sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Bondinho centenário

Primeiro teleférico instalado no Brasil e terceiro no mundo, o bondinho do Pão de Açúcar é um dos mais importantes ícones do turismo carioca e uma das principais marcas registradas da cidade do Rio de Janeiro. O bondinho sai da Praça Coronel Tibúrcio, na Av. Pasteur, 520 - Praia Vermelha, de terça a domingo, das 8 às 22h, de trinta em trinta e cinco minutos. Considerado um dos mais seguros do mundo pelas entidades internacionais de teleféricos de passageiros, com mais de um século de funcionamento (1912-) circula sem ter registrado nenhum acidente com vítimas. O complexo turístico é formado por três estações - Praia Vermelha, Morro da Urca e Pão de Açúcar -, interligadas por quatro bondinhos, dois no trecho Praia Vermelha/Morro da Urca e dois no trecho Morro da Urca/Pão de Açúcar.
- Duração da Viagem:
1- Praia Vermelha/Morro da Urca: 3 minutos;
2- Morro da Urca/Pão de Açúcar: 3 minutos;
- Velocidade do Bondinho:
1- Praia Vermelha/Morro da Urca: 21Km/h
2- Morro da Urca/Pão de Açúcar: 31Km/h)
- Capacidade do Bondinho: 65 Passageiros
- Altura do Morro da Urca: 220 metros
- Distância Praia Vermelha/Morro da Urca: 528 metros
- Altura do Pão de Açúcar: 396 metros
- Distância Morro da Urca/ Pão de Açúcar: 735 metros.
Projeto (elaboração, execução e operação) do carioca Augusto Ferreira Ramos (1860-1939), engenheiro civil, sanitarista e economista brasileiro nascido no Estado do Rio de Janeiro, o projeto original (1908) previa três linhas de teleféricos, um ousado caminho aéreo para o Pão de Açúcar, através de teleféricos, ligando os morros da Babilônia, Urca e Pão de Açúcar: A primeira linha partia da Praia Vermelha ao alto do Morro da Urca, a segunda partia do alto Morro da Urca para o alto do Pão de Açúcar e a terceira partia também do alto do Morro da Urca para o alto do Morro da Babilônia, linha que terminou não sendo construída.
Com equipamentos fornecidos pela empresa alemã J. Pohlig, e as obras foram iniciadas e três anos depois foi inaugurada em 27 de outubro, a primeira etapa da obra, ligando a Praia Vermelha ao alto do Morro da Urca (1912). No ano seguinte, em 18 de janeiro, concluiu-se o segundo trecho que ligou o Morro da Urca ao cume do Pão de Açúcar, gastando-se até então 2 milhões de contos de réis, inaugurado o famoso teleférico do Pão de Açúcar. Ao concluir sua obra (1913), venceu a incredulidade dos que julgavam impossível o acesso ao pico do Pão de Açúcar, principalmente em um caminho aéreo, criando um dos passeios turísticos mais encantador e conhecido do mundo, de extraordinária e surpreendente visão panorâmica, o que deu grande projeção internacional à cidade do Rio de Janeiro.
Mais informações em www.bondinho.com.br


Pequena história da Coca-Cola

A Coca-Cola, o refrigerante mais famoso do mundo, foi criada (1886) pelo farmacêutico estadunidense John Styth Pemberton (1831-1888), nascido e morto em Atlanta. Na tentativa de preparar uma fórmula para combater ânsias de vômitos, a partir de um preparado de folhas de coca e extrato de noz de cola, que os escravos africanos usavam como antídoto contra ressaca e cansaço, depois de muitos meses de experimentos obteve um xarope de cor escura e agradável.
Ele colocou seu produto na Jacob’s Pharmacy, para testar a opinião dos clientes. Quem experimentou o novo remédio não gostou do sabor e, assim, alguém resolveu colocar açúcar e dissolvê-lo em água fria. O resultado agradou tanto que ele repassou a ideia pra o seu “criador” Pemberton. Logo a procura era tanta que ele passou a vendê-lo em copos, a cinco centavos de dólar e carregando uma jarra através das ruas. Depois ele resolveu adicionar água carbonatada, um produto inglês inventado (1741) pelo médico William Brownrigg (1711-1800), e expandiu sua distribuição.
O seu guarda-livros e contador,  Frank Mason Robinson (1845-1923), sugeriu o nome de Coca-Cola e utilizando sua própria caligrafia desenhou o logotipo até hoje utilizado e mundialmente famoso. Outro farmacêutico, Asa Griggs Candler (1851-1929), comprou os direitos da fórmula por 2300 dólares, registrou e patenteou a marca (1893) e iniciou um sistema de franquias.
No início o concentrado era embalado em barris de madeira e o nome desenhado em vermelho, cor do grão de cola. No ano seguinte o refrigerante passou a ser vendido em garrafas por Joseph Augustus Biedenharn (1866-1952), do Misssissipi, para que o mesmo pudesse ser levado para piqueniques. Quatro anos mais tarde (1898) a bebida entrou no mercado do Canadá e México, os primeiros países a engarrafá-la fora dos EEUU (1906). Depois foi criado por Earl Dean (1890-1972)  o design da garrafa padrão (1915) para diferenciá-la das imitações. Também nesse ano a bebida deixou de ser fabricada com a dose de cocaína. A então Coca-Cola Company foi vendida ao grupo de Ernest Woodruff (1863-1944) pela quantia de 25 milhões de dólares. No ano seguinte (1920) foi construída pela empresa, a primeira unidade industrial na França.
Outras datas importantes na história da Coca-Cola foram: as vendas em garrafas ultrapassaram às de copo (1928), chegada ao Brasil para engarrafamento (1942), registro da marca Coke (1945), início das vendas em latinhas de flandres (1960) e de alumínio (1963), início da produção de Diet Cock (1982) e de coca sem cafeína (1983) e a inauguração do museu da Coca-Cola em Atlanta, The World of Coca-Cola (1990).
Hoje a Coca-Cola é o refrigerante mais vendido no mundo, em milhares de milhões de unidades (garrafas, copos e latinhas) por segundo e, além de matar a sede, continua sendo usada contra enjoos e alguns distúrbios intestinais.
Fonte principal: SÓ BIOGRAFIAS (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/)