segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Momento lírico 118

VELHAS PROMESSAS!
(Karl Fern)

E mais um ano agora termina
Esse novo acaba de chegar
Mas raras juras hão de vingar
É engraçado, isso será rotina.

Quando se inicia um novo ano
Velhas promessas se repetem
Pessoas que se comprometem
Traçam um novo-antigo plano.

São sorrisos pra todos os lados
Abraços e beijos em profusão
Votos de saúde, paz e união
Compromissos mais ousados.

Agora vão ser mais cordiais
Prometem criar mais amigos
Esquecer problemas antigos
Estreitar as relações pessoais.

Garantem iniciar novo regime
Controlar bem suas despesas
Procurar evitar más surpresas
Viver um ideal mais sublime.

Logo as desculpas aparecem
Se o prometido é lembrado
Sempre vai poder ser adiado
E novidades não acontecem.

Deixa pra depois do carnaval
Depois vem a Semana Santa
E a festa junina que encanta
Promessa que é bom... babáu!



Por que Arco-Íris?

Na mitologia grega, Íris era a filha de Taumante e de Electra. Taumante era filho de Ponto, deus pré-olímpico do Mar, e de Gaia, a Terra e mãe de todos os deuses. Electra era uma das oceânides, as filhas de Oceano (o titã mais velho) e Tétis, divindades do mar. Íris era casada com Éolo, o senhor dos ventos, e tinham seis filhos e seis filhas, e cada filho era casado com uma filha.
Íris era a mensageira dos deuses para os seres humanos e tomava a forma de arco-íris para unir a Terra e o Céu. Representada como uma virgem com asas de ouro, movia-se com a leveza do vento de um lado para outro do mundo, inclusive nas profundezas dos oceanos e no mundo subterrâneo de Hades.
Neste contexto ela é frequentemente mencionada na Ilíada, embora na Odisséia, Hermes tenha tomado seu lugar. Ela era especialmente a mensageira de Hera, esposa de Zeus, o mais poderoso de todos os deuses do Olimpo e o mais mulherengo também. Na mitologia romana, era a mensageira da deusa Juno, rainha dos deuses e esposa de Júpiter. O sexto mês do ano, junho, tem esse nome em sua homenagem.
Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris, que se compõe de Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil e Violeta. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Fonte SÓ BIOGRAFIAS (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/)


Momento lírico 117

ÉBRIO DE AMOR
(Karl Fern)

Do lume do teu venusto olhar
Emanou um brilho cintilante
Lânguido, lindo e esfuziante
Um quase inaudível farfalhar
Que me levou a mergulhar
Nessa embriaguez ofuscante.

Fui flechado nalgum instante
Pelo fatal e angelical cupido
Que me prostrou consumido
Por um desejo penetrante
Um encantamento fascinante
Minando um coração possuído.

Sorriso enigmático indefinido
Ao mesmo tempo envolvente
Marcou-me profundamente
Deixou-me de paixão perdido
Deslumbrado e ensandecido
Em êxtase orgástica fremente

E sob o domínio de tal paixão
Acalentado por velado torpor
Senti-me flutuando num andor
Sob o descontrole do coração
Ébrio de felicidade e emoção
Nas delícias desse latente amor.