sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Só sei que era assim - 08

Um dos medicamentos mais antigos do mundo é a Emulsão de Scott. Desde o início do século XX, a marca registrada do fortificante é um pescador carregando um enorme bacalhau nas costas. Era a sua propaganda, que ficava afixada nas entradas das farmácias. Esse complexo vitamínico infernizou a vida de muitas crianças quando a mãe as forçava a beber uma colher daquele óleo com gosto de peixe estragado. Era horrível, mas diziam que fortificava e deixava as crianças imunizadas contra todas as doenças infantis: sarampo, catapora, gripes, resfriados, bronquite e asma. Um fenômeno da medicina da época.
A história do fortificante começou em 1830 em Nova York, quando o farmacêutico John Smith resolveu engarrafar óleo de fígado de bacalhau. O produto era (e ainda é) indicado para crianças em fase de crescimento. Desde o início do século 20, a marca registrada do fortificante é um pescador carregando um enorme bacalhau nas costas. No começo, o desenho aparecia em alto relevo nas garrafas, e depois foi levado para os rótulos, onde ainda permanece. Atualmente a Emulsão Scott (o “de” foi retirado do nome) é acondicionada em garrafas de PVC, que substituíram as de vidro. O medicamento chegou ao Brasil em 1908. Hoje, é produzido pela GlaxoSmithKline.

Biografias de brasileiras - 18

Rita Lobato Velho Lopes (1867 - 1960)
Médica, feminista e política brasileira nascida em São Pedro do Rio Grande, então província do Rio Grande do Sul, a primeira brasileira a obter um diploma regular de medicina e a terceira sul-americana a formar-se em Medicina. Filha de um casal de estrangeiros, Francisco Lobato e Dona Carolina, curiosamente foi graças a um pedido feito pela mãe em seu leito de morte, ao marido, que a levou a realizar seus estudos acadêmicos. Esta gaúcha só pôde iniciar seus estudos após um decreto-lei nº 7247, de 19 de abril (1879) rubricado por D. Pedro II (1825-1891), superando a discriminação da época.
Para cumprir sua promessa, seu pai levou-a até o Rio de Janeiro, onde ela cursou o primeiro ano de faculdade, e depois seguiu para a famosa Faculdade de Medicina da Bahia, em Salvador, onde foi a única a concluir o curso, quatro anos depois (1887), tornando-se especialista em ginecologia e pediatria. Em seu diploma, datado de 11 de dezembro (1887), lia-se para que possa exercer a respectiva profissão com todas as prerrogativas concedidas pelas Leis do Império.
Retornando ao sul, casou com seu namorado de infância, comerciante em Rio Pardo, e passou a clinicar em casa e nos arredores da cidade, atendendo à população mais carente, assim como no hospital onde sofria muita discriminação por parte dos outros médicos homens. Com a abertura dos votos para as mulheres, ingressou na carreira política, tornando-se vereadora em Rio Pardo. Morreu com a avançada idade de 93 anos, em Porto Alegre, entrando para a história como a primeira médica diplomada e profissional no Brasil.
A primeira mulher brasileira formada em medicina e a exercer a profissão regularmente no Brasil foi a médica Maria Augusta Generoso Estrela (1860-1946), que ganhou uma bolsa do Imperador D. Pedro II e diplomou-se (1881) em Nova Iorque, Estados Unidos, tornando-se também na primeira sul-americana a formar-se em Medicina. Ela voltou ao Brasil (1882), revalidou seu diploma e teve intensa atividade médica até sua morte. A chilena Eloísa Diaz Inzunza (1866-1950) foi a segunda (1866).e a primeira médica a obter a graduação em medicina na América Latina.


Brasil



Frituras x câncer de próstata

O consumo regular de alimentos fritos, como batata e frango, é um conhecido fator de risco à saúde cardiovascular e à manutenção do peso. Uma nova pesquisa desenvolvida por especialistas da Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, descobriu que a ingestão desses alimentos também aumenta o risco de câncer de próstata. O estudo foi publicado na edição online da revista The Prostate no dia 28 de janeiro.
Análises anteriores exploraram a relação entre a doença e os métodos de cozimento em altas temperaturas, mas esta é a primeira vez em que se investiga a ligação entre câncer de próstata e alimentos fritos. Para isso, foram avaliados dados médicos de 1.549 homens diagnosticados com o problema e 1.492 homens saudáveis que funcionaram como grupo de controle. A idade dos participantes variava entre 35 e 74 anos. Todos foram questionados sobre os hábitos alimentares, inclusive em relação a alimentos fritos específicos.
Os resultados mostraram que a ingestão de fritura uma ou mais vezes por semana aumentava entre 30 e 37% o risco de desenvolver câncer de próstata. Além disso, nesses casos o câncer costumava ser dos tipos mais agressivos. De acordo com a equipe de pesquisadores, o óleo submetido a altas temperaturas gera compostos potencialmente cancerígenos. A quantidade de substâncias aumenta conforme o óleo é reutilizado.
Fonte: MINHA VIDA (por e-mail!