quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Biografias de brasileiras - 16


Laudelina de Campos Melo (1904 - 1991)
Líder feminista brasileira nascida em Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais, incansável lutadora pelos direitos do negro e das empregadas doméstica no Brasil. Filha de pais eram negros alforriados pela Lei do Ventre Livre (1871), aos sete anos de idade, começou a trabalhar como empregada doméstica e passou por uma infância de exploração, discriminação e racismo, o que levou a desenvolver dentro de si a indignação com a desigualdade no país.
Aos 12 anos, perdeu o pai de forma trágica, em um acidente no corte de madeira, no Paraná, e teve, então, que abandonar os estudos, ainda na escola primária, para assumir o cuidado dos cinco irmãos menores, para que sua mãe fosse trabalhar em um hotel. Com 16 anos começou a atuar em organizações de mulheres negras e foi presidenta do Clube 13 de Maio, que promovia atividades recreativas e políticas.
Foi para Santos, São Paulo, aos 20 anos, onde se casou, teve um filho e se tornou ativista do grupo Frente Negra Brasileira que abrigava várias entidades com propósitos de ampliação política e cultural para a população negra. Sua atuação em movimentos populares e sua militância ganhou um peso político e reivindicatório com sua ligação ao Partido Comunista Brasileiro. Criou uma Associação das Empregadas Domésticas (1936), fechada seis anos depois (1942), quando atividades políticas foram proibidas em função do Estado Novo. Após a abertura política a associação retornou as atividades, com ela à frente como presidente.
Convidada pela família para a qual trabalhava como governanta para ser gerente do hotel fazenda que tinham em Mogi das Cruzes, São Paulo (1948). Com a morte de sua patroa (1951), mudou-se para Campinas, onde se integrou ao movimento negro da cidade e denunciou que as empregadas negras eram preteridas, protestando contra os anúncios racistas do jornal Correio Popular. Fundou a Associação Profissional Beneficente das Empregadas Domésticas (1961), para defesa dos direitos das empregadas domésticas e intermediação de conflitos entre patroas e empregadas, uma vez que não havia legislação trabalhista para a categoria. Com problemas políticos e de saúde, desvinculou-se da entidade (1968) mas retomou a direção ( 1982).
Sua atuação foi exemplo para que fossem criadas associações no Rio de Janeiro (1962) e em São Paulo (1963) e que deu origem ao Sindicato dos Trabalhadores Domésticos (1988). Atuou nas universidades brasileiras por mais de 30 anos, até seu falecimento. Em seus últimos dias, foi eleita, por reconhecimento de sua competência, Chefe do Departamento de Sociologia, da Pontifícia Universidade Católica - PUC, Rio de Janeiro. Faleceu em Campinas em em 22 de maio, como um símbolo da luta por tornar visível o trabalho doméstico, denunciar sua desvalorização e buscar conquistar direitos trabalhistas e dignidade, explicitando a situação de profunda pobreza, racismo e machismo na qual vivem milhares de mulheres negras em todo o país.
Fonte: SÓ BIOGRAFIAS

Pneumonia química

A pneumonia química é causada pela inalação de substâncias agressivas ao pulmão, como a fumaça, agrotóxicos ou outros produtos químicos. Quando aspiradas, essas substâncias vão para os pulmões e inflamam os alvéolos - estruturas que fazem o transporte do oxigênio para o sangue. Essas infecções dificultam as trocas respiratórias, causando a doença e a insuficiência respiratória.
A pneumonia por aspiração é outra forma de pneumonia química. Esse tipo é causado quando as secreções orais ou o conteúdo do estômago é aspirado para os pulmões. A inflamação vem dos efeitos tóxicos do ácido gástrico e das enzimas sobre o tecido do pulmão. Bactérias do estômago ou da boca também podem causar uma pneumonia bacteriana.
Os principais sintomas de uma pneumonia química são tosse e falta de ar, mas dependendo de uma série de fatores de intoxicação, essa doença pode apresentar também irritação no nariz, olhos, lábios, boca e garganta, náuseas e dores abdominal, no peito, na respiração e de cabeça, sintomas de gripe, fraqueza ou desorientação. Em casos mais graves, também é possível observar febre, queimaduras nas mucosas ou pele, palidez e lábios suando, raciocínio alterado e inconsciência, inchaço dos olhos ou língua, voz rouca ou abafada e saliva espumosa resultante de tosse forte.
Esses sintomas podem demorar dias para aparecer. No caso da fumaça, por exemplo, pode levar até três dias para o corpo manifestar irritações na garganta ou secreções levemente rosadas, fora a tosse e a falta de ar
Se houver contato com alguma substância química e na presença de algum desses sintomas, encaminha o paciente imediatamente ao hospital. É importante comunicar ao médico se houve contato com alguma substância química, quando e por quanto tempo.
Fonte: MINHAVIDA (http://www.minhavida.com.br/).