terça-feira, 5 de março de 2013

Medicamentos orais

Por vários motivos que podem fazer mal à saúde ou perder sua eficácia, nunca se deve to-mar o medicamento acompanhado de líquidos com sabor, com alimentos, bebidas alcoólicas, antiácidos ou também a seco. SEMPRE TOMAR O COMPRIMIDO COM ÁGUA!
Também nunca devem ser triturados ou retirar o conteúdo da cápsula e ingerir apenas o pó! Os únicos comprimidos que podem ser cortados ao meio são aqueles que possuem uma linha no meio, desenhada inclusive para facilitar o corte.
As medicações em gotas também são melhor absorvidas quando diluídas em água, em vez de pingadas direto na língua ou dadas em colher. Nunca tomar a medicação fora do horário e obedecer se devem ser ingeridos em jejum ou não.
Se você for mulher, quando em consulta médica não esqueça de avisar seu médico se toma anticoncepcional, pois existem combinações que reduzem a eficácia do anticoncep-cional ou da outra medicação.
Fonte: MINHA VIDA (por e-mail!

Momento lírico 146

UM CAUSO RIMADO
(Karl Fern)

Meu cumpádi, meu bichim
Vim aqui pra ti contá
Um causo desse de lascá
Mais eu conto mermo assim
Dizeno tim-tim pru tim-tim
Sem os nome certo falá
Pode arquém se zangá
Num gostá da ingrisia
E com toda sua famia
Vim querê me processá
E pra num me complicá
Num vô nem dizer o dia!

O causo é que Chico casô
Com Maria aqui em Jardim
E como tinha um sitiozim
Pra morá lá se programô
Com Mestre Ciço  viajô.
Maria parecia preparada
Pra infrentá a empeleitada
Com o gosto da mãe e pai
Pois se houvesse arguns ai
Ela num era de recuada
E que tava bem casada
Um rapais bom pra carai!

Mais num foi bem assim
Que a coisa aconteceu
Pois quando escureceu
Ela foi pra cama de capim
E lá vinha o noivo doidim
Com a lamparina na mão
Quando ela viu o formão
Qui o marido trazia armado
Ela disse “sai pra lá danado!
Deus me live, isso tudo não!
Depressa levantô do coxão
Pra corrê pra quarquer lado

E pela porta da cuzinha
Fugiu qui nem bala pegava
Ouvia que Chico gritava
“Vem cá minha danadinha
Dêxe de ser tão bestinha!”
E atravessou o catingote
Bebeu toda água do pote
Quando na sua casa chegô
E a mãe lhe preguntô
O que tinha acontecido
Ela disse “Meu marido
É um cavalo, Nosso Sinhô!

“Pode acabá o casamento
Num vorto prá lá mais não
Prefiro caí morta no chão
Qui ter esse passamento
É o diabo, é um jumento
Vai meter no rabo do cão
Parece o cabo do enxadão
Não mãe, pelo seu amô
Eu fiz coma sinhora insinô
Se eu ficasse era isfolada
Na certa era morte matada
De jeito nenhum eu lá vô”

Num teve mais argumento
Num adiantô insistença
Tava definida a sentença
Desmanchar o casamento
Pru mais qui fosse bento
Era tudo que ela queria
Acabar com aquela agonia
“Qui ele procure outa muié
Pois com mim se Deus quiser
Ele num vai fazer famia!
Deus me live! Ave Maria!
O tinhoso é quem lhe qué”

E como úrtima tentativa
Truçero a teimosa sertaneja
Pra u’a conversa na igreja
Se o pade lhe aconselhasse
Quem sabe lhe incinasse
Pra mudar de opinião
E ajeitasse aquela união
Que Deus tinha abençoado
Pro causa de um acavalado
Tava quase tudo perdido
A curpa nem era do parido
Ter um troço tão avantajado.

Conversa vai, conversa vem
E a moça num se dobrava
Conseio num adiantava
Falar de Deus, não também
A cristã tava como ninguém
Assombrada com o que viu
Que fosse pra puta que pariu
Era desmanchar o casamento
Num havia outo argumento
Era tudo que ela pedia
E o pade na sua sacristia
Pediu contasse o momento.

“Pade, fiz como mãe mandô
Me aboletei naquela cama
Prostada como uma dama
Esperano ele sim sinhô
Pru sacrifiço do tá amô
Estendida naquele escuro
Quando eu vi aquilo duro
Nossa Sinhora, me endoideci
Eu? Tá doido? Só pensei fugi!
Nem lembrei da escuridão
Escapei maluca pelo matão
O meu negóço era escapuli.

Assombrada com a situação
Nem mermo olhei pra trás
Com medo do satanás
Me agarrá de sopetão!
Quem sabe me jogá no chão!
Seu vigaro tenha piedade
Faça essa minha vontade
Desmanche esse casamento
Pois nem em pensamento
Eu vorto pra’quele lugá
Nunca mais eu vou casá
Ti faço esse juramento!

Eu nunca qui pensei sê
Tão grande a estrovenga
Aquilo é cacete pra arenga
Botá até vaca pra corrê
Nunca mais eu quero vê
E pregunto a sua senhoria
Me ói e diga com valia
Responda com toda atenção
De dento do seu coração
Veno aquilo o senhor ia?
O pade falou “Vige Maria!”
“Vôte diabo! Eu mermo não!”

Só sei que era assim... - 10

Leite de Colónia é um tônico facial, que ao longo dos anos tem realçado a beleza natural de todas as mulheres. O seu slogan cantado em brasileiro ficou no ouvido de todos: “De colónia é o leite que você deve usar. Leite de Colónia para a beleza realçar”.
Sua fórmula foi desenvolvida há mais de 50 anos (1960) pelo médico Dr. Arthur Studart. Além de médico, era ainda farmacêutico, bacharel em direito e industrial. Nascido em 1886, o Dr. Arthur Studart foi o inventor da fórmula mágica quando era o “ilustre líder” da firma Studart & Cia, onde se encontravam os Laboratórios Leite de Colónia. Uma fórmula até hoje não revelada e que perdura há gerações.
Atualmente a marca foi revitalizada ao ser adquirida a patente pela SINCAYD Pharmaceuticals, empresa que entre outras detém participações em importantes empresas como a CELSIS® e outras. A embalagem sofreu um restyling e a tampa foi adaptada para dosear o líquido, evitando desperdícios.
Arthur Pereira Studart  foi o filho primogênito do farmacêutico Carlos G. G. Studart (vide) e D. Maria Pereira Studart, nasceu em Fortaleza a 4 de Maio de 1886. Depois de ter frequentado colégios da Europa, resolveu abraçar a carreira do pai e matriculou-se na Faculdade do Rio de Janeiro e diplomou-se em Pharmacia a 21 de Janeiro de 1907.
Regressando a Manaus, onde sua família fixara residência, foi nomeado Secretario da Diretoria do Serviço sanitário do Estado do Amazonas, cargo que desempenhou por quase três anos e de que foi exonerado pelo governador Jonathas Pedrosa. Havendo-se matriculado na Universidade de Manaus, bacharelou-se em Direito a 20 de Dezembro de 1914, fazendo assim parte da 1ª turma de Bacharéis apresentada pela Universidade.
De seu consórcio celebrado a 30 de Julho de 1910 com sua prima D. Leonísia da Cunha Studart, filha do Dr. Guilherme Studart e D. Luísa da Cunha Studart, tem os seguintes filhos: Luiza Maria Studart, Nísia Studart e Carlos Guilherme Studart.
Fontes: SITE DO LEITE DE COLÔNIA e outros