Por volta de meados do século II a Páscoa já era comemorada por muitos no domingo seguinte ao Pesach.
Foi no Primeiro Concílio de Nicea (325 d.C.), no exercício (314-335) do 33° papa, Silvestre I, que se estabeleceu que a data da Páscoa seria unificada em toda a Igreja. Para esta festa seria escolhido o que hoje em dia é o primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera no hemisfério norte (no hemisfério sul é outono). Se a lua cheia é exatamente no domingo, usa-se o domingo seguinte. Tal data foi solidificada por decreto do papa Gregório XII, em 1582.
Desta forma, a Páscoa só pode ocorrer entre os dias 22 de março e 25 de abril. Ela é usada para se calcular várias outras datas santas, como a Quarta-Feira de Cinzas (46 dias antes) e Pentecostes (sete semanas depois). É por isso que a Páscoa cai em dias diferentes a cada ano!
Vale lembrar que a lua cheia referida no cálculo eclesiástico não é a mesma observada pela moderna astronomia, mas a definida pelas tabelas eclesiásticas, extremamente antigas, que não levam em conta toda a complexidade do movimento lunar. Isto faz com que eventualmente a data astronômica não coincida com a religiosa.