domingo, 24 de fevereiro de 2013

Sobre cometas

O cometa Halley foi o primeiro cometa a ser reconhecido como periódico. Reparando que as características observáveis de um cometa em 1682 eram praticamente as mesmas que as de dois cometas que tinham aparecido em 1531, observado por Petrus Apianus (1495-1552) e 1607 observado por Johannes Kepler (1571-1630), Edmond Halley (1656-1742) concluiu que todos os três cometas eram na realidade o mesmo objeto que voltava de 76 em 76 anos. Depois o período foi entretanto corrigido para 75-76 anos. Halley previu o seu regresso em 1758, mas não sobreviveu para ver o regresso do cometa, pois faleceu em 1742.
A possibilidade do cometa Halley ser periódico já tinha sido levantada no século I D.C. por astrónomos Judeus. Esta teoria baseia-se numa passagem do Talmude que refere a uma estrela que aparece em cada setenta anos e assombra os capitães dos navios.
Os antigos quando observavam um cometa ficavam possuídos de pavor. Uma bola de fogo de volume equivalente à metade da lua e com uma cauda que se estendia pelo firmamento pressagiava acontecimentos funestos, uma vez que era uma perturbação dos céus, local habitado por deuses, e uma ameaça para o mundo. Na Idade Média chegava-se a pensar em presságios de desgraças e até o prenúncio do fim do mundo.
A descoberta da periodicidade do Halley veio, assim, permitir aos historiadores localizarem no tempo acontecimentos que, segundo descrições antigas, haviam sido precedidos pelo aparecimento de um cometa fatídico.
Fonte: WIKIPEDIA E OUTROS

Só sei que era assim - 09

Era sempre a última página da Revista

Momento lírico 139

HELENA
(Karl Fern)

Filha de Zeus e de Leda, Helena
A mais linda das princesas da Terra
Radiante e divinal desde pequena
Foi o pivô duma mitológica guerra

Entre muitos heróis pretendentes,
Casou-se com Menelau, da realeza
Na corte espartana, entre presentes
Desfilava sua mimosa e fatal beleza.

Estando em Esparta, Páris, troiano
Encanta-se pela linda peloponesa
E numa ausência do rei espartano
Rende-se a formosura da princesa.

Sob a égide do feitiço de Afrodite,
Helena foi pelo príncipe raptada
Num gesto tresloucado e sem limite
Voltou para Troia com sua amada.

Menelau magoado de dor no peito
Com Aquiles e outros reis amigos
Partiram para vingar o desrespeito
Dispostos a esmagarem os inimigos.

Após longos dez anos Troia caiu
Sob o ardil d’um cavalo emadeirado
E Menelau, rei que nunca desistiu
Com Páris morto sentiu-se vingado!

Do mundo troiano findo e arrasado,
Todos os desafetos tinham morrido,
Menelau o rei que fora atraiçoado
Resgatou seu amor quase perdido!