sábado, 2 de março de 2013

O Jornal

É um meio de comunicação de massas impresso, cujas características principais são o uso de papel de imprensa - mais barato e de menor qualidade - dentro daquilo que se entende por linguagem jornalística. A maioria é de periodicidade diária e de conteúdo genérico, mas há também os com conteúdo especializado como economia e negócios, esportes etc.
O primeiro órgão regular a divulgar notícias foi a Acta Diurna (Realizações Diárias) na Roma Antiga, um boletim de anúncios do governo, sendo esculpidos em metal ou pedra e exibidos em locais públicos. Começou a publicada regularmente em 59 a. C., por ordem de Caio Julio César (100 a.C-44 a.C). Controlado pelo governo,  ele trazia novidades sociais e políticas, mortes, julgamentos, execuções, nascimentos, casamentos, eventos no Coliseu etc.
Na China, escritos em tecidos, circulavam entre oficiais da corte, durante o final da Dinastia Han (séculos II e III) folhas de notícias do governo, chamadas tipao. O Kaiyuan Za Bao ("Boletim da Corte, 713-734) na Dinastia Tang chinesa, publicava notícias do governo. Era escrito a mão, em seda e lido pelos oficiais do governo. 850 anos depois (1582) é feita a primeira referência a um jornal publicado privadamente, durante o final da Dinastia Ming.
Só no início do século XVII, na Europa, com a expansão da imprensa por causa da invenção da prensa móvel, foi que os jornais adquiriram a forma atual. A publicação alemã Relation aller Fürnemmen und gedenckwürdigen Historien, impresso a partir de 1605 por Johann Carolus (1575-1634) em Estrasburgo, é normalmente reconhecido como o primeiro jornal da história.
O primeiro jornal a circular no Brasil foi O Correio Brasiliense, escrito e impresso em Londres e de circulação clandestina (1808), antes da chegada no país da Corte de D. João VI (1767-1826).

Fontes principais: WIKIPÉDIA, SÓ BIOGRAFIAS, LIVRO DAS INVENÇÕES


Momento lírico 145

QUERER POR QUERER
(Karl Fern)

Nos acordes dos meus poemas
Te fiz minha nobre majestade
Rendi-me à tua sensualidade
Imergi em loucuras extremas
Ouvi suaves e lúdicos fonemas
Permeei os limites da sanidade.

Ocupei o teu inimaginável
Fizeste o que não ousara fazer
Disseste o que não queria dizer
Criei a amante pura incansável
Sentiste a musa mais desejável
Alcançaste os limites do prazer.

Deste-me sem nada perceber
O corpo que eu mais queria
Tornei-me tua máxima alegria
Ganhei teu amor por querer
Nada hoje pode mais desfazer
O desejo de amar-te todo dia.

Os lençóis que tua cama cobria
De amor ficaram amarrotados
De nossos suores molhados
Testemunhas de nuas fantasias
Ouvintes das doces sinfonias
De sumos de amor respingados.

Mesmo que sejam retirados
Outros lençóis virão no lugar
E também vão se amarrotar
Jamais estaremos saciados
Pra nossos corpos escravizados
Amanhã é outro dia pra amar.