segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Cofrinho-porquinho

Aproximadamente desde o século XV, os europeus acostumaram-se a guardar suas economias em potes feitos de argila, especialmente em uma argila de cor laranja, que em inglês se denomina pygg e até chamavam estes potes de Pyggy Banks.
Ocasionalmente, no século XIX, uma equipe de oleiros britânicos recebeu pedidos para produção de pyggy banks para juntar moedas, mas estes entenderam que deveriam ser feitos cofrinhos em forma de porco, que em inglês se escreve pig. Concluída a encomenda, os novos cofrinhos em formato de porquinhos agradaram tanto aos clientes, principalmente, as crianças.
E assim surgiu o cofre porquinho, quase acidental, mas tão irreversivelmente que também passou a ser o símbolo da poupança em muitos países. No Brasil é designado vulgarmente como “porquinho-mealheiro” e mais vulgarmente “miaeiro”.
Existe outra versão, menos crível e popular, que atribui o mérito ao engenheiro francês Sebastian La Pestre, do séc. XVII, que teria calculado que em alguns anos uma porca pode produzir milhões de filhotes e isso representava lucros para as famílias camponesas que podiam vender os porcos e guardar as moedas lucradas em porquinhos de cerâmica.


Biografias de brasileiras - 17


Luísa Leonardo (1859-1926)
Compositora, musicista e atriz nascida no Rio de Janeiro, um dos mais brilhantes talentos artístico-literários dos séculos XIX-XX no Brasil. Filha do professor de música no Instituto Benjamin Constant e afinador da Casa Artur Napoleão e do Paço Imperial, Vitorino José Leonardo e de Carolina de Oliveira Leonardo, também era bisneta da Viscondessa de Nassau, desde cedo estudou música e, aos oito anos, deu seu primeiro concerto diante do Imperador D. Pedro II (1825-1891) que, impressionado, tornou-se seu padrinho e custeou seus estudos na Europa.
Permaneceu em Paris durante seis anos, onde frequentou o Conservatório de Música e, ao formar-se, era consagrada como virtuose e primeira intérprete de Chopin, e tornou-se pianista oficial da Real Câmara de Luís I, em Lisboa (1880). De volta ao Rio de Janeiro e não foi valorizada como musicista e passou a se dedicar ao teatro e estreou na Companhia Fanny, no Teatro Politeama, de Salvador (1885).
Casou-se com o pintor português radicado no Brasil Augusto Rodrigues Duarte (1848-1888), com quem tem dois filhos, Saul e Vítor, falecidos ainda crianças. Viúva, mudou-se para a capital baiana e passou a ensinar canto e piano, enquanto escrevia para jornais e revistas do Rio, São Paulo, Pará, Pernambuco e Bahia. Voltou a atuar como atriz interpretando muitos papéis de peças importantes ou criados especialmente para ela pelo seu grande amigo, o dramaturgo e diretor de teatro Francisco Moreira de Vasconcelos.
Como atriz interpretou muitos papéis de peças importantes como Casa de bonecas, do dramaturgo norueguês Henrik Johan Ibsen (1828-1906) e Dama das camélias e Maria Tudor, do novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista Victor-Marie Hugo (1802-1885), além de muitos outros, criados especialmente para ela por Vasconcelos. Depois da morte de seu grande amigo Vasconcelos, encerrou sua carreira dramática e morou na Argentina e Paraguai, dando concertos.
Com dificuldades financeiras, retornou ao Brasil e foi acolhida por um colégio de freiras no Rio de Janeiro. Depois retornou à Bahia, onde algum tempo depois (1903) casou-se com o engenheiro, escritor, dramaturgo e crítico Sílio Boccanera Júnior (1863-1928), o qual se tornaria seu biógrafo, publicada na Revista do Grêmio Literário da Bahia.
Sob o pseudônimo Vítor Luís, escreveu para A Gazetinha e em prosa e poesia para a Revista do Grêmio Literário da Bahia e morreu em Salvador. Prestigiada em todo o meio literário brasileiro por nomes como Carlos Gomes (1836-1896), Olavo Bilac (1865-1918) e Machado de Assis (1839-1908), de quem foi amiga, além de peças para revistas teatrais, para canto, violino, flauta, clarineta e, sobretudo, para piano, compôs o Hino a Carlos Gomes, o publicou o romance Gazel, a peça Calvário  - cujo manuscrito foi enterrado com Francisco Vasconcelos - e vários poemas de influência simbolista. Consta que, ao lado de Chiquinha Gonzaga (1847-1935), escreveu também para o teatro musicado.

O "rock'n'roll"

O rock and roll (tradução livre “deitar e rolar”) surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. Suas origens imediatas remontam a uma mistura entre blues e country, mas com influencia de vários gêneros musicais com o rhythm’n’blues. Era uma batida mais agitada do rhythm and blues, o blues urbano, adotado pelos brancos e modificado com a inclusão da guitarra elétrica e lugar do violão de aço.
No começo o novo estilo rock sofreu várias críticas negativas e algumas positivas, mas sempre atrapalhando seus trabalhos. Muitos diziam que o novo rock, incentivava o satanismo. Em 1951, na cidade de Cleveland (no Estado do Ohio), o discotecário Albert James Freed, o Alan Freed (1921-1965) nascido em Johnstown, começou a tocar essa mistura de blues, country e rhythm and blues para uma plateia multi-racial e a ele é creditado a primeira utilização da expressão rock and roll para descrever a música. O termo rock‘n’roll era antes utilizado para referir-se ao ato sexual em letras.
Rock Around the Clock (1955) de Bill Haley & His Comets se tornou a primeira canção de rock and roll a chegar ao topo da parada de vendas e execuções da revista Billboard e abriu caminho mundialmente para esta nova onda da cultura popular. A canção era parte da trilha sonora do filme Blackboard Jungle, em português Sementes da Violência (1955).

Foto: WIKIPEDIA (Rock and Roll Hall da Fama em Cleveland, Ohio).