terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Momento lírico 114

A PADROEIRA
(Karl Fern)

Senhora da Conceição
Nossa santa mãe querida
Abençoai a nossa vida
Imponha-nos a tua mão
Vigia-nos com tua benção
Abriga-nos em tua guarida.

Lembro sedes a escolhida
Mãe do filho do Criador
Jesus Cristo, o Salvador
A madona que deu a luz
Ao divino que nos conduz
Nosso supremo Redentor.

Imaculada e fiel padroeira
Senhora do nosso destino
Aprendi desde menino
Que sois a mãe primeira
Nossa santa verdadeira
Rainha com porte divino.

Acompanhastes os desafios
Da Conceição dos Azevedos
Nos outeiros sem penedos
Na foz desses lindos rios
Aos pioneiros deu os brios
Livrou-os de seus medos.

A tua imagem na Matriz
Com tuas vestes azul-anil
Perfeita entre tantas mil
Mantem teu devoto feliz
Vaidoso o povo se bendiz
Uma obra-prima no Brasil.

Tua estátua é fascinante
Impressiona todo cristão
Traz celestial sensação
Em um primeiro instante
Lança com teu semblante
Eflúvios pra uma oração!

Seja domingo ou dia santo
Que a devoção seja uma só
Até o mundo ser apenas pó
Cubra todos com teu manto
Não deixes perder o encanto
Da nossa Jardim do Seridó!

Humor: O "causo" do elixir

Lá pelos idos de 1930 era comum no nosso interior o domínio dos coronéis fazendeiros que mantinham em suas propriedades rurais um grupo de permanentes e fiéis empregados que tinham por seu patrão uma profunda admiração e respeito. Esse respeito também era estendido aos desconhecidos, desde que não houvesse motivos para o contrário! Neste mapa vivia o avô do professor Edson, meu mestre e depois meu colega de universidade.
Ele me contou que sua avó não estava passando bem e, então, seu avô, proprietário no Curimataú paraibano, chamou seu capataz e ordenou-lhe ir até uma farmácia em Cuité, comprar “elixir de cabeça-de-negro”. Cabeça-de-negro, pra quem não conhece, é uma raiz medicinal do interior nordestino e que aquele farmacêutico, muito sabido, fazia e vendia uma xaropada que chamava de elixir, uma denominação mais sofisticada e atraente comercialmente.
Partindo no seu cavalo, o obediente cavaleiro chegou até a desconhecida (pra ele!) farmácia e quando se aproximou do balcão, para sua surpresa quem lhe atendeu foi um senhor acentuadamente moreno, que foi logo perguntando cordialmente: - O que o senhor deseja? Ele muito encabulado e sem saída respondeu-lhe com todo o respeito: - Meu patrão mandou que eu comprasse “elixir de cabeça de Vossa Senhoria”!